O hostel e a viajante que já estava no décimo dia quando eu cheguei com a mochila
Ela conhecia cada canto do lugar — onde ficava o melhor chuveiro, qual beliche rangia, onde o Wi-Fi pegava. Eu acabara de chegar com a mochila molhada. Ela me olhou e disse: 'fica o tempo que quiser'.
Eu cheguei ao hostel com a mochila molhada e pesada nas minhas costas, depois de dois dias viajando de carona pelas estradas esburacadas do litoral norte. Estava exausto, com os músculos doloridos e a mente cansada das conversas fiadas com motoristas mal-humorados que não queriam saber da minha história. O único alívio tinha sido o sol quente e o cheiro de maresia, que me faziam lembrar do meu verdadeiro propósito ali: relaxar e aproveitar as férias.
O hostel era uma construção antiga e charmosa, com paredes brancas e janelas azuis, cercada por plantas exuberantes e bugigangas coloridas. Logo na entrada, fui recebido por uma mulher jovem e sorridente, que me ajudou a preencher a ficha de hospedagem e me deu todas as informações necessárias sobre o lugar.
— Fica à vontade para explorar — ela disse, enquanto me entregava uma chave antiga com um chaveiro em formato de concha. — Aqui é como uma família grande, todo mundo se ajuda e cuida uns dos outros.
Eu agradeci e subi as escadas estreitas até o quarto que ia compartilhar com mais três pessoas. Depois de arrumar minhas coisas no meu beliche e tomar um banho rápido para me livrar da poeira da estrada, resolvi dar uma volta pelo hostel para conhecer melhor o lugar.
Encontrei a mulher da recepção de novo na cozinha, sentada à mesa com outros hóspedes, tomando chá e conversando animadamente. Ela percebeu minha presença e fez um gesto para que eu me aproximasse.
— Senta aí, vamos fazer uma apresentação — ela disse, apontando para a cadeira vazia ao seu lado. — Sou a Ana, sou de São Paulo, mas moro aqui há três anos. E esse é o Leo, da Argentina, e a Maria, do Rio de Janeiro. E você, qual é o seu nome?
Eu me apresentei e me sentei à mesa com eles, enquanto a Ana servia mais chá para mim. Eles começaram a me contar sobre suas experiências viajando pelo Brasil e pela América do Sul, enquanto eu ouvia atento e tomava notas mentais para minha própria viagem.
— E você, quantos dias vai ficar aqui? — perguntou o Leo, enquanto acendia um cigarro atrás da outra.
— Não sei ainda — respondi honestamente. — Depende de como me sinto, do que quero fazer e onde vou encontrar pessoas legais para conhecer. Mas não pretendo ir embora tão cedo.
A Ana sorriu para mim, com uma expressão estranha no rosto.
— Fica o tempo que quiser — ela disse, olhando diretamente nos meus olhos. — Aqui é seu lar agora.
Eu agradeci e continuei ouvindo as histórias deles, até que a conversa começou a se aproximar demais do assunto sexual para meu conforto. Desculpei-me e fui embora, dizendo que ia dar uma volta pelo povoado antes de dormir.
O povoado era pequeno e aconchegante, com ruas estreitas e casinhas coloridas cercadas por flores e bugigangas. Andei sem rumo pelas ruas de paralelepípedos, aproveitando o clima ameno da noite e a brisa do mar que soprava suave em meu rosto.
Quando voltei ao hostel, depois de algumas horas, já era tarde demais para encontrar alguém acordado. Subi até meu quarto e dei de cara com a Ana sentada na cama de baixo, olhando para mim com um sorriso enigmático no rosto.
— Oi — eu disse, surpreso com sua presença ali tão tarde. — Tudo bem?
— Tudo — ela respondeu, levantando-se da cama e aproximando-se de mim. — Eu estava só esperando por você.
Eu franzi a testa, confuso com suas palavras, enquanto ela se aproximava cada vez mais de mim.
— Esperando por mim? Por quê? — perguntei, enquanto meu coração começava a bater mais rápido no peito.
— Porque eu queria fazer uma proposta para você — ela disse, parando a poucos centímetros de distância e olhando diretamente nos meus olhos. — Uma proposta que envolve você e eu... juntos.
Eu engoli em seco, sentindo um calor subir pelo meu corpo enquanto ela falava aquelas palavras. Eu nunca tinha sentido algo assim antes, tão intenso e tão rápido, mas não pude evitar me sentir atraído por ela. Ela era linda, inteligente e divertida, e eu estava pronto para fazer qualquer coisa que ela sugerisse.
— O que você tem em mente? — perguntei, com a voz rouca de desejo.
Ela sorriu e se aproximou ainda mais de mim, até que nossos lábios quase se tocavam.
— Eu conheço cada canto desse lugar — ela disse, em um sussurro suave. — E eu vou te mostrar onde fica o melhor chuveiro, qual beliche rangue e onde o Wi-Fi pega melhor. E também onde podemos encontrar um pouco de privacidade para fazer tudo o que quisermos.
Eu não pude evitar um gemido baixo ao ouvir suas palavras, enquanto meu corpo começava a responder ao seu convite. Ela sorriu e se aproximou ainda mais, até que seus lábios finalmente tocaram os meus em um beijo longo e intenso.
Eu correspondi ao beijo com paixão, sentindo minha mente girar enquanto ela explorava minha boca com sua língua experiente. Seus braços envolveram meu pescoço enquanto eu a apertava contra mim, sentindo cada curva do seu corpo pressionada contra o meu.
— Venha — ela disse, depois de se afastar de mim por um momento. — Eu vou te mostrar onde fica o melhor chuveiro.
Eu a segui até o banheiro do hostel, com as pernas trêmulas de desejo enquanto ela acendia a luz e começava a tirar sua roupa. Eu fiz o mesmo, observando seu corpo nu à luz fraca do abajur enquanto ela entrava no boxe e ligava o chuveiro.
— A água aqui é quente e perfeita — ela disse, com um sorriso convidativo nos lábios. — E tem muito espaço para dois.
Eu não precisei de mais incentivo para entrar no boxe com ela e sentir a água quente cair sobre meu corpo enquanto ela começava a lavar minhas costas com suas mãos suaves. Eu suspirei de prazer enquanto ela deslizava seus dedos por minha pele, explorando cada músculo e cada centímetro do meu corpo.
Depois de alguns minutos, ela parou e me encarou com um olhar sedutor nos olhos.
— Agora é a sua vez — ela disse, virando-se de costas para mim. — Lave minhas costas também.
Eu fiz o que ela pediu, sentindo seu corpo tremer sob meus dedos enquanto eu deslizava as mãos por sua pele molhada. Ela se virou para mim e começou a me beijar novamente, enquanto suas mãos exploravam meu corpo com desejo crescente.
Logo estávamos envolvidos em um beijo profundo e intenso, enquanto ela começava a explorar meu membro duro com suas mãos experientes.
Eu estava completamente perdido no toque de suas mãos, minha respiração se tornara ofegante enquanto ela continuava a me acariciar. Ela então começou a beijar meu pescoço e ombros, descendo lentamente pelo meu peito até alcançar meu membro duro. Com um sorriso safado, ela abriu seus lábios e me recebeu em sua boca quente e úmida.
Eu não consegui evitar um gemido alto enquanto ela começava a me chupar com habilidade, sentindo seu movimento suave para cima e para baixo ao longo do meu pau. Eu agarrei sua cabeça enquanto ela continuava o movimento, seus lábios apertados em torno de mim enquanto eu me aproximava cada vez mais do ponto de não retorno.
Mas então, ela parou e saiu de dentro do boxe, com um olhar provocador nos olhos. — Venha — ela disse, estendendo a mão para mim. Eu saí do chuveiro e segui ela até o quarto onde ela havia dormido durante os dez dias anteriores. Ela abriu uma porta e me levou para dentro de um pequeno quarto privativo que fazia parte da estrutura do hostel.
— Aqui é onde podemos ter um pouco mais de privacidade — ela disse, enquanto se aproximava novamente de mim. Eu não pude evitar outra vez e a agarrei pela cintura, puxando-a para perto enquanto a beijava com paixão. Ela respondeu ao meu beijo enquanto suas mãos exploravam meu corpo, descendo até meu pau duro novamente.
Eu então a peguei e a coloquei na cama, começando a explorar seu corpo também. Comecei pelos seios, beijando e acariciando cada um deles com minhas mãos e boca. Ela gemeu baixo enquanto eu continuava a estimulá-la, sentindo seu corpo arquear de desejo enquanto ela pedia mais.
Eu então desci ainda mais, beijando sua barriga até chegar em seu sexo úmido. Comecei a explorar sua vulva com meus dedos e minha língua, ouvindo seus gemidos cada vez mais alto enquanto ela se aproximava do orgasmo. Ela começou a esfregar seu clitóris enquanto eu continuava a estimulá-la, sentindo seu corpo inteiro tremer enquanto ela gozava em minhas mãos.
Depois de alguns momentos de recuperação, ela me puxou para cima dela e começou a beijar meu corpo novamente, descendo até meu pau duro. Ela então se posicionou acima de mim e desceu lentamente sobre meu membro, sentindo cada centímetro dentro dela enquanto começava a se mover para cima e para baixo.
Eu agarrei seus quadris enquanto ela me cavalgava, sentindo seu corpo quente e úmido em torno do meu pau enquanto ela acelerava o movimento. Eu então comecei a empurrar ainda mais fundo dentro dela, sentindo meus músculos tensos enquanto me aproximava cada vez mais do meu próprio orgasmo.
Até que finalmente gozei com força dentro dela, sentindo meu corpo inteiro tremer enquanto ela continuava a se movimentar em cima de mim. Ela então desabou sobre meu peito, ofegante e suada enquanto eu a abraçava fortemente contra mim.
— Foi incrível — ela disse, depois de alguns minutos de silêncio. Eu concordei com um sorriso enquanto a beijava novamente, já ansioso para conhecer melhor essa viajante que havia me surpreendido em cada momento durante meu primeiro dia no hostel.