O churrasco de domingo do meu irmão — e o amigo que ele trouxe que eu nunca tinha visto

Meu irmão organizava churrasco todo mês, sempre os mesmos. Esse mês trouxe um amigo novo. Desde que chegou, ficou claro que o único assunto que eu queria discutir com ele não tinha nada a ver com futebol.

Eu sempre gostei dos churrascos do meu irmão. Todo mês ele convidava os mesmos amigos para uma tarde de sol e carne na brasa. Eu geralmente ajudava nas compras e na preparação, afinal, eu adorava aquele clima descontraído de cerveja gelada e conversa fiada.

Esse mês, porém, havia algo diferente no ar. Meu irmão tinha convidado um amigo novo chamado Gabriel. Ele era alto e musculoso, com uma tatuagem de dragão na braço esquerdo que eu não conseguia parar de olhar. Seus olhos eram verdes como os de um gato selvagem e seu sorriso era capaz de iluminar o quarto mais escuro.

Desde o momento em que ele chegou, ficou claro que eu estava interessado nele. Não só porque ele era bonito, mas também porque havia algo de misterioso sobre ele. Ele não falava muito, apenas ouvia as conversas dos outros e sorria como quem sabe de alguma coisa.

Enquanto eu tentava disfarçar meu interesse em Gabriel, passamos o dia inteiro bebendo cerveja, comendo carne e rindo das piadas bobas do meu irmão. Mas sempre que nossos olhares se cruzavam, eu sentia uma espécie de eletricidade no ar. Era como se estivéssemos conectados por algum tipo de força invisível.

No final da tarde, enquanto os outros amigos do meu irmão começaram a ir embora, Gabriel ficou para ajudar na limpeza. Enquanto isso, eu estava ocupado lavando as louças na cozinha quando senti uma presença atrás de mim. Virei-me e vi Gabriel me observando com um olhar intenso.

"Eu não queria ir embora sem te agradecer pelo convite", ele disse com uma voz suave.

Eu sorri e respondi: "Não precisa agradecer, fique à vontade para voltar sempre que quiser".

Ele deu um passo à frente e colocou a mão no meu ombro. "Eu gostaria de fazer mais do que apenas visitar você", ele murmurou.

Senti meu coração bater mais rápido enquanto ele aproximava seu rosto do meu. Não havia dúvidas sobre o que estava acontecendo agora. Ele ia me beijar e eu não podia esperar para sentir seus lábios nos meus.

Quando sua boca encontrou a minha, foi como se todas as minhas preocupações desaparecessem. Era apenas nós dois, o gosto da cerveja em nossas bocas e o cheiro de carvão queimado no ar. Suas mãos deslizaram pelo meu corpo enquanto eu passava os braços ao redor de sua cintura, puxando-o para mais perto.

Mas não queríamos fazer nada além de beijar ali mesmo, na cozinha da casa do meu irmão. Então, peguei-o pela mão e o levei até meu quarto, onde pudemos ter um pouco mais de privacidade.

Lá dentro, continuamos a nos beijar enquanto tirávamos nossas roupas uma a uma. Quando ficamos completamente nus, olhei para ele com desejo e ele sorriu de volta. Havia algo de animalesco em seus olhos agora, como se estivesse pronto para me devorar inteiro.

Começamos então a explorar cada centímetro do corpo um do outro, sentindo a pele quente e macia sob nossas mãos. Toquei seu membro duro e ele gemeu baixinho enquanto eu começava a massageá-lo com carinho. Depois de alguns minutos, ele não aguentou mais e me virou de costas para mim, abrindo minhas pernas com suas mãos fortes.

Senti sua ereção pressionando contra minha bunda enquanto ele passava as mãos pelo meu corpo outra vez, excitando cada célula do meu ser. Então, com um movimento certeiro, entrou em mim e começou a se mexer devagar, fazendo-me gemer alto com o prazer que sentia.

Seguimos assim por alguns minutos até que começamos a aumentar o ritmo das estocadas. Podíamos ouvir nossas respirações ofegantes e os sons de nossos corpos se entrelaçando, criando uma sinfonia erótica que fazia meu coração bater cada vez mais rápido.

Quando chegamos ao clímax, gritamos juntos como se fôssemos um só ser. Foi uma explosão de prazer que deixou nossas pernas bambas e nossos corações acelerados.

Depois disso, deitamos lado a lado na cama, ainda ofegantes e suados. Gabriel passou o braço ao redor dos meus ombros e eu me aconcheguei em seu peito enquanto ele beijava minha testa com carinho.

"Eu não esperava que isso fosse acontecer hoje", disse ele finalmente.

Eu sorri e respondi: "Eu também não, mas fico feliz que tenha acontecido".

E assim ficou claro para mim que aqueles churrascos do meu irmão nunca mais seriam os mesmos.

Depois de alguns minutos em silêncio, Gabriel começou a rir baixinho.

- O quê? - perguntei curiosa.

- Nada não - ele respondeu ainda sorrindo. - É só que eu nunca pensei que iria transar com a irmã do meu melhor amigo no quarto dela enquanto todo mundo estava lá embaixo comendo churrasco.

Eu ri também, cobrindo a boca com as mãos para não fazer barulho muito alto.

- Eu também não imaginei que isso fosse acontecer - disse eu. - Mas quem diria que o novo amigo do meu irmão seria tão gostoso?

Gabriel passou a mão pelo meu cabelo e me puxou para mais um beijo apaixonado. Quando nos afastamos, ele continuou:

- E agora? O que vamos fazer? Não é como se pudéssemos sair abraçados pela porta da frente.

Eu pensei por alguns segundos antes de responder:

- Não precisamos contar para ninguém se você não quiser. Podemos só ver o que acontece e aproveitar enquanto tivermos a chance.

Gabriel assentiu com um sorriso malicioso no rosto.

- Acho uma boa ideia - disse ele. - Afinal, quem sabe quando teremos outra oportunidade assim?

Eu sorri de volta e comecei a beijar seu pescoço, fazendo-o gemer baixinho. Estávamos nos perdendo novamente nas sensações do corpo um do outro quando ouvimos alguém bater na porta.

- Ei, ainda estão aí? - era a voz do meu irmão do outro lado da porta.

Gabriel e eu trocamos um olhar preocupado enquanto tentávamos nos cobrir rapidamente com os lençóis. Eu engoli em seco antes de responder:

- Sim, estamos aqui. O que foi?

- O churrasco já está pronto e todo mundo já começou a comer - explicou meu irmão. - Vocês não vão ficar aí dentro a tarde toda, né? Vem logo pra gente fazer uma oração antes de começar.

Eu olhei para Gabriel e nós dois rimos baixinho antes que eu respondesse:

- Sim, a gente já vai lá embaixo. Desce primeiro e a gente se encontra em um minutinho.

Quando ouvimos os passos do meu irmão se afastando pela escada, nós dois soltamos o ar que estávamos segurando e começamos a rir alto novamente.

- Acho melhor eu ir embora agora - disse Gabriel enquanto se vestia rapidamente. - Não quero que seu irmão desconfie de nada.

Eu concordei, ajudando-o a arrumar suas coisas enquanto nos beijávamos mais algumas vezes antes dele sair pelo quintal dos fundos para não encontrar ninguém na saída. Quando ele saiu, eu fiquei alguns minutos sozinha no quarto, ainda sentindo o cheiro do seu perfume no meu corpo e sorrindo com as lembranças do que tínhamos acabado de fazer.

Desci para a sala onde todo mundo estava reunido em volta da mesa de jantar, já começando a comer o churrasco. Meu irmão veio me abraçar assim que me viu e eu apertei seu pescoço com força enquanto olhava nos olhos dele e sorria:

- Obrigada por ter convidado o Gabriel hoje - eu disse baixinho em seu ouvido.

Ele riu e deu de ombros antes de responder:

- Não foi nada, irmã. A gente precisa sempre estar aberto para conhecer novas pessoas, né?

Eu concordei com um nó na garganta enquanto pensava no quão certo ele estava. E enquanto todo mundo começava a fazer uma oração antes do almoço, eu olhei disfarçadamente para o assento vazio onde Gabriel tinha estado mais cedo e sorri ao pensar em como nossa relação havia mudado completamente hoje. Agora, cada vez que eu visse meu irmão ou qualquer coisa relacionada a ele, eu teria essas lembranças quentes na minha cabeça - e isso me fazia muito bem.

Enquanto todos começavam a comer, eu me sentei no lugar de Gabriel e percebi que meu irmão tinha deixado seu celular na mesa. Sem querer bisbilhotar, mas sentindo uma certa curiosidade depois do que havia acabado de acontecer entre mim e Gabriel, peguei o telefone na intenção de colocar em algum lugar seguro enquanto ele não estava.

Enquanto segurava o aparelho, não resisti à tentação de dar uma espiada rápida nas fotos da última vez que foi aberto. As primeiras eram de alguns amigos nossos em uma festa recente, mas logo apareceu uma série de selfies com uma mulher muito bonita e sorridente, que parecia estar sempre abraçada ou beijando meu irmão. Senti um desconforto estranho no estômago ao perceber que ele não tinha mencionado ter namorada quando convidou Gabriel para o churrasco.

Meu irmão deve ter notado minha expressão confusa porque logo veio até mim e sussurrou em meu ouvido:

- Ei, o que foi? Você ficou pálida de repente.

Eu apertei o celular contra meu peito e respondi baixinho:

- Quem é aquela mulher nas fotos do Gabriel?

Ele riu e deu de ombros:

- Ah, são fotos da minha ex-namorada. A gente terminou há alguns meses. Por quê? Você não está com ciúme dela, está?

Eu senti um alívio ao saber que eles não estavam mais juntos, mas também uma pontada de ciúme pela maneira como ela olhava para meu irmão nas fotos.

- Não, claro que não - respondi rapidamente, tentando esconder minhas emoções enquanto colocava o celular na mesa atrás de mim. - Só fiquei curioso para saber quem era, porque nunca a vi por aqui.

Ele sorriu e passou o braço ao redor do meu ombro enquanto dizia:

- Bom, você provavelmente vai conhecer mais amigos e ex meus com o tempo. Não se preocupe com isso, tá? Agora vamos aproveitar o churrasco juntos!

Eu concordei e tentei me concentrar no almoço, mas não consegui deixar de pensar em Gabriel e na mulher das fotos enquanto comíamos e conversávamos sobre assuntos aleatórios. Quando terminamos o churrasco, meu irmão anunciou que ia tomar um banho rápido antes de sair para encontrar alguns amigos na praia. Logo depois que ele saiu da sala, eu percebi que tinha deixado seu celular no lugar onde eu havia colocado enquanto estava distraída conversando com minha mãe.

Respirei fundo e decidi levar o aparelho até meu quarto enquanto pensava em uma maneira de devolver sem levantar suspeitas. Enquanto caminhava pelo corredor, ouvi vozes conhecidas vindo do quintal dos fundos e parei para escutar melhor. Era Gabriel falando ao telefone com alguém:

- Sim, eu sei que não foi uma boa ideia, mas o que mais eu podia fazer? Não ia deixar ela toda excitada assim e ir embora sem dar um jeito - disse ele, rindo baixinho. - Ela é gostosa demais e me provocou tanto que acabei perdendo a cabeça... Mas não se preocupa, já estamos parecendo duas pessoas diferentes agora. Não vai ter problema nenhum quando eu voltar para casa depois do churrasco.