O personal trainer e o segredo que eu escondia do meu casamento

Casado há oito anos, eu tinha certeza de que aquela parte de mim tinha ficado para trás na faculdade. Até o novo personal trainer da academia começar a corrigir minha postura com as mãos e eu perceber que não tinha ficado para trás coisa nenhuma.

Eu tinha certeza de que aquela parte de mim tinha ficado para trás na faculdade. Que eu havia enterrado profundamente junto com os posters de boy bands e as camisetas apertadas demais. Casado há oito anos com o Carlos, um homem tranquilo e boa-pinta, dono de uma barbearia no centro da cidade, eu acreditava que minha vida sexual era tudo o que deveria ser: monogâmica, previsível e gostosa na medida certa.

Até o novo personal trainer da academia começar a corrigir minha postura com as mãos e eu perceber que não tinha ficado para trás coisa nenhuma. O rapaz se chamava Felipe, um nome simples demais para alguém tão cheio de si. Era alto, musculoso e bronzeado, com Those eram seus olhos azuis que me deixavam desconfortável sempre que nossos olhares se encontravam. E, cara, como eles se encontravam!

As sessões de treino passaram a ser uma tortura deliciosa. Felipe colocava as mãos em mim, me ensinando a posição correta para fazer cada exercício, e eu sentia minha pele queimar onde ele tocava. O suor escorria pelo meu corpo, mas não era só por causa do esforço físico. Era como se o calor que emanava dele me envolvesse, me engolisse inteiro.

Eu começava a ansiar pelas nossas sessões de treino, encontrando qualquer desculpa para esticar minha rotina na academia. E Felipe parecia estar sempre disponível para me ajudar, mesmo quando não havia mais ninguém por perto. Era como se ele também sentisse algo entre nós, alguma coisa que nos aproximava cada vez mais.

Um dia, enquanto fazíamos alongamento após uma aula particularmente difícil, Felipe segurou meus ombros e começou a massagear os músculos tensionados. Sua respiração estava irregular, e eu podia sentir o cheiro de seu perfume misturado com suor fresco. Fechei os olhos, deixando-me levar pelo toque de suas mãos firmes.

Quando abri os olhos novamente, vi que Felipe me encarava com um desejo evidente em seu olhar. Ele aproximou-se devagar, como se estivesse me dando tempo para recuar, mas eu não recuei. Em vez disso, fiquei parado, hipnotizado por sua boca entreaberta e Those aqueles lábios cheios e macios.

Beijá-lo foi como mergulhar em um sonho proibido. Sua boca tinha gosto de menta e desejo, e suas mãos agarravam meus cabelos com uma intensidade que me deixou sem fôlego. Foi só quando ouvi o som de passos se aproximando que nós dois nos separamos abruptamente, como se tivéssemos sido pegos no flagra.

A tensão entre nós tornou-se ainda maior após aquele beijo roubado. Eu sentia meus joelhos fraquejarem sempre que nossos olhares se cruzavam, e minhas mãos tremiam ao segurarem as barras dos aparelhos de exercício. Saber que ele estava por perto, mesmo que apenas me observando disfarçadamente enquanto trabalhava com outros clientes, fazia meu coração bater ainda mais rápido.

Mas eu não podia continuar assim, arriscando-me a ser descoberto pelo Carlos ou pelos frequentadores da academia. Tinha que haver algum lugar onde pudéssemos nos encontrar longe dos olhares curiosos, onde pudesse explorar essa atração que sentia por Felipe sem medo de represálias.

Decidi então convidá-lo para minha casa enquanto o Carlos estava fora, numa viagem de negócios. Foi uma decisão impensada, tomada às pressas em um momento de fraqueza, mas não me arrependi nem por um segundo quando abri a porta e vi Felipe ali parado, com seu sorriso maroto e aqueles olhos azuis brilhando sob a luz do luar.

Entramos na casa às pressas, como se estivéssemos fugindo de algo ou alguém. Fechei a porta atrás de nós e logo senti as mãos de Felipe em meu corpo novamente, dessa vez sem a desculpa de nenhum exercício para escondê-las. Ele começou a beijar meu pescoço enquanto suas mãos desabotoavam minha camisa, e eu não pude deixar de gemer baixinho ao sentir seus lábios quentes em minha pele.

Ele me levou até o sofá da sala, onde começou a explorar cada centímetro do meu corpo com sua boca e suas mãos. Sua língua traçava desenhos imaginários pelo meu peito enquanto suas unhas afundavam-se em minhas costas, fazendo-me arquear sob seu toque. Era como se ele estivesse descoberto algum ponto de prazer oculto dentro de mim, alguma coisa que ninguém nunca tinha percebido antes.

Quando finalmente chegou ao meu membro duro e latejante, não pude mais segurar meu gemido alto e rouco. Ele começou a me chupar com movimentos lentos e sensuais, envolvendo-me completamente em sua boca quente e úmida. Foi então que eu percebi que estava completamente nu, exposto a ele de uma maneira como jamais havia estado com meu próprio marido.

Mas não havia vergonha alguma em ser visto assim por Felipe. Pelo contrário, sentia-me seguro e protegido sob seu olhar intenso e cheio de desejo. Com cada movimento de sua boca, cada toque de suas mãos, eu me deixava levar ainda mais fundo em nosso jogo proibido.

Quando não aguentava mais esperar, empurrei-o para baixo no sofá e montei nele, montando-o com uma intensidade que não sabia ter dentro de mim. Ele agarrou minhas nádegas enquanto eu rebolava sobre seu membro duro, sentindo-o penetrar fundo em meu interior a cada movimento meu.

Nossas bocas se encontraram novamente, trocando beijos apaixonados e cheios de desejo enquanto nossos corpos se fundiam um no outro. Foi então que senti aquele calor conhecido começar a se espalhar pelo meu corpo, avisando-me de que estava prestes a gozar.

Gozei com força em seus braços, sentindo todo o meu corpo tremer violentamente enquanto ele me preenchia completamente. Felipe também chegou ao clímax logo depois, segurando minhas nádegas com ainda mais força enquanto se derramava dentro de mim.

Ficamos ali abraçados por alguns minutos, até que nossas respirações voltaram ao normal e nossos corpos pararam de tremer. Foi então que percebi que havia algo diferente no ar entre nós agora, alguma coisa que não estava lá antes daquele momento íntimo e proibido.

Mas não tive tempo para pensar muito sobre isso porque logo ouvimos o som de uma chave sendo inserida na fechadura da porta da frente. O Carlos tinha voltado mais cedo do que eu esperava, e agora estávamos ambos ali nus e expostos, com nossas almas e corpos ainda unidos em uma dança proibida.

Acordei no dia seguinte sentindo-me como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Minhas pernas doíam, minhas costas estavam tensas e minha boca estava seca demais. Mas não era apenas o esforço físico que deixava meu corpo tão dolorido assim - eram também os sentimentos confusos que giravam em minha mente enquanto tentava entender o que havia acontecido na noite anterior.

Eu tinha traído meu marido, isso era fato. Não só uma vez, mas com um homem mais novo e gostoso do que qualquer coisa que eu já havia conhecido antes. E, pior ainda, eu não me arrependia nem mesmo um pouco pelo que tinha feito.

Mas o que aconteceria agora? Como poderia enfrentar o Carlos depois de ter descoberto esse lado meu que ele desconhecia completamente? Será que ainda seríamos capazes de seguir em frente como se nada tivesse mudado entre nós?

Essas perguntas me acompanharam durante todo o dia enquanto eu ia para o trabalho e tentava me concentrar nas tarefas rotineiras. Mas minha mente simplesmente não queria colaborar, continuando a reviver cada detalhe da noite anterior com Felipe como se fosse um filme passando em looping em minha cabeça.

Quando cheguei em casa depois do trabalho, fui recebido pelo cheiro gostoso de comida sendo preparada na cozinha e pela voz suave do Carlos conversando ao telefone no quarto. Deixei minhas coisas sobre a mesa da entrada e fui até o quarto para cumprimentá-lo com um beijo rápido antes de sair para buscar algumas coisas que tínhamos combinado comprar juntos durante sua viagem.

Mas, enquanto caminhava pelo corredor, ouvi algo que me fez parar onde estava: o som abafado da voz do Carlos falando ao telefone, uma voz que soava diferente demais para ser dele. Aproximei-me devagar da porta entreaberta e espreitei para dentro do quarto, só para encontrar meu marido nu sobre a cama, com as pernas abertas enquanto outra pessoa estava ajoelhada ali entre elas, chupando-o com vontade.

Fiquei paralisado, sem acreditar no que via. Meu próprio marido ali se divertindo com outro homem enquanto eu saía para comprar mantimentos? Era demais para mim aguentar em silêncio. Entreabri a porta e entrei no quarto, fazendo Carlos pular como se tivesse sido atingido por um raio.

- O que você está fazendo aqui? - perguntou ele, parecendo mais confuso do que envergonhado com sua posição comprometora.

- Poderia fazer a mesma pergunta para você - respondi, cruzando os braços enquanto observava o outro homem se levantar da cama e vestir suas roupas apressadamente.

Carlos suspirou fundo antes de responder:

- Eu estava apenas aproveitando algumas das vantagens que meu trabalho tem a oferecer. Você não precisa se preocupar com isso, querido. Ninguém vai saber sobre nós dois.

Fiquei ali parado por alguns segundos, absorvendo suas palavras enquanto minha mente girava em milhares de pensamentos diferentes. Então, finalmente, soltei uma risada alta e sarcástica antes de dizer:

- Bem, pelo menos agora eu sei que não sou o único que tem segredos neste casamento.

E saí do quarto sem esperar pela reação dele, sentindo-me mais livre do que jamais me senti antes. Afinal, se meu próprio marido podia ter seus casos secretos comigo, então não havia nada de errado em eu fazer o mesmo com ele. E quem sabe? Talvez agora pudéssemos conversar abertamente sobre nossas preferências sexuais e encontrar uma maneira de sermos felizes juntos novamente, sem todas aquelas mentiras e segredos entre nós.

Mas isso era algo que só o tempo iria nos mostrar. Enquanto isso, eu tinha um encontro marcado com meu personal trainer mais tarde naquela noite, e não via a hora de sentir suas mãos em mim novamente.