Praia, ele e eu — a última semana de verão que eu não esperava
Eu estava de férias sozinha, sem planos além de acordar cedo e ouvir o mar. Ele apareceu no terceiro dia, sentou na cadeira ao lado da minha e perguntou se eu queria companhia. Nunca fui de dizer sim tão rápido.
A última semana de verão chegou mais rápido do que eu esperava. Mal havia me despedido do escritório e da rotina cansativa da cidade grande quando já estava sentada na areia, olhando para o mar infinito. As férias eram meu presente para mim mesma depois de tanto trabalho, e não pretendia desperdiçá-las com nada além do sol, da água salgada e dos livros que havia trazido.
O terceiro dia na praia começou como os outros: acordo cedo, café tomado na varanda do pequeno apartamento que aluguei perto da orla, biquíni colocado e toalha jogada no ombro. A caminhada pela areia ainda fresca da madrugada foi meu momento preferido do dia, antes que o calor aumentasse e as pessoas começassem a chegar.
Escolhi meu lugar de sempre, um pouco afastado dos quiosques e das cadeiras de praia alinhadas. Estendi minha toalha, tirei o short e a blusa, e me sentei para assistir ao nascer do sol. O sol ainda não tinha aparecido completamente quando ouvi uma voz atrás de mim.
— Desculpe incomodar, mas você sempre acorda tão cedo? Ou é só hoje?
Virei-me surpresa e deparei com um homem sentado na cadeira ao lado da minha. Ele estava deitado de bruços, com a cabeça apoiada nas mãos, sorrindo para mim. Seus cabelos estavam molhados, provavelmente por causa do banho matinal no mar. Suas pernas eram longas e musculosas, e sua pele bronzeada brilhava ao sol. Não pude deixar de notar o quanto ele era atraente.
— Eu costumava acordar cedo para correr antes do trabalho — respondi depois de alguns segundos de silêncio. — Agora que estou de férias, gosto de aproveitar a praia tranquila antes que ela se encha de gente.
Ele assentiu com um movimento de cabeça e voltou-se novamente para o mar.
— Eu sou Lucas — disse ele depois de algum tempo em silêncio. — E você?
— Ana — respondi automaticamente.
— Muito prazer, Ana — afirmou ele, ainda sem me olhar. — Você está sozinha aqui? Ou é uma daquelas férias em família?
— Estou sozinha — confessei. — E você?
— Também — declarou ele. — Meus amigos foram embora ontem, e eu decidi ficar mais alguns dias.
A conversa continuou assim, como se estivéssemos apenas sendo educados um com o outro. Mas havia algo em seu jeito de me olhar que fazia meu coração bater mais rápido do que o normal. Ele tinha uma presença forte, e seus olhos pareciam capazes de enxergar através de mim.
No quarto dia, ele apareceu novamente ao meu lado pela manhã. E no quinto também. Começamos a conversar sobre tudo e nada, e eu descobri que ele era arquiteto em São Paulo, mas tinha nascido no litoral norte do estado, onde passava as férias com a família desde criança. Descobrimos que tínhamos gostos em comum, além da paixão pela praia: música, literatura, cinema.
No sexto dia, eu já estava esperando por ele quando acordava. Sentávamos lado a lado, conversando até o sol estar alto no céu e o calor tornar impossível ficarmos mais tempo na areia. Depois, íamos para os quiosques tomar café da manhã juntos, e às vezes voltávamos para a praia à tarde, onde nos deitávamos nas espreguiçadeiras para ler ou apenas ficar em silêncio.
Eu não me lembrava da última vez que tinha me sentido tão à vontade com alguém. Ele era divertido, inteligente, atencioso. E cada dia que passava, eu sentia uma atração cada vez maior por ele. O jeito como seus olhos brilhavam quando ele ria, a maneira como suas mãos se moviam enquanto falávamos, o som de sua voz profunda... Tudo isso me fazia desejá-lo cada vez mais.
No sétimo dia, estávamos sentados na areia, olhando para o mar enquanto o sol começava a se pôr. Eu estava com os joelhos dobrados contra o peito, abraçando minhas pernas, quando ele passou o braço em volta dos meus ombros e me puxou para perto dele.
— Estou gostando muito de passar estas férias com você — confessou ele baixinho, roçando seus lábios no meu ouvido.
Senti um arrepio percorrer meu corpo e encostei minha cabeça em seu ombro.
— Eu também — respondi. — Muito mesmo.
Ele virou-se para mim e levou sua mão até meu queixo, levantando meu rosto até nossos olhos se encontrarem. Seus dedos eram macios e quentes em minha pele, e eu não queria que eles saíssem dali nunca mais.
— Ana — começou ele, hesitando por alguns segundos antes de continuar —, eu gostaria de beijá-la agora.
Senti meu coração acelerar ainda mais do que já estava batendo forte. Abri a boca para responder, mas nenhum som saiu. Apenas assenti com um movimento de cabeça, e seus lábios pressionaram os meus em um beijo suave e delicado.
Sua mão deixou meu queixo e passou pelo meu pescoço, minha nuca, minha coluna, até chegar às minhas costas. Ele começou a traçar movimentos circulares ali, enquanto seu beijo se tornava cada vez mais intenso. Minhas mãos foram parar em seus cabelos, e eu os agarrei com força enquanto me entregava completamente àquele momento.
Quando nos separamos, estávamos ofegantes e com os olhos brilhando de desejo. Ele sorriu para mim e passou o polegar em meus lábios ainda úmidos do beijo.
— Você é incrível — declarou ele baixinho. — E eu não quero que estas férias acabem nunca.
— Nem eu — respondi, sentindo uma pontada no coração ao pensar na volta à realidade depois daquelas semanas perfeitas.
Mas naquele momento, nós estávamos ali, na praia vazia, com o sol se pondo e o mar aos nossos pés. E nada mais importava além daquele beijo e do que poderia vir a seguir.
No oitavo dia, acordamos cedo como sempre e fomos para a praia juntos. Mas desta vez, não ficamos apenas conversando ou lendo. Logo que chegamos à areia, ele me puxou para perto dele e começou a me beijar com intensidade. Suas mãos passeavam por meu corpo enquanto as minhas faziam o mesmo com o dele.
Quando percebemos que havia outras pessoas começando a chegar na praia, nos separamos ofegantes e sorridentes. Ele segurou minha mão e começou a puxar-me em direção ao mar.
— Venha — disse ele —, vamos dar um mergulho para esfriar a cabeça.
Corremos juntos até a água e mergulhamos nas ondas together
Enquanto nadávamos no mar cristalino, eu não conseguia deixar de lado a sensação de felicidade que estava me inundando. Cada toque dele em meu corpo era elétrico e provocava uma onda de calor dentro de mim. Quando saímos da água, seus olhos estavam fixos nos meus e ele sorriu daquele jeito sedutor que me fazia perder o fôlego.
- Quer ir ao meu quarto? - perguntou ele baixinho, enquanto passávamos as mãos pelo cabelo molhado.
- Sim, eu quero - respondi sem hesitar. Não havia como negar o desejo que estava crescendo dentro de mim a cada segundo perto dele.
Chegamos ao quarto dele e assim que fechou a porta atrás de nós, começamos a nos beijar novamente com urgência. Suas mãos exploravam meu corpo enquanto as minhas faziam o mesmo com o dele. Cada toque era intenso e cheio de desejo. Ele começou a me despir devagar, beijando cada parte do meu corpo que ficava exposta. Quando ficou apenas de calcinha e sutiã, eu pude ver o quanto ele estava excitado.
Ele deitou-me na cama e continuou explorando meu corpo com beijos e carícias suaves. Quando chegou ao meu sexo, começou a acariciar meus lábios vaginais através da calcinha molhada. Eu gemí alto e arqueei as costas em busca de mais contato. Ele então removeu minha calcinha e passou a língua pelo meu clitóris, fazendo-me perder o fôlego.
Enquanto chupava e lambia meu clitóris, ele introduziu um dedo dentro de mim, movimentando-o para frente e para trás. Eu estava tão excitada que não demorou muito para que eu começasse a sentir as primeiras contrações do orgasmo. Quando atingi o clímax, gritei alto enquanto ondas de prazer me atravessavam.
Ele subiu pelo meu corpo beijando cada parte dele até encontrar meus lábios novamente. Podia sentir seu pau duro pressionado em minha coxa e eu ansiosa para tê-lo dentro de mim.
- Quero te sentir dentro de mim - sussurrei em seu ouvido.
Ele sorriu e começou a se posicionar entre minhas pernas, mas antes disso, pegou um preservativo na gaveta do criado-mudo e colocou-o. Em seguida, entrou devagar em mim, preenchendo-me completamente. Começamos a nos movimentar juntos, em uma dança antiga e cheia de desejo.
Cada estocada dele dentro de mim era perfeita e eu não queria que aquilo acabasse nunca. Mas senti meu corpo começando a se contrair novamente e soube que estava próxima do segundo orgasmo. Ele também começou a se movimentar mais rápido e com mais força, até que atingimos o clímax juntos em uma explosão de prazer.
Deitamos lado a lado, ofegantes e satisfeitos. Ele passou o braço ao meu redor e me puxou para perto dele enquanto beijava minha testa. Ficamos assim por alguns minutos, apenas aproveitando a presença um do outro.
- Isso foi incrível - disse ele finalmente.
- Foi mesmo - concordei com um sorriso. - E nem imaginei que pudesse ser ainda melhor do que os beijos na praia.