"Toca a campainha como se fosse entrega" — ela disse, e eu perdi o fio do roteiro

A ideia foi dela: eu tocaria a campainha, ela abriria de roupão como se fosse estranho. Simples. Só que ela levou o personagem mais a sério do que qualquer roteiro que eu tivesse imaginado.

Eu estava sentado à minha mesa, tentando me concentrar no meu roteiro, quando ela entrou na sala. Ela era linda, com cabelos negros como a noite e olhos que brilhavam como estrelas. Mas não era apenas sua beleza que me deixava sem fôlego; era seu senso de humor afiado como uma navalha e sua mente criativa que sempre estava buscando algo novo para explorar.

— Ei, querido — ela disse, se aproximando de mim com um sorriso malicioso nos lábios. — Estou entediada hoje. Não queremos isso, não é?

Eu balancei a cabeça, ainda tentando me concentrar no meu trabalho.

— O que você tem em mente? — perguntei, embora já soubesse que fosse algo fora do comum.

— Bem, eu estava pensando... — ela começou, então fez uma pausa para criar efeito. — E se você tocasse a campainha, como se fosse um entregador, e eu abrisse a porta de roupão, achando que era algum vizinho ou coisa do tipo?

Eu ri alto, imaginando a cena na minha cabeça.

— Isso seria divertido — concordei, já me sentindo mais animado com a ideia. — Mas o que isso teria a ver com o meu roteiro?

— Oh, não se preocupe com o roteiro agora — ela disse, acenando a mão como se afastasse uma mosca. — Só pense nisso como um pequeno interlúdio entre a escrita. Algo para nos divertirmos um pouco.

Eu concordei, então me levantei da mesa e fui até o armário pegar meu roupão velho que eu usava quando estava em casa. Ela ficou me observando enquanto eu me vestia, com os olhos brilhando de malícia.

— Lembre-se — ela disse enquanto eu passava por ela em direção à porta. — Você é um entregador qualquer. Não me deixe saber quem você é até que eu abra a porta.

Eu sorri para ela e saí do quarto, fechando a porta atrás de mim. Andei pelo corredor até a entrada do nosso apartamento, então toquei a campainha como se fosse mesmo algum entregador.

O som da campainha fez meu coração acelerar um pouco, e eu não pude evitar uma sensação de excitação por estar fazendo algo tão ousado e diferente. Ouvi passos se aproximando da porta, então ela abriu com um rosto surpreso.

— Oh, desculpe — ela disse, olhando para mim com confusão. — Eu não estava esperando ninguém. O que você tem aí?

Eu sorri para ela, ainda me fazendo de entregador.

— Entrega especial para a senhora — eu disse, estendendo uma caixa imaginária em suas mãos.

Ela hesitou por um momento antes de pegar a caixa e agradecer. Mas então, seus olhos se arregalaram como se tivesse lembrado de alguma coisa.

— Espere — ela disse, franzindo a testa enquanto me olhava de cima a baixo. — Você não é o entregador que eu estava esperando. Quem é você?

Eu ri baixinho e dei um passo à frente, fechando a porta atrás de mim.

— Surpresa — eu sussurrei em seu ouvido antes de passar por ela em direção ao sofá.

Ela ficou me olhando enquanto eu me sentava confortavelmente, ainda com o rosto confuso. Mas então, seus lábios se abriram em um sorriso malicioso e ela veio até mim, ficando em pé entre minhas pernas.

— Você está gostando disso, não é? — ela perguntou, passando a mão pelo meu cabelo enquanto eu olhava para cima em sua direção.

Eu concordei, sentindo meu coração bater cada vez mais rápido com a proximidade dela. Ela então começou a desamarrar o roupão, deixando-o cair no chão aos seus pés. Eu não pude evitar um suspiro quando vi seu corpo nu diante de mim, tão lindo e convidativo.

— Você quer me tocar? — ela perguntou, passando os dedos por seus seios enquanto eu observava com desejo.

Eu balancei a cabeça, então levantei as mãos para tocá-la, sentindo sua pele macia sob meus dedos. Ela deixou escapar um gemido baixo quando toquei seus mamilos duros, então levou minhas mãos para baixo até seu ventre, onde podia sentir suas curvas suaves e convidativas.

Eu estava ficando cada vez mais excitado com cada movimento dela, então ela se ajoelhou diante de mim e começou a abrir meu roupão também. Quando viu que eu não estava usando nada por baixo, ela sorriu e passou os dedos pela minha ereção, me fazendo gemer baixinho em resposta.

— Você gosta disso? — ela perguntou, olhando para mim enquanto começava a se mover para cima e para baixo ao longo do meu comprimento.

Eu concordei novamente, sentindo minha respiração ficar cada vez mais rápida e pesada com o toque dela. Ela então levou seus lábios até mim, me fazendo sentir seu calor úmido enquanto ela me tomava na boca. Eu suspirei alto, aproveitando a sensação gostosa que só ela sabia como dar.

Mas então, ela parou de repente e se levantou novamente, sorrindo para mim enquanto eu ainda estava ofegante por causa do que havia acontecido até agora.

— O que foi? — perguntei, confuso com sua parada abrupta.

— Acho que é hora de levarmos isso para o quarto — ela disse, estendendo a mão para me ajudar a levantar. —

Eu aceitei sua mão e me levantei, ainda sentindo meu coração acelerado pelo que tínhamos compartilhado até agora. Ela começou a caminhar em direção ao quarto, mas eu a parei com um puxão em seu braço. — Espera — eu disse, puxando-a de volta para mim e beijando-a profundamente. Ela gemeu contra meus lábios, então se afastou levemente e sorriu novamente. — O que foi isso? — ela perguntou, passando os dedos pelos seus próprios lábios ainda úmidos com nosso beijo.

— Não sei quanto tempo eu vou aguentar quando chegarmos ao quarto — eu disse, segurando-a pela cintura e pressionando meu corpo contra o dela. — Eu preciso de você agora mesmo.

Ela riu baixinho e começou a me guiar até a parede mais próxima, onde nos encostamos enquanto ela começava a desabotoar minha camisa com pressa. Quando chegou à última botão, abriu-a e passou as mãos pelo meu peito nu, fazendo-me estremecer com seu toque gostoso.

— Quero te sentir dentro de mim agora — ela sussurrou em meu ouvido, então levou minhas mãos até sua bunda e começou a guiar meus movimentos contra o dela. Eu podia sentir sua umidade através da calcinha que ainda estava vestindo, então comecei a mover meus quadris para frente e para trás enquanto ela se contorcia contra mim.

Ela gemeu baixinho em meu ouvido novamente, então levou suas mãos até minha ereção e começou a acariciá-la através do tecido fino da cueca que eu ainda estava usando. — Estou tão molhada agora... Não aguento mais esperar — ela disse, olhando para mim com desejo enquanto continuava a me acariciar.

— Nem eu — respondi, então comecei a descer minha mão até seu sexo e toquei sua calcinha úmida. Ela abriu suas pernas para me dar melhor acesso, então comecei a massageá-la através da roupa íntima, sentindo-a se contorcer cada vez mais contra meu toque.

Mas eu ainda queria mais, então peguei o lado de sua calcinha e comecei a puxá-lo para baixo até que ela caiu no chão aos seus pés. Ela gemeu baixinho enquanto eu começava a tocá-la diretamente agora, sentindo sua umidade e seu calor cada vez mais intensos.

— Me beija — ela pediu, então passou suas mãos pelo meu pescoço e me puxou para perto enquanto nossas línguas se entrelaçavam em um beijo quente e profundo. Enquanto isso, continuei a massageá-la com meus dedos até que ela começou a gemer cada vez mais alto, sinalizando que estava chegando ao seu ponto de prazer máximo.

— Estou quase lá... — ela murmurou em minha boca enquanto seus músculos começavam a se contraírem ao redor dos meus dedos.

Eu continuei a massageá-la enquanto ela descia dos alturas do seu orgasmo, seus músculos ainda se contraindo ao meu redor. Ela abriu os olhos e me olhou com um sorriso satisfeito.

— Foi incrível — ela disse, ainda ofegante.

— Estou muito feliz por ter agradado você — respondi, beijando-a suavemente nos lábios.

— Agora é a sua vez — ela declarou, descendo suas mãos até minha ereção aindalatejante. — Quero te sentir dentro de mim agora mesmo.

Comecei a descer minhas calças e cueca com pressa enquanto ela fazia o mesmo com seu vestido e calcinha. Em seguida, ela me levou até a cama e nos deitamos juntos, nossas pernas entrelaçadas. Ela começou a beijar meu pescoço e peito enquanto eu acariciava seus seios, sentindo-os ficar cada vez mais duros em minhas mãos.

— Estou tão pronto para você — sussurrei em seu ouvido enquanto ela começava a descer sua mão até minha ereção novamente. Ela me guiou para dentro dela, então começou a se mover sobre mim em um ritmo lento e constante. Eu agarrei sua cintura enquanto ela cavalgava sobre mim, sentindo cada movimento de seu corpo contra o meu.

— Oh, isso é tão gostoso — ela gemeu enquanto acelerávamos o ritmo juntos. Comecei a sentir meu orgasmo se aproximando, então ela começou a se mover ainda mais rápido e com mais força até que eu não pude mais aguentar. Eu gritei seu nome enquanto minha ereção pulsava dentro dela, sentindo-me completo e satisfeito em seus braços.

Ela caiu sobre mim, ofegante e suada, então beijou meu peito antes de se aninhar em meu pescoço.

— Foi perfeito — ela disse com um sorriso no rosto.

— Com certeza foi — respondi, abraçando-a enquanto fechávamos os olhos juntos, satisfeitos e cansados depois de uma noite cheia de paixão.