Número 240, ela com o 241
A senha dele era 240, a dela era 241. Duas horas de espera num cartório sem Wi-Fi, uma única tomada. Dividiram o carregador, depois o silêncio, depois o número de telefone.
Eu estava numa sala de espera de cartório, fazia calor e o tempo não passava. Tinha uma única tomada e eu estava com a bateria do meu celular no fim. Foi quando ela chegou, com um vestido vermelho e um sorriso de quem não tinha a menor intenção de esperar por nada. A gente se olhava de vez em quando, mas não falava nada. Só até ela perceber que a gente estava na mesma situação: sem Wi-Fi e quase sem bateria.
Ela veio até onde eu estava, com um andar gostoso e um cheiro ainda melhor. Perguntou se eu estava esperando alguém e eu disse que não, que estava ali por causa do cartório. Ela sorriu e disse que também, mas que estava cansada de ficar olhando pro celular sem conseguir fazer nada. Aí a gente começou a conversar, primeiro sobre o calor, depois sobre a falta de Wi-Fi e por fim sobre a bateria do celular dela, que também estava no fim. Foi quando eu sugeri a gente dividir o carregador, afinal a gente estava ali pra esperar mesmo.
A gente ficou em silêncio por um tempo, com as cabeças juntas pra ver quem era o próximo na fila. Eu sentia o perfume dela no meu pescoço e ela ficava olhando pro celular como se tivesse alguma coisa interessante pra ver. A gente ficou assim por um tempo, até que ela virou pro lado e me encarou. Eu meio que sorri e ela também, aí a gente ficou assim, com os olhares presos um no outro, até que ela começou a sorrir mais ainda e eu percebi que estava sorrindo também.
Foi aí que a gente começou a conversar de verdade, sobre tudo e sobre nada. A gente riu, conversou, brincou e nem percebeu o tempo passando. Quando chegou a minha vez no cartório, eu quase não quis ir, tão gostosa era a conversa com ela. Mas acabei indo e quando voltei, ela estava lá, me esperando com um sorriso ainda mais gostoso.
A gente ficou ali mais um pouco, conversando e rindo, até que eu percebi que ela estava ficando cada vez mais perto de mim. A gente estava praticamente abraçados e eu sentia o calor do corpo dela no meu. Aí ela virou pra mim e me deu um beijo, um beijo gostoso e cheio de desejo. Eu Correspondi, é claro, e a gente ficou se beijando ali mesmo, na sala de espera do cartório, até que ela começou a passar as mãos pelo meu corpo e eu percebi que ela estava tão excitada quanto eu.
A gente começou a se beijar mais ainda, com mais vontade e mais desejo. Eu sentia o coração dela batendo cada vez mais rápido e o meu também. A gente se abraçava cada vez mais forte e eu sentia o corpo dela se encostando no meu, cada vez mais gostoso. Foi quando eu percebi que a gente não estava mais na sala de espera do cartório, mas num lugar só nosso, um lugar onde a gente podia fazer o que quisesse.
A gente começou a se despir ali mesmo, com pressa e com desejo. Ela tirou o vestido vermelho e eu tirei a camisa, aí a gente ficou ali, olhando um pro outro, com a respiração cada vez mais rápida. Ela começou a passar as mãos pelo meu corpo, pelos meus músculos e pelo meu pau, que já estava duro de tanto desejo.
Eu estava tão envolvido com a sensação das mãos dela no meu corpo que não percebi quando ela começou a se abaixar, até que seus lábios tocaram a cabeça do meu pau. Eu soltei um gemido baixo e ela começou a me chupar, devagar no começo, mas logo aumentando o ritmo. Eu agarrei seus cabelos, guiando-a enquanto ela me chupava com vontade. Logo eu estava tão excitado que não aguentei mais, puxei-a para cima e a beijei com paixão. Ela montou em mim, colocando meu pau dentro dela e começou a se mexer para frente e para trás, me cavalgando com vontade. Eu agarrei seus quadris, ajudando-a a se movimentar enquanto ela gemia cada vez mais alto. A gente se beijava e se movimentava em sincronia, o desejo cada vez mais intenso. Ela começou a se movimentar cada vez mais rápido, até que eu não aguentei mais e gozei dentro dela, ela também chegou ao orgasmo logo depois. A gente ficou ali, abraçado, ofegante e suado, até que finalmente se levantou e começou a se vestir. Ela sorriu para mim e eu sorri de volta, sabendo que nunca esqueceria aquele momento na sala de espera do cartório. A gente se despediu com um beijo e eu saí dali com um sorriso no rosto, sabendo que tinha encontrado alguém que me fez sentir vivo como nunca antes.
Depois que nos vestimos e saímos da sala de espera, percebemos que havíamos deixado o cartório mais cedo do que o esperado. Olhei para ela e ela olhou para mim, e não precisamos dizer nada para sabermos que ainda não queríamos nos separar. Então, sugeri:
- Quer ir tomar um café comigo?
Ela sorriu e aceitou meu convite. Fomos a uma pequena cafeteria perto do cartório e nos sentamos a uma mesa perto da janela. Pedimos dois cafés e ficamos ali, conversando sobre tudo e nada. Descobrimos que tínhamos muito em comum, além da atração física. Conversamos sobre nossos trabalhos, nossas famílias, nossas paixões e nossos sonhos. A cada palavra que ela dizia, eu me sentia mais atraído por ela. Ela tinha uma inteligência afiada, um senso de humor divertido e uma paixão pela vida que me fez querer estar perto dela o máximo possível.
Enquanto conversávamos, eu percebi que ela estava olhando para o meu relógio e então ela disse:
- O número 240 ainda não terminou, você sabe.
Eu sorri e olhei para o meu relógio também. Ela tinha razão, ainda eram 23 horas e 59 minutos. Eu disse:
- Quer continuar onde paramos?
Ela sorriu de volta e disse:
- Sim, eu quero.
Paguei a conta e saímos da cafeteria, de mãos dadas. Não precisamos ir muito longe para encontrar um lugar onde pudéssemos continuar o que tínhamos começado. Logo encontramos um hotel pequeno e aconchegante, e reservamos um quarto para passarmos a noite juntos.
Assim que chegamos ao quarto, nos beijamos com paixão, como se tivéssemos ficado separados por anos. Começamos a nos despir novamente, com mais calma desta vez, explorando cada centímetro do corpo um do outro. Fizemos amor várias vezes durante a noite, em diferentes posições e em diferentes lugares do quarto. Foi uma noite cheia de paixão, desejo e muito carinho.
Quando acordamos no dia seguinte, ainda nos abraçávamos e nos beijávamos como se não quiséssemos nos separar nunca mais. Mas sabíamos que a realidade tinha que virar e que tínhamos que voltar para nossas vidas. Então, depois de um café da manhã juntos, nos despedimos com um beijo e um abraço apertado.
Mas antes de irmos embora, eu disse para ela:
- Não precisa ser o número 240 ou o número 241 para estarmos juntos novamente.
E ela sorriu e disse:
- Eu sei. E eu espero que possamos fazer isso novamente em breve.
E assim, com a promessa de nos encontrarmos novamente em breve, saímos do hotel e fomos para nossas vidas, com um sorriso no rosto e uma nova paixão no coração.
Enquanto caminhávamos pela rua, de mãos dadas, percebi que ainda não tinha perguntado o nome dela. Parei e perguntei: - Sabe, nem sei seu nome ainda. Ela riu e disse: - Meu nome é Ana, e o seu? Eu sorri e disse: - Meu nome é Pedro. Ficamos ali por alguns instantes, apenas olhando um para o outro, ainda com o gostinho da noite anterior na boca. Então, Ana disse: - Eu preciso ir, tenho alguns compromissos hoje. Eu também preciso ir, tenho algumas coisas para fazer. Mas eu gostaria muito de vê-la de novo, Ana. Ela sorriu e disse: - Eu também gostaria muito, Pedro. Que tal marcarmos algo para a próxima semana? Eu sorri e concordei: - Sim, seria ótimo. Me mande uma mensagem com seu número de telefone e eu ligo para você. Ela concordou e então nos separamos, cada um indo para seu próprio caminho. Mas enquanto eu caminhava para casa, não pude deixar de sorrir lembrando da noite incrível que tivemos e da perspectiva de vê-la de novo em breve. Quando cheguei em casa, liguei para minha mãe para contar sobre meu dia. Ela ficou muito feliz em saber que eu tinha encontrado alguém especial e que íamos nos ver de novo em breve. Conversamos por alguns minutos sobre o assunto e então desligamos o telefone. Mas enquanto eu estava deitado na cama, não conseguia parar de pensar em Ana e na noite que passamos juntos. Comecei a me perguntar se ela também estava pensando em mim e se estava ansiosa para nos vermos de novo. Logo percebi que não conseguiria dormir com todas essas perguntas em minha mente, então resolvi ligar para ela e conversar um pouco mais. Liguei para o número que ela tinha me enviado e ela atendeu após alguns toques. Conversamos por horas sobre tudo e nada, como se fôssemos velhos amigos. Ela me contou sobre seu trabalho como arquiteta e eu contei sobre meu trabalho como escritor. Conversamos sobre nossas viagens favoritas e nossos filmes favoritos. E então, quando percebi que já era tarde da noite, eu disse: - Ana, eu adoraria continuar conversando com você, mas preciso dormir agora. Ela riu e disse: - Eu também, mas foi muito bom conversar com você. Eu concordo, foi muito bom. Boa noite, Ana. Boa noite, Pedro. E assim, com um sorriso no rosto, desligamos o telefone e fomos dormir, ansiosos para nos vermos de novo em breve.