O jogo de fingir que a gente nunca tinha se visto — e como foi difícil parar

A ideia foi dela: a gente ia ao mesmo bar separado, fingir que nunca havia se visto e ver até onde conseguia ir. O problema foi quando eu me esqueci de que era uma brincadeira.

Eu nunca tinha visto ela antes, mas assim que a vi no bar, soube que era ela. A garota do chat, da qual eu havia me tornado tão viciado nas últimas semanas. Ela estava ainda mais linda ao vivo, com o cabelo castanho caindo em cascata pelos ombros e os olhos verdes brilhando à luz das velas. Era como se eles estivessem me chamando, me convidando para entrar em seu mundo.

Ela tinha sugerido o jogo, depois de uma tarde inteira a fio no chat. Fingir que não nos conhecíamos, ver até onde podíamos chegar antes que a realidade nos alcançasse. Eu achei a ideia excitante, então aceitei sem hesitar. Agora, sentado ali na mesa ao lado dela, começava a perceber o quanto estava me metendo em uma situação complicada.

Ela começou a conversar com um cara do outro lado do bar, enquanto eu fingia estar interessado no meu drink. Era estranho vê-la assim, tão à vontade com um desconhecido, enquanto eu sabia tanto sobre ela e vice-versa. Mas eu tinha que manter o disfarce, pelo menos por enquanto.

Logo percebi que ela estava me observando de canto de olho. Ela mordia o lábio inferior, como fazia quando ficava nervosa no chat. Comecei a sentir meu coração bater mais rápido. Será que ela também estava se sentindo assim? Como se estivéssemos em uma dança muito mais complexa do que imaginávamos?

O cara com quem ela estava conversando deve ter sentido o clima entre nós dois, porque logo depois ele se despediu e saiu do bar. Fiquei aliviado, mas também preocupado. O que aconteceria agora? Ela viria até mim? Ou eu teria que esperar até que ela desse algum sinal?

Enquanto pensava nisso, percebi que ela tinha começado a conversar com outro cara. Desta vez, ela estava mais próxima de mim, quase como se estivesse me desafiando. Comecei a sentir uma estranha mistura de ciúmes e excitação. Era isso mesmo o que eu queria? Ver ela com outros caras enquanto fingia não conhecê-la?

Comecei a perceber que o jogo tinha virado realidade. Eu não estava mais apenas fingindo, estava sentindo coisas verdadeiras. E isso me assustou. Mas também me excitou.

Ela deve ter sentido meu olhar em cima dela, porque logo depois ela se despediu do cara e veio até mim. Ela se sentou na cadeira ao meu lado e começou a conversar como se nada tivesse acontecido.

"Oi", disse ela com um sorriso provocante. "Eu sou a Carla."

"Oi, Carla", respondi, sentindo meu coração bater cada vez mais rápido. "Eu sou o Pedro."

Ela riu baixinho, provavelmente lembrando das nossas conversas no chat. Mas eu não ia ceder tão fácil. Não ia estragar o jogo antes de ele nem mesmo ter começado.

Começamos a conversar sobre coisas aleatórias, como se fôssemos de fato estranhos um para o outro. Ela me falou sobre seu trabalho, seus interesses e seus sonhos. E eu fiz o mesmo. Era estranho estar falando essas mesmas coisas com ela agora, depois de já termos falado tanto no chat.

Mas logo percebi que isso não era mais apenas uma brincadeira. Havia algo entre nós dois, algo além do jogo. Ela estava sentindo também? Ou era só eu?

Enquanto conversávamos, percebi que estava cada vez mais perto dela. Nosso joelhos estavam se tocando debaixo da mesa e eu podia sentir seu perfume doce me envolvendo. Comecei a desejá-la ainda mais, mas não queria estragar tudo.

Logo depois ela se aproximou ainda mais e começou a sussurrar no meu ouvido: "Eu já sei quem você é. E eu quero te levar para casa agora."

Fiquei surpreso com sua sinceridade e coragem. Mas também muito excitado. Comecei a sentir minha respiração ficando cada vez mais pesada, enquanto imaginava o que aconteceria quando chegássemos lá.

Mas então ela disse: "Mas primeiro, vamos continuar fingindo que não nos conhecemos. Quero ver até onde podemos chegar antes de sermos pegos."

Eu fiquei surpreso com a sua proposta, mas logo depois aceitei. Afinal, era isso mesmo o que eu havia concordado em fazer.

Eu olhei nos olhos dela e percebi que ela estava falando sério. Ela realmente queria continuar esse jogo perigoso. E eu também queria. "Tudo bem", respondi, tentando manter a calma mesmo com meu coração acelerado. "Vamos continuar fingindo." Ela sorriu e começou a se afastar de mim, como se nada tivesse acontecido. Eu fiquei olhando para ela enquanto ela voltava para o meio da festa, conversando com outras pessoas como se não tivéssemos nenhum segredo entre nós.

Mas eu sabia que tinha. E isso me deixava louco de desejo. Enquanto ela estava ocupada conversando com outra pessoa, fui até o balcão do bar e pedi uma bebida. Precisava fazer alguma coisa para me acalmar. Quando voltei para onde ela estava, percebi que ela estava sendo abordada por outro cara. Ele estava muito próximo dela, quase encostado nela. Isso me deixou com ciúmes novamente, mas eu não podia fazer nada. Tínhamos combinado de continuar fingindo que não nos conhecíamos, então tive que assistir a cena com uma mistura de raiva e excitação.

Depois de algum tempo, ela percebeu minha presença e começou a se aproximar de mim novamente. Quando chegou perto, ela sussurrou no meu ouvido: "Vamos embora daqui agora." Eu não consegui conter um sorriso. Finalmente, ela estava cedendo à atração entre nós dois. Mas antes de sairmos, ela segurou minha mão e começou a caminhar pela festa como se fôssemos apenas amigos. Eu achei isso muito ousado da parte dela, mas também muito excitante.

Finalmente, chegamos à porta do prédio onde estava acontecendo a festa. Ela parou e me olhou nos olhos. "Está pronto para isso?" ela perguntou. Eu não precisava perguntar o que ela queria dizer com "isso". Sabia exatamente o que ela queria. E eu estava mais do que pronto para isso.

"Sim", respondi, segurando sua mão com mais força. "Vamos embora."

Saímos do prédio de mãos dadas, como se fôssemos um casal qualquer. Mas eu sabia que não éramos. Éramos duas pessoas que estavam jogando um jogo perigoso e excitante, e isso tornava tudo ainda mais emocionante. Quando chegamos à rua, ela começou a caminhar rapidamente em direção ao metrô. Eu a segui de perto, sem perder nenhum segundo dela. Quando chegamos à estação, descemos as escadas e entramos na plataforma. A espera do próximo trem pareceu uma eternidade. Mas quando ele chegou, nós entramos e encontramos um canto vazio onde podíamos ficar juntos. Ela se aproximou de mim e começou a sussurrar no meu ouvido novamente: "Você sabe que isso é loucura, não sabe?" Eu sorri e respondi: "Sim, eu sei. Mas é exatamente por isso que é tão excitante." Ela riu baixinho e ficou ainda mais próxima de mim. Eu podia sentir sua respiração quente no meu pescoço e isso estava me deixando cada vez mais excitado. De repente, ela começou a passar a mão pelo meu peito, descendo até a minha barriga e parando bem na altura do meu cinto. Eu fiquei surpreso com sua ousadia, mas também muito gostando disso. Comecei a sentir uma ereção crescendo dentro das minhas calças, e percebi que ela tinha notado isso também. Ela começou a sorrir maliciosamente enquanto continuava a passear a mão pelo meu corpo. Eu não aguentava mais esperar. Precisava fazer alguma coisa agora mesmo. Olhei ao redor e vi que estávamos sozinhos no canto do carro. Não havia ninguém perto o suficiente para ver o que estava acontecendo entre nós dois. Então, tomei coragem e passei a mão pela sua cintura, puxando-a para mais perto de mim. Ela ficou surpresa com meu gesto, mas não se afastou. Ao contrário, ela se aproximou ainda mais, até seus lábios estarem quase encostados nos meus. "você quer me beijar?" ela perguntou baixinho. Eu não consegui responder. Apenas balancei a cabeça afirmativamente e apertei sua cintura com força. Ela sorriu e fechou os olhos, esperando pelo meu beijo. Mas antes que eu pudesse fazer qualquer movimento, o trem parou na estação seguinte e as portas se abriram. Olhamos ao redor e percebemos que havia pessoas esperando para entrar no carro. Rapidamente, nos afastamos um do outro e ficamos em silêncio enquanto os passageiros entravam e ocupavam seus lugares. Quando o trem começou a se movimentar novamente, ela olhou para mim e disse: "Vamos continuar onde paramos quando chegarmos ao nosso destino." Eu concordei com a cabeça, ansioso pelo que viria a seguir.

Quando saímos do metrô, percebi que estávamos em uma parte da cidade que eu não conhecia muito bem. Ela começou a caminhar rapidamente pelas ruas desertas, e eu a segui de perto novamente. Depois de alguns minutos, chegamos à porta de um prédio antigo e ela começou a vasculhar sua bolsa procurando as chaves.

Enquanto subíamos as escadas do prédio antigo, ela começou a falar baixinho sobre como era bom ter um pouco de privacidade finalmente. Eu concordei com ela e aproveitei para observá-la melhor enquanto caminhávamos. Ela estava usando um vestido preto justo que realçava ainda mais suas curvas perfeitas. Eu não conseguia parar de admirá-la, mesmo depois de todas as coisas excitantes que tínhamos feito no metrô.

Quando chegamos ao apartamento dela, ela abriu a porta e entramos. O lugar era pequeno mas aconchegante, com uma decoração simples porém gostosa. Ela começou a se movimentar pela sala acendendo algumas luzes e colocando um pouco de música para tocar ao fundo. Eu aproveitei esse momento para admirar mais ainda o corpo dela enquanto ela se movia pela sala.

Ela percebeu meu olhar e sorriu maliciosamente, aproximando-se de mim novamente. "Você sabe que estamos sozinhos agora, certo?" ela perguntou baixinho enquanto passava a mão pelo meu peito outra vez. Eu concordei com a cabeça e respondi: "Sim, eu sei. E isso é ainda mais excitante do que no metrô." Ela riu baixinho e continuou passeando sua mão pelo meu corpo, descendo cada vez mais até chegar à minha cintura novamente. Dessa vez, porém, ela não parou ali. Ela continuou descendo a mão até encontrar o botão da minha calça jeans e começou a brincar com ele, olhando para mim com um sorriso provocante no rosto.