Ele alugou o quarto do fundo enquanto eu estava em home office

Minha colega sublocou o quarto sem me avisar direito. O surfista chegou numa segunda-feira com uma mala pequena e ficou seis semanas. Demoramos duas para falar além do necessário.

Eu sou Gabriel, tenho 32 anos e trabalho como designer gráfico em uma empresa de publicidade. Quando a pandemia começou, fui obrigado a trabalhar em home office. Meu quarto era meu escritório temporário, mas também era meu refúgio, meu espaço particular. Foi por isso que fiquei tão surpreso quando minha colega de quarto, Maria, me disse que tinha alugado o quarto do fundo sem me avisar direito.

— Eu preciso do dinheiro extra, Gabriel — ela havia me dito alguns dias antes. — Não vai ter problema, você nem vai perceber que tem mais alguém aqui.

Eu não tinha certeza se ela estava certa sobre isso, mas não disse nada. O quarto do fundo era pequeno e ficava bem ao lado do meu. Eu esperava que o novo inquilino fosse quieto e discreto.

Na segunda-feira, o novo inquilino chegou. Ele era alto e bronzeado, com cabelos castanhos desgrenhados e olhos azuis claros. Tinha um corpo musculoso, provavelmente resultado de anos surfando nas praias do Rio de Janeiro, onde morávamos. Seu nome era Lucas, e ele era surfista profissional. Maria tinha me dito que ele estava no Rio para participar de um torneio e precisava de um lugar para ficar por algumas semanas.

Nos primeiros dias, mal trocamos uma palavra além do necessário. Eu estava ocupado com meu trabalho e ele passava a maior parte do tempo no quarto ou na praia. Mas à medida que os dias se passavam, comecei a perceber que a presença dele estava me afetando mais do que eu pensava.

Comecei a notar a forma como ele se movia, a maneira como seus músculos se contraíam quando ele pegava sua prancha de surfe. Comecei a perceber o cheiro dele, uma mistura de sal e sol, que me fazia querer me aproximar dele. Comecei a perceber o jeito como ele sorria, com um canto da boca levantado, como se estivesse guardando um segredo.

Eu não entendia o que estava acontecendo. Eu nunca tinha me sentido atraído por homens antes. Mas havia algo em Lucas que me fazia sentir coisas que eu não conseguia explicar. E isso me assustava.

Mas mesmo assim, eu não conseguia deixar de olhar para ele, de pensar nele. Comecei a procrastinar meu trabalho, passando mais tempo do que o necessário olhando para as ondas do mar pela janela do meu quarto. Comecei a me pegar imaginando o que seria ter suas mãos em meu corpo, seus lábios nos meus.

Eu estava me afogando em desejo e não tinha certeza de como nadar de volta para a superfície.

O ponto de virada veio uma noite, quando eu estava trabalhando tarde no meu quarto. Ouvi batidas suaves na porta e quando abri, vi Lucas parado ali, com uma garrafa de vinho na mão.

— Oi — ele disse, sorrindo aquele sorriso de canto de boca. — Eu não consegui dormir, então pensei em tomar um pouco de vinho. Quer se juntar a mim?

Eu hesitei por um momento, então aceitei o convite. Nos sentamos no sofá da sala, com a janela aberta e o som das ondas entrando no quarto. Conversamos sobre surfe, sobre minha trabalho, sobre nossas vidas antes da pandemia. Lucas me contou sobre seus anos viajando pelo mundo, sobre os lugares que tinha visitado e os prêmios que tinha ganhado. Eu lhe contei sobre minha paixão por desenho, sobre como eu tinha gostado de pintar desde criança.

À medida que a noite passava, eu podia sentir a tensão crescente entre nós. Nossos joelhos se tocaram várias vezes, e cada toque enviava uma onda de eletricidade pelo meu corpo. Eu podia sentir o cheiro dele, forte e almiscarado, e comecei a me perguntar como seria beijá-lo.

Quando a garrafa de vinho acabou, Lucas se virou para mim e colocou sua mão na minha coxa. Ele olhou nos meus olhos e disse:

— Eu não consigo mais fingir, Gabriel. Eu não consigo parar de pensar em você.

Eu não disse nada, apenas me inclinei para frente e pressionei meus lábios nos dele. Foi como mergulhar em um sonho. Seus lábios eram macios e quentes, e seu beijo era exigente e faminto. Eu podia sentir seu coração batendo forte contra o meu peito, e eu sabia que ele estava sentindo a mesma coisa que eu.

Ele me puxou para mais perto, suas mãos explorando meu corpo como se estivesse memorizando cada centímetro dele. Eu podia sentir sua ereção pressionando contra mim, e eu sabia que estava em problemas. Eu não queria parar, não queria me afastar. Eu queria mais.

Ele começou a beijar meu pescoço, minha clavícula, minha barriga. Ele abriu o botão da minha calça e puxou-a para baixo, junto com minha cueca. Eu estava completamente exposto para ele, e eu podia sentir seu hálito quente em minha pele.

Ele começou a me beijar ali também, e eu não consegui mais me conter. Eu gritei seu nome enquanto ele me levava ao limite, e então eu estava me desfazendo em seus braços, meu corpo tremendo com o impacto do orgasmo.

Ele voltou para cima de mim, seus lábios encontrando os meus novamente.

Eu correspondi ao beijo, minha língua explorando sua boca enquanto minhas mãos puxavam sua camisa para cima, revelando seu abdome definido. Ele se afastou por um momento para tirar a camisa, e eu aproveitei para admirar seu corpo nu. Ele tinha um tatuagem de uma onda que se estendia desde seu peito até seu braço direito, e eu tracei os contornos com meus dedos enquanto ele voltava a beijar meu pescoço.

Lucas começou a se mover para baixo novamente, beijando e lambendo cada centímetro do meu corpo. Quando chegou ao meu membro, ele me olhou com um sorriso malicioso antes de envolver seus lábios ao redor dele. Eu não consegui evitar um gemido alto enquanto ele me chupava, sua língua acariciando minha ponta sensível. Eu podia sentir meu orgasmo se aproximando rapidamente, e eu não queria que acabasse tão depressa.

Eu agarrei seus cabelos e puxei-o para cima, beijando-o novamente enquanto ele se posicionava entre minhas pernas. Ele começou a se mover para dentro de mim, e eu pude sentir cada centímetro dele enquanto ele me preenchia. Eu arqueei minhas costas, me ajustando ao tamanho dele enquanto ele começava a se mover dentro de mim.

Ele começou devagar, mas logo estava se movendo com força e velocidade, seus quadris batendo contra os meus enquanto ele me enchia completamente. Eu gritei seu nome enquanto ele me levava ao limite novamente, e então eu estava me desfazendo embaixo dele, meu corpo tremendo com o impacto do segundo orgasmo da noite.

Lucas não parou, ele continuou se movendo dentro de mim enquanto eu recuperava o fôlego. Ele se inclinou para beijar meu pescoço, e eu podia sentir seu sorriso enquanto ele sussurrava em meu ouvido: "Eu não vou embora esta noite, Gabriel. Vou ficar aqui com você até o amanhecer."

Eu sorri de volta e envolvi meus braços ao redor dele, saboreando a sensação de tê-lo dentro de mim enquanto o som das ondas do mar enchia o quarto. Eu não podia esperar para ver o que mais a noite tinha a oferecer.

Eu não podia acreditar no quão incrível essa noite estava sendo. Lucas estava dentro de mim, e eu podia sentir cada músculo do seu corpo se contraindo enquanto ele se movia dentro de mim. Ele tinha um controle incrível sobre si mesmo, e eu podia sentir sua força enquanto ele me enchia completamente. Mas eu também podia sentir sua vulnerabilidade enquanto ele se segurava para não gozar ainda.

Eu queria que essa noite durasse para sempre. Eu não queria que nenhum de nós dois chegasse ao fim. Queria que ficássemos assim, conectados um ao outro, para sempre.

Eu comecei a mover meus quadris em sincronia com os dele, encontrando-o a cada investida. Ele gemeu alto, e eu podia sentir sua respiração quente em meu ouvido enquanto ele sussurrava meu nome. Eu estava me aproximando novamente, e desta vez eu sabia que iria durar muito mais do que os dois orgasmos anteriores.

Eu agarrei seus cabelos com mais força enquanto ele continuava a se mover dentro de mim, seus movimentos se tornando cada vez mais urgentes. Eu podia sentir seu corpo inteiro tremendo enquanto ele se aproximava do seu próprio limite.

"Goze dentro de mim", eu sussurrei em seu ouvido, e ele gemeu alto novamente enquanto se libertava dentro de mim. Eu poderia sentir seu líquido quente preenchendo meu interior enquanto ele se contorcia em cima de mim.

Ele caiu sobre mim, seus músculos ainda tremendo enquanto ele tentava recuperar o fôlego. Eu envolvi meus braços ao redor dele, acariciando seus cabelos enquanto ele descansava em meu peito.

"Eu não posso acreditar que isso aconteceu", ele disse finalmente, levantando a cabeça para me encarar. "Eu não pretendia que isso fosse tão longe."

Eu sorri para ele e toquei sua bochecha com carinho. "Eu não me arrependo de nada", eu disse. "Eu não poderia ter pedido por uma noite melhor do que esta."

Ele sorriu de volta e se apoiou em seu cotovelo para me olhar. "Eu também não", ele disse. "E eu não posso esperar para ver o que mais a noite tem a oferecer."

Eu sorri e puxei ele para outro beijo enquanto as ondas do mar continuavam a preencher o quarto com sua música hipnótica. Eu não podia esperar para ver o que mais a noite tinha a oferecer.