O baralho que a gente inventou pras sextas — e a carta que nenhum dos dois ousava jogar
Cada naipe era um personagem, cada número uma situação — o jogo era deles, inventado num tédio de janeiro. Na última sexta, a carta que saiu era a que nenhum dos dois tinha ousado jogar antes.
Eu me chamo Mariana, tenho 28 anos e sou publicitária. Meu melhor amigo desde a infância é o Lucas, que é arquiteto e tem 30 anos. Nós somos muito próximos e nos conhecemos tão bem que às vezes parece que estamos casados há anos.
Todo mês de janeiro é sempre muito lento no trabalho e em casa, por isso decidimos criar um jogo para passar o tempo nas nossas sextas-feiras livres. Inventamos um baralho especial, com quatro naipes: corações, diamantes, paus e espadas. Cada naipe representava um personagem diferente e cada número uma situação sexual.
Os corações eram a "doutora sexy", os diamantes o "vizinho gostoso", os paus a "mulher misteriosa" e as espadas o "estranho sedutor". Cada carta tinha um número de 1 a 10, com Situação 1 sendo beijar no pescoço e Situação 10 sendo sexo anal. Passávamos horas jogando e rindo com nossas fantasias criativas.
Na última sexta-feira de janeiro, quando estávamos jogando na minha casa, saiu a carta que nenhum dos dois tinha ousado jogar antes: a Dama de Espadas. Nós nos olhamos surpresos e excitados ao mesmo tempo. Sabíamos que isso significava que tínhamos que interpretar a situação da "mulher misteriosa" e a Situação 10, mas não sabíamos como começar.
Eu sentei na cadeira de madeira enquanto Lucas ficou de pé à minha frente. Começou a se despir devagar, me olhando com desejo. Quando ficou nu, percebi que estava muito excitado e isso me deixou ainda mais louca de tesão. Fui até ele e comecei a beijá-lo intensamente, passando minhas mãos pelo seu corpo definido.
Ele começou a me tocar também, primeiro em cima da roupa, depois por baixo dela. Eu sentia seus dedos explorando meu corpo, minha pele arrepiada com o toque dele. Quando não aguentava mais de desejo, ele tirou minha blusa e minha saia, deixando-me apenas de calcinha e sutiã.
Lucas começou a beijar meu pescoço enquanto eu acariciava seu pau duro. Ele gemeu baixinho no meu ouvido, me fazendo sorrir de satisfação. Depois disso, ele me levou até o sofá e começou a me penetrar com força, enquanto eu gemia alto de prazer.
Nós nos olhamos nos olhos enquanto fazíamos sexo, sentindo uma conexão ainda maior do que antes. Era como se estivéssemos realmente interpretando os personagens do jogo, mas também sendo nós mesmos ao mesmo tempo.
Depois de algum tempo, Lucas começou a me penetrar mais devagar e com mais intensidade, até que eu não aguentei mais e gozei gostoso com ele dentro de mim. Ele gozou logo depois, com um gemido alto e satisfatório.
Ficamos abraçados por alguns minutos, até que ele se levantou e começou a se vestir.
Depois de se vestirem, nos sentamos no sofá novamente e começamos a conversar sobre o que tínhamos acabado de viver. Era como se tivéssemos atravessado uma fronteira invisível e agora pudéssemos explorar novos territórios juntos.
- Isso foi incrível - disse Lucas, passando um braço ao meu redor. - Acho que nunca tinha me sentido tão conectado com alguém durante o sexo.
- Eu também senti isso - respondi, sorrindo para ele. - Foi como se tivéssemos criado nossa própria realidade e pudesse viver todas essas fantasias com você.
Lucas assentiu e ficou em silêncio por alguns segundos antes de continuar:
- Quer saber a verdade? Quando saímos da última carta do baralho que ninguém tinha ousado jogar, fiquei com medo de não estar à altura das expectativas. Mas você me fez sentir seguro e excitado ao mesmo tempo.
Fiquei emocionada ao ouvir isso e apertei sua mão na minha.
- Eu também estava nervosa - admiti. - Não sabia como seria entre a gente depois de tanto jogo e fantasia, mas agora sei que foi perfeito.
Lucas sorriu e beijou minha testa antes de se levantar e ir até a mesa onde o baralho ainda estava espalhado.
- Quer jogar outra rodada? - perguntou ele, começando a embaralhar as cartas novamente.
Eu ri e levantei também para me sentar ao lado dele na mesa.
- Por que não? Afinal, são só seis da tarde. Temos muito tempo pela frente até a noite chegar.
Começamos a jogar outra vez, rindo e conversando enquanto escolhíamos nossas cartas cuidadosamente. Era como se tivéssemos encontrado um novo jogo agora, algo ainda mais profundo e significativo do que apenas uma brincadeira sexual. Estávamos descobrindo novas verdades sobre nós mesmos através das fantasias que criávamos juntos.
Enquanto jogávamos, percebi que tinha me apaixonado não só pelo jogo que tínhamos inventado, mas também pelo homem ao meu lado. E enquanto continuávamos nossa noite de sexta-feira, sabia que ainda havia muito mais para explorarmos juntos.
Enquanto jogávamos mais algumas rodadas e ríamos das nossas escolhas, percebi que estava ficando tarde. Olhei para o relógio e vi que já eram quase nove horas. - Uau, não percebi como o tempo passou tão rápido - disse eu, bocejando ligeiramente. Lucas também olhou para o relógio e sorriu. - É verdade, já está tarde mesmo. Você quer comer alguma coisa? Posso fazer um jantar rápido para nós dois. A proposta me deixou surpresa e encantada ao mesmo tempo. Ele estava realmente se sentindo à vontade em meu apartamento agora. - Isso seria ótimo, obrigada - respondi com um sorriso agradecido. Lucas começou a procurar ingredientes na minha cozinha enquanto eu terminava de organizar o baralho e guardar as cartas de volta no estojo. Enquanto ele trabalhava, fiquei observando-o e percebi como seus movimentos eram fluidos e seguros. Ele parecia tão confortável ali como se fosse seu próprio lar.
Enquanto o jantar estava sendo preparado, decidimos assistir algum filme juntos na sala de estar. Escolhemos um romance antigo que ambos gostávamos e nos aconchegamos no sofá, com uma manta sobre nossas pernas. Enquanto assistíamos ao filme, percebi que Lucas tinha passado seu braço ao redor dos meus ombros, me puxando para perto dele. Aproximei-me ainda mais, aproveitando o calor do seu corpo e o cheiro gostoso da sua pele.
Depois de algum tempo, o cheiro delicioso do jantar começou a se espalhar pelo apartamento, fazendo meu estômago roncar alto. Lucas riu baixinho ao lado de mim. - Parece que alguém está com fome - disse ele, levantando-se para verificar o forno. Quando voltou da cozinha, trazendo dois pratos cheios de comida, eu já estava sentada à mesa, admirando a apresentação do jantar.
Enquanto comíamos, conversamos sobre vários assuntos: trabalho, família, planos para o futuro. Era incrível como nos dávamos tão bem fora do contexto sexual também. Depois do jantar, voltamos para o sofá e continuamos assistindo ao filme abraçados. Quando chegou a hora dos créditos, percebi que não queria que aquela noite acabasse tão cedo.
- Quer passar a noite aqui? - perguntei timidamente, olhando para Lucas com um sorriso tímido nos lábios. Ele sorriu de volta e passou uma mão pelo meu cabelo, acariciando-o suavemente. - Eu adoraria isso. Mas primeiro, preciso fazer algo importante.
Levantou-se do sofá e foi até a mesa onde ainda estava o baralho que tínhamos usado mais cedo. Quando voltou para perto de mim, tinha uma carta na mão. Era a última carta do jogo, aquela que nenhum dos dois tinha ousado jogar ainda.
- Quer jogar essa rodada agora? - perguntou ele, segurando a carta diante de nós dois. Fiquei surpresa com sua proposta, mas ao mesmo tempo sentia uma emoção crescendo dentro de mim. Aquela seria nossa primeira vez realmente explorando algo novo e desconhecido juntos.
- Sim, quero sim - respondi, sentindo minha garganta fica seca de repente. Lucas sorriu e começou a ler em voz alta o que estava escrito na carta:
"Vocês dois estarão vestidos apenas com uma roupa íntima quando acordarem amanhã de manhã. Durante todo o dia, só poderão se comunicar através de mensagens de texto enviadas para o celular um do outro. Quando se encontrarem novamente à noite, terão que fazer amor sem beijos ou qualquer contato além do sexo em si."
Enquanto ele lia, senti meu corpo inteiro arrepiar com a ideia daquele novo desafio. Olhei para Lucas e percebi que ele também estava excitado só de pensar nisso tudo.
- Isso vai ser incrível - disse ele, sorrindo para mim enquanto colocava a carta de volta sobre a mesa. - Mas agora, é hora de dormir.
Eu me aproximei de Lucas e nos aconchegamos juntos no sofá. Ele pegou o cobertor que estava sobre as costas do móvel e nos cobriu, me puxando ainda mais para perto dele. Ficamos em silêncio por alguns minutos, apenas aproveitando a presença um do outro. Logo, porém, comecei a sentir uma certa ansiedade crescendo dentro de mim.
- E se eu não souber o que dizer nas mensagens amanhã? - perguntei baixinho, apoiando meu queixo no peito dele enquanto olhava para cima, em sua direção.
- Não precisa ter medo de ser você mesma. Tenho certeza de que tudo vai sair natural entre a gente - respondeu ele, com um tom tranquilizador na voz. - E quem sabe essa brincadeira não nos ensina algo novo sobre nós mesmos também?
Fiquei em silêncio por alguns instantes, reflexiva. Era verdade que estávamos prestes a fazer algo diferente e excitante juntos, mas também era possível que isso trouxesse algum tipo de revelação sobre nossas personalidades ou preferências sexuais.
- Você tem razão - concordei finalmente, sorrindo para ele. - Estou ansiosa pra ver o que essa carta vai nos ensinar.
Lucas beijou minha testa e me abraçou ainda mais forte, como se quisesse me proteger da incerteza do dia seguinte. Eu me aconcheguei em seu peito, sentindo-me segura e amada. Sabia que, não importava o que acontecesse no dia seguinte, estaríamos juntos para vivenciar essa experiência única.
Depois de alguns minutos assim, nossos corpos foram se aproximando cada vez mais e logo percebi que não estávamos mais apenas nos abraçando. O toque suave de seus dedos em meu cabelo começou a descer pelo meu pescoço e ombros, causando arrepios por toda a minha pele. Eu respondi ao seu toque, passando minhas mãos pelo peito dele até chegar à sua cintura, onde comecei a traçar círculos lentos com meus polegares.
Ele respirou fundo e soltou um gemido baixo enquanto se aproximava mais de mim, apoiando seus lábios em meu ouvido. Começou a sussurrar palavras suaves e excitantes, fazendo minha imaginação disparar em mil direções diferentes.
- Quero te mostrar o quanto eu te desejo agora - disse ele, enquanto suas mãos começavam a explorar meu corpo com mais intensidade. - Quero sentir você toda ao meu redor, quero lhe dar prazer como nunca antes...
Suas palavras foram suficientes para me fazer perder completamente o fôlego. Eu estava ansiosa para que chegasse logo a manhã seguinte e pudéssemos começar a brincadeira proposta pela carta, mas ao mesmo tempo não queria esperar nem mais um segundo para sentir Lucas dentro de mim novamente.
Comecei então a beijar seu pescoço e seu peito enquanto minhas mãos iam descendo pelo abdômen dele até chegar à sua cintura. Lá, comecei a desabotoar seu jeans com pressa, sentindo meu coração bater cada vez mais rápido em meu peito.
Ele me ajudou a tirá-lo completamente e logo estávamos apenas de roupas íntimas um contra o outro. Eu podia sentir sua ereção através da cueca e aquilo só fez aumentar ainda mais meu desejo por ele. Comecei então a beijar seus lábios com intensidade enquanto nossas mãos exploravam cada centímetro do corpo um do outro.
Quando finalmente decidimos que era hora de irmos para o quarto, percebi que já não havia mais nenhuma hesitação ou medo em mim. Estava completamente entrega ao momento e ansiosa para viver todas as experiências que a carta tinha nos reservado.