A chuva chegou no segundo dia e a barraca dele não aguentou

A barraca dele era boa para tempo bom. Na manhã do segundo dia, acordou encharcado. A dela era pequena, mas seca. O convite foi feito com um olhar — e a resposta foi mais rápida do que os dois esperavam.

A chuva chegou no segundo dia e a barraca dele não aguentou. Eu estava acordado havia algum tempo, aproveitando a tranquilidade do acampamento antes que os outros acordassem. Foi então que ouvi o barulho de uma barraca sendo desmontada às pressas, seguido por uma série de palavrões murmурados. Levantei-me para ver o que estava acontecendo e vi o rapaz da barraca vizinha, tentando em vão manter seu acampamento seco enquanto a água escorria por todos os lados. Ele percebeu que eu estava acordado e sorriu, encolhendo os ombros como quem diz "o que se vai fazer?".

Eu tinha reparado nele no dia anterior, quando estávamos montando nossas barracas. Era alto e forte, com um rosto marcado pela vida ao ar livre e uma tatuagem de uma águia em voo no braço direito. Tinha uma barraca grande e robusta, mas não havia contado com a possibilidade de chuva. E a chuva tinha chegado, e a barraca dele não tinha aguentado.

Eu estava numa barraca pequena, mas seca. Tinha levado um saco de dormir à prova d'água e um colchão inflável, e estava aproveitando meu café da manhã enquanto observava o show de água ao meu redor. O rapaz tentou usar um saco de lixo como capa de chuva, mas logo desistiu e começou a guardar suas coisas dentro da barraca, que já estava quase completamente encharcada.

Eu não aguentei e comecei a rir, enquanto ele me lançava um olhar de resignação. Foi então que tive uma ideia. Peguei uma de minhas toalhas extras e fui até ele, estendendo-a com um sorriso.

"Aqui, pode usar isso para se secar", falei. Ele agradeceu e começou a se secar enquanto eu observava. Havia algo de estranhamente íntimo em ver aquele homem grande e forte se secando com uma toalha que eu tinha usado para mim mesma. Senti uma onda de calor no meu corpo e percebi que estava começando a gostar daquele homem.

Ele percebeu meu olhar e me lançou um sorriso provocante. "Eu posso usar mais do que só uma toalha, sabe", falou, enquanto começava a se aproximar de mim. Não respondi, apenas sorri de volta e deixei que ele chegasse perto. Quando estava a poucos centímetros de mim, percebi que estava prendendo a respiração. O que estava acontecendo ali?

Ele chegou mais perto ainda e eu senti seu hálito quente no meu pescoço. "Você cheira a café e chuva", murmurou. "É uma combinação interessante." Não soube o que responder, então apenas sorri e deixei que ele continuasse.

Ele começou a beijar meu pescoço, enquanto eu sentia suas mãos descendo pelos meus ombros e braços. Senti um arrepio e percebi que estava ficando excitada. Não lembrava da última vez em que tinha sentido algo assim, tão intenso e tão rápido. Mas não recuei. Ao contrário, deixei que ele continuasse a me beijar, enquanto eu fechava os olhos e me entregava à sensação.

Ele começou a desabotoar minha camisa, enquanto eu sentia sua barba por fazer roçando na minha pele. Quando abriu minha camisa, começou a beijar meu peito, descendo cada vez mais. Eu sentia seus lábios e sua língua em todos os lugares, enquanto eu me contorcia de prazer. Não queria que aquilo acabasse tão cedo.

Ele continuou descendo, até chegar à minha calcinha. Começou a beijar meu púbis através da roupa, enquanto eu sentia uma onda de calor cada vez mais forte. Comecei a gemer baixinho, enquanto ele continuava a me beijar e a me acariciar.

Ele continuou me beijando e acariciando, enquanto eu sentia meu corpo ficando cada vez mais quente e molhado. Eu queria mais, queria sentir sua pele contra a minha, queria sentir seu corpo dentro do meu. Comecei a mexer minha calcinha, numa clara indireta para ele. Ele entendeu o recado e começou a tirá-la, enquanto eu me contorcia de ansiedade. Quando ela finalmente saiu, ele começou a me beijar entre as pernas, enquanto eu gemia cada vez mais alto. Eu não aguentava mais, queria sentir ele dentro de mim.

- Vem, vem pra cá - eu sussurrei, enquanto o puxava pela mão.

Ele veio até mim e começamos a nos beijar novamente, enquanto eu começava a desabotoar sua calça. Ele estava duro e pronto para mim. Eu comecei a acariciar seu membro, enquanto ele gemia baixinho no meu ouvido. Não aguentávamos mais esperar, então eu o puxei para cima de mim e ele entrou em mim com força.

Começamos a nos mexer juntos, enquanto a chuva continuava a cair do lado de fora. Cada movimento era mais intenso do que o anterior, e eu podia sentir meu corpo inteiro começando a tremer. Ele começou a aumentar o ritmo, enquanto eu o segurava cada vez mais forte. Estávamos cada vez mais próximos do clímax, e eu podia sentir meu corpo inteiro começando a se contrair.

- Ah, Deus, eu vou gozar - eu gritei, enquanto ele continuava a se mexer dentro de mim.

Ele gemeu junto comigo, enquanto ambos atingíamos o orgasmo juntos. Ficamos ali deitados por alguns minutos, enquanto recuperávamos o fôlego e aproveitávamos a sensação de estarmos juntos.

- Isso foi incrível - eu falei, enquanto ele me beijava mais uma vez.

- Sim, foi mesmo - ele concordou, enquanto me abraçava forte.

Ficamos ali deitados juntos, enquanto a chuva continuava a cair do lado de fora. Sabíamos que tínhamos encontrado algo especial, algo que iria durar muito além daquele momento. E enquanto a chuva continuava a cair, nós nos beijamos mais uma vez, ansiosos por mais momentos juntos.

Acordei com o som da chuva batendo no telhado da barraca. Olhei para o lado e vi que ele ainda estava dormindo, com um braço envolto em mim. Sorri ao me lembrar da noite anterior e de como tínhamos sido capazes de nos perder um no outro. Mas então, lembrei-me da barraca e do fato de que ela não tinha aguentado a chuva. Levantei cuidadosamente para não acordá-lo e saí para avaliar os danos.

A barraca estava encharcada e o chão ao redor estava molhado e enlameado. Suspirei, sabendo que teria que limpá-la e encontrar um novo lugar para montarmos uma nova barraca. Mas antes disso, precisava acordá-lo e contar o que tinha acontecido.

Voltei para dentro da barraca e sacudi o ombro dele delicadamente. Ele abriu os olhos e sorriu para mim.

- Bom dia - eu disse, devolvendo o sorriso. - Temos um pequeno problema.

- O que foi? - ele perguntou, preocupado.

- A barraca não aguentou a chuva - eu respondi. - Está encharcada e precisamos limpá-la e encontrar um novo lugar para montarmos uma nova.

Ele saiu da barraca para ver os danos e depois voltou, balançando a cabeça.

- Eu não deveria ter trazido você para cá - ele disse, com uma expressão preocupada. - Não imaginava que a barraca não ia aguentar.

- Não se preocupe com isso agora - eu disse, colocando uma mão em seu braço. - Nós vamos dar um jeito. Mas primeiro, precisamos de café.

Começamos a limpar a barraca juntos, enquanto a chuva continuava a cair. Depois de alguns minutos, encontramos um lugar seco sob uma árvore próxima e começamos a montar uma nova barraca. Enquanto trabalhávamos, percebi que estava me sentindo mais próxima dele do que nunca. Tínhamos passado por algo difícil juntos e tínhamos conseguido superar isso juntos também.

Quando terminamos de montar a nova barraca, decidimos fazer uma fogueira para nos aquecer e fazer café. Sentamos juntos sob a árvore, enquanto a chuva caía ao nosso redor, e conversamos sobre tudo e nada em particular. Era como se estivéssemos em nosso próprio mundo, longe de tudo o que acontecia fora dali.

- Sabe - eu disse, enquanto tomávamos café -, acho que esta é a primeira vez que eu me sinto realmente viva.

Enquanto a chuva continuava a cair ao nosso redor, percebi que estava começando a esfriar. Olhei para ele e percebi que estava começando a tremer levemente.

- Está com frio - eu disse, preocupada. - Deixe-me pegar uma manta para nos cobrir.

Peguei uma manta que estava dentro da nova barraca e voltei para onde ele estava sentado. Coloquei a manta em volta de seus ombros e me sentei ao seu lado, debaixo dela também.

- Obrigado - ele disse, sorrindo para mim. - Você é muito atenciosa.

Ficamos sentados em silêncio por alguns minutos, apenas ouvindo a chuva cair e sentindo o calor um do outro. Então, ele virou-se para mim e começou a falar:

- Sabe, eu não esperava que as coisas fossem acontecer assim quando vim para cá. Não imaginava que ia conhecer alguém como você e que íamos passar por tudo isso juntos.

- Eu também não esperava - eu disse, sorrindo para ele. - Mas acho que foi isso que tornou tudo ainda mais especial. Nós não planejamos nada disso, apenas aconteceu.

- Sim, aconteceu - ele disse, olhando para mim com uma expressão suave nos olhos. - E eu gostaria que acontecesse novamente.

- O que você quer dizer? - eu perguntei, sentindo meu coração bater mais rápido.

- Quero dizer que gostaria de ter mais momentos como esses com você - ele disse, estendendo a mão para segurar a minha. - Momento em que não precisamos nos preocupar com nada além de nós mesmos e do que estamos sentindo.

- Eu também - eu disse, sorrindo para ele. - Eu também gostaria disso.

Ele aproximou-se de mim e começou a beijar meu pescoço, enquanto eu fechava os olhos e me entregava às suas carícias. A chuva continuou a cair ao nosso redor, mas agora não me importava mais com nada além dele e do que estava sentindo. Era como se estivéssemos em nosso próprio mundo, longe de tudo o que acontecia fora dali. E enquanto a chuva caía, nós nos beijamos e abraçamos, perdidos um no outro mais uma vez.