Perdi meu voo e encontrei você no aeroporto

Seis horas de espera, café horrível e uma conversa que começou por tédio e terminou com troca de número — e muito mais.

Eu estava no aeroporto, esperando por meu voo. Havia perdido minha conexão e agora tinha seis longas horas pela frente até o próximo. O café era horrível, mas eu não queria sair do lugar onde poderia ficar de olho na tela que anunciava os portões de embarque. Eu tinha visto um homem sentar-se algumas cadeiras além da minha. Ele estava absorto em seu celular, mas vez ou outra erguia os olhos para observar o movimento ao redor.

A espera era monótona e eu comecei a sentir aquela ansiedade que sempre me acompanha quando tenho tempo demais para pensar. Foi então que decidi abordá-lo, afinal, quem melhor do que outro passageiro para dividir essa tortura?

— Desculpa incomodar você — comecei com um sorriso amarelo —, mas estamos na mesma situação aqui, não é? Perdidos no tempo e no espaço.

Ele ergueu os olhos do celular e sorriu de volta. Era um homem atraente, com cabelos escuros e uma barba bem cuidada. Seus olhos eram verdes como o mar que eu sempre sonhara em ver.

— Pelo visto estamos presos aqui juntos — respondeu ele. — Sou Lucas, por sinal.

— Ana — me apresentei. — E parece que não teremos escolha a não ser nos tornarmos companheiros de infortúnio pelas próximas horas.

Conversamos sobre trivialidades por um tempo: onde estávamos indo (ele para uma conferência em Buenos Aires), quanto tempo já tínhamos de espera (eu, três horas; ele, apenas uma) e como o café era mesmo horrível. Mas então a conversa mudou de tom quando comecei a lhe contar sobre meu medo de voar.

— Não é que eu tenha medo do avião em si — expliquei —, mas é aquela sensação de estar suspensa no ar, à mercê da pilotagem e da sorte...

Lucas ficou me ouvindo atentamente enquanto eu falava. Havia algo nele que me fazia sentir à vontade, como se pudesse lhe contar qualquer coisa sem receio de julgamento.

— E você? — perguntei depois de um tempo. — Tem medo de alguma coisa?

Ele pensou por alguns segundos antes de responder:

— Acho que tenho medo do desconhecido. Não saber o que vai acontecer a seguir sempre meleave meio inquieto.

A conversa continuou assim, flutuando entre o trivial e o pessoal, até que chegamos ao ponto onde as palavras já não bastavam para expressar o que estávamos sentindo um pelo outro. Eu podia sentir meu coração acelerado cada vez que nossos dedos se tocavam quando passávamos a garrafa de água entre nós. E então, sem mais nem menos, eu senti uma vontade irresistível de beijá-lo.

Foi apenas um beijo rápido e casto, mas o suficiente para fazer meu corpo todo vibrar como um diapasão. Quando nos separamos, Lucas sorria de orelha a orelha.

— Eu não esperava por isso — disse ele.

— Nem eu — respondi, ainda sentindo o gosto dele em meus lábios. — Mas às vezes as coisas simplesmente acontecem assim, não é mesmo?

Ele concordou e então pegou sua mão na minha, entrelaçando nossos dedos como se fôssemos dois adolescentes apaixonados. Foi naquele momento que percebi que havíamos ultrapassado a fronteira do encontro casual no aeroporto e estávamos mergulhando em algo muito mais profundo.

O tempo passou rápido demais depois disso. Conversamos sobre tudo e nada ao mesmo tempo, compartilhando histórias e risadas como se fôssemos velhos amigos. E então, sem percebermos, já era hora de irmos embora. Nos abraçamos rapidamente, trocamos números de celular e nos prometemos que iríamos nos encontrar novamente assim que possível.

Mas antes de partirmos cada um para seu destino, havia algo mais que eu precisava fazer. Levando-o até uma das salas vazias do aeroporto, fui puxando-o pelo cinto até que ficássemos frente a frente. Ele sorriu ao perceber minhas intenções e logo estávamos nos beijando outra vez, agora com muito mais intensidade do que antes.

Minhas mãos passeavam por seu corpo enquanto as dele seguravam minha cintura, me pressionando contra ele como se quisesse me engolir inteira. Suas mãos então foram subindo até meu pescoço, onde desabotoaram o primeiro botão da minha blusa e depois o segundo e o terceiro, até que toda ela caiu no chão e ficamos apenas de sutiã.

Ele começou a beijar meus ombros, descendo pelos meus braços até chegar ao limite da renda do meu sutiã. Com um movimento habilidoso, abriu o fecho nas minhas costas e deixou meu peito nu à sua mercê. Eu sentia seus lábios quentes em minha pele enquanto suas mãos massageavam meus seios, enviando ondas de prazer por todo o meu corpo.

Eu não aguentei muito tempo sem tocá-lo também. Meus dedos trilharam seu abdome até chegar ao cinto da calça dele e depois ao zíper. Com um movimento rápido, tirei sua calça junto com a cueca e fiquei cara a cara com sua ereção. Não resisti e comecei a beijá-lo ali mesmo, sentindo o gosto salgado de seu corpo enquanto ele se entregava ao prazer.

Mas ainda não era suficiente para mim. Eu precisava dele dentro de mim, agora. Puxando-o para cima, montei nele e comecei a me movimentar devagar no início, mas logo aumentando o ritmo até que estávamos os dois gemendo alto demais para nos importarmos com quem pudesse estar passando por ali.

Foi então que senti meu corpo todo se contrair em um orgasmo intenso e delicioso, seguido logo em seguida pelo dele. ficamos ali abraçados por alguns segundos, recuperando o fôlego antes de voltarmos a nos beijar novamente, agora com muito mais carinho do que antes.

Mas infelizmente, não podíamos mais perder tempo. O voo de Lucas estava prestes a partir e eu ainda tinha algumas horas pela frente até o meu. Depois de nos vestirmos rapidamente, trocamos mais um último beijo cheio de promessas antes de seguir cada um para seu destino.

E enquanto caminhava rumo ao meu portão de embarque, não pude deixar de sorrir ao pensar em tudo o que tínhamos vivido juntos those those six long hours at the airport. Perhaps we had lost our flights but we found something much better - each other.

Eu continuei caminhando pelo aeroporto, ainda sentindo o gosto dos lábios de Lucas na minha boca e o cheiro da sua pele no meu corpo. Não conseguia parar de sorrir enquanto pensava em tudo o que tinha acontecido entre nós nas últimas horas. Foi então que meu telefone começou a tocar dentro da bolsa. Atendi sem nem mesmo olhar quem estava ligando, ainda perdida nas lembranças do que tínhamos acabado de fazer.

- Alô?

- Oi, filha! - ouvi a voz preocupada da minha mãe do outro lado da linha.

- Oi, mãe - respondi tentando disfarçar o fato de que estava meio ofegante ainda. - Tudo bem aí com você?

- Tudo bem aqui, mas e aí com você? Estou ligando porque acabei de receber uma mensagem de que seu voo já saiu faz mais de uma hora. O que aconteceu? Está tudo certo aí com você?

Senti meu coração disparar enquanto tentava encontrar uma resposta para dar à minha mãe. Não podia contar a ela o que realmente tinha acontecido, mas também não queria mentir descaradamente.

- Ah, sim, mãe - comecei a explicarTrying to sound casual. "Eu só perdi a hora aqui no aeroporto. Fiquei presa na imigração por causa de alguns problemas com meu visto e acabei não tendo tempo suficiente para chegar ao portão de embarque a tempo. Mas já resolvi tudo agora e estou esperando pelo próximo voo."

- Ah, que bom - ela suspirou aliviada. "Fiquei preocupada quando recebi essa mensagem. Você sabe que não gosto nada disso de você viajar sozinha para tão longe.

Eu sorri enquanto ouvia as preocupações da minha mãe, mesmo sabendo que eles estavam sendo infundadas desta vez. Depois de mais alguns minutos de conversa, desliguei o telefone e voltei a caminhar em direção ao meu novo portão de embarque. Mas enquanto fazia isso, não pude deixar de sentir uma sensação de melancolia me tomar aos poucos. Apesar de tudo o que tínhamos compartilhado juntos, agora eu teria que seguir meu caminho sozinha novamente e não havia nenhuma garantia de que nossos caminhos se cruzariam outra vez no futuro.

Quando cheguei ao portão de embarque, sentei-me em uma das cadeiras disponíveis e tirei meu laptop da bolsa para passar o tempo até o voo ser chamado. Mas enquanto esperava, comecei a sentir uma vontade irresistível de escrever sobre tudo o que tinha acontecido entre mim e Lucas those those six long hours at the airport. E foi então que comecei a digitar as primeiras palavras do que viria a se tornar este conto erótico em português brasileiro - "Perdi meu voo e encontrei você no aeroporto".

Eu olhava fixamente para a tela do meu laptop enquanto as palavras começavam a fluir de dentro de mim como uma fonte inesgotável. Eu não conseguia acreditar em tudo o que tínhamos vivido juntos naquela noite, e agora estava tendo dificuldade em colocar todas aquelas emoções em palavras. Mas mesmo assim, eu continuei digitando, determinado a registrar cada detalhe do nosso encontro inesperado no aeroporto.

Enquanto trabalhava no meu conto erótico, percebi que o tempo estava passando rapidamente e logo o voo seria chamado para embarque. Rapidamente guardei meu laptop na bolsa e me levantei da cadeira para ir até o balcão da companhia aérea verificar se minha reserva estava confirmada para o novo voo.

Quando cheguei lá, fui recebido por uma atendente simpática que conferiu meus documentos e imprimiu minha passagem. Enquanto ela fazia isso, não pude deixar de sentir uma sensação de ansiedade crescendo dentro de mim. Logo estaria seguindo meu caminho sozinha novamente e não havia nenhuma garantia de que algum dia voltaria a ver Lucas novamente.

Mas então, enquanto eu estava lá parada esperando pela minha passagem, algo incrível aconteceu. Ouvi uma voz familiar atrás de mim dizendo: "E aí, vamos embora juntos desta vez?" Virei-me rapidamente para encontrar Lucas sorrindo para mim, com uma passagem na mão e uma mala ao seu lado.

"O que você está fazendo aqui?" perguntei surpresa enquanto meu coração começava a bater ainda mais rápido do que antes. "Eu não podia deixar você ir embora tão facilmente", ele disse com um sorriso travesso. "Então eu fiz algumas ligações e consegui uma passagem no mesmo voo que o seu. E agora, se você estiver disposta a me ter como companheiro de viagem, podemos seguir juntos para onde quer que o destino nos leve".

Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Depois de tudo o que tinha acontecido entre nós, parecia demais para ser verdade que agora estaríamos indo embora juntos novamente. Mas mesmo assim, não hesitei nem por um segundo em aceitar a oferta de Lucas.

"Claro que sim", respondi com um sorriso tão grande quanto o dele. "Eu adoraria ter você como companheiro de viagem".

E foi então que começamos nossa nova aventura juntos, sem saber para onde o destino nos levaria, mas sabendo que não importa onde fôssemos, estaríamos sempre juntos.