Subiu um andar errado e acabou ficando

A festa era no quinto. Ele apertou o seis. A porta abriu numa festa diferente com gente que não conhecia e uma mulher que olhou pra ele com a expressão de quem esperava alguém mais interessante do que os convidados que já estavam lá.

Eu estava animado para a festa do quinto andar. Meus amigos e eu tínhamos recebido o convite há semanas e finalmente a noite havia chegado. Mas, quando entrei no elevador lotado do prédio, não percebi que tinha apertado o botão errado. A porta abriu no sexto andar e eu fui puxado pela multidão para dentro de um apartamento que não era o que eu esperava.

O lugar estava lotado de gente que eu não conhecia. Olhei ao redor, procurando pelos amigos que deveriam estar lá, mas não os vi em lugar nenhum. Em vez disso, meus olhos encontraram os dela. Uma mulher que estava sentada num sofá de couro preto, com as pernas cruzadas e um copo de vinho na mão. Ela tinha o cabelo castanho claro, solto em ondas até os ombros, e olhos verde-esmeralda que brilhavam sob a luz fraca do apartamento.

Ela me encarou de volta, com uma expressão que parecia dizer "você não é quem eu estava esperando". Mas eu não me importei. Havia algo naquela mulher que me atraía, mesmo que ela não parecesse muito interessada em mim.

Fui até o balcão de drinks e servi-me de uma dose de uísque. Quando me virei, ela ainda estava me observando. Decidi ir até ela e me apresentar.

- Oi, eu sou o Lucas - falei, estendendo a mão para ela.

- Olá, eu sou a Carolina - respondeu ela, sorrindo finalmente. - E você não é quem eu estava esperando, mas acho que já percebeu isso.

- Sim, percebi - sorri de volta. - Mas quem sabe essa noite não reserva surpresas ainda melhores?

Ela riu e deu um gole no vinho. Conversamos sobre amenidades por algum tempo, até que a música mudou para uma canção mais lenta. Carolina me encarou novamente, com um olhar diferente agora. Ela estava interessada.

- Quer dançar? - perguntei, estendendo a mão para ela.

Ela aceitou e fomos para a pequena pista de dança improvisada no meio da sala. Puxei-a para perto de mim e começamos a nos mexer ao som da música. Seus olhos não saíam dos meus e eu sentia seu corpo se encaixando perfeitamente no meu. Estava ficando cada vez mais difícil resistir à atração que sentia por ela.

A noite foi passando e a festa foi ficando cada vez mais animada. As pessoas começaram a se beijar e se abraçar pelo apartamento, enquanto nós dois continuávamos a dançar juntos, cada vez mais perto um do outro. Não precisávamos de palavras para saber o que estava prestes a acontecer.

Finalmente, quando a música mudou novamente, ela segurou minha mão e me levou para o quarto ao lado. Fechou a porta atrás de nós e começou a beijar meu pescoço enquanto eu lhe segurava pela cintura. Suas mãos exploravam meu corpo, enquanto as minhas afagavam seus cabelos e desciam até sua cintura, puxando-a para mais perto ainda.

Começamos a nos beijar com mais intensidade, enquanto nossas mãos exploravam cada centímetro do corpo um do outro. Ela tirou minha camisa e eu dei um jeito de tirá-la da dela também. Ficamos apenas de calcinha e cueca, com os corpos colados e a respiração cada vez mais ofegante.

Deitei-a na cama e comecei a beijar seu corpo, desde o pescoço até a barriga, enquanto ela se arqueava de prazer. Depois tirei sua calcinha e fui explorando cada centímetro de sua pele com a boca e os dedos. Ela gemia baixinho, enquanto eu a provocava cada vez mais, até que não aguentou mais e me puxou para cima dela, pedindo por mais.

Coloquei um preservativo e entrei nela devagar, sentindo-a se encaixar perfeitamente em mim.

Começamos a nos mover juntos, enquanto ela envolvia suas pernas em minha cintura, puxando-me ainda mais para perto. Os gemidos dela ecoavam em meus ouvidos, enquanto eu sentia o prazer crescendo dentro de mim. A cada movimento, nossos corpos se encaixavam cada vez mais, até que não havia mais distância entre nós.

Carolina começou a sussurrar meu nome em meu ouvido, enquanto eu beijava seu pescoço e seus ombros. Ela então segurou minha cabeça com as duas mãos e começou a me beijar com ainda mais intensidade, enquanto nossas línguas dançavam uma com a outra.

Nos separamos apenas por um momento, para que eu pudesse virar seu corpo de lado e começar a beijar suas costas, descendo até sua cintura e suas nádegas. Ela suspirou profundamente e arqueou o corpo para trás, pedindo por mais.

Comecei a fazer um caminho de beijos até sua coxa, enquanto ela se arqueava cada vez mais para trás, até que não aguentei mais e comecei a beijar sua intimidade, enquanto ela gemia cada vez mais alto. Continuei explorando-a com a boca e os dedos, até que ela começou a tremer e a se contorcer embaixo de mim, enquanto atingia o orgasmo.

Deitei-me novamente ao seu lado e ela veio para cima de mim, beijando meu peito e minha barriga, enquanto eu sentia meu desejo crescendo novamente. Ela começou a beijar minha ereção, enquanto eu me arqueava de prazer, até que ela parou e sorriu para mim, com um olhar de malícia nos olhos.

- Quero que você me foda bem gostoso - ela disse, enquanto subia em cima de mim e começava a se movimentar devagar, me envolvendo completamente. Começamos a nos movimentar juntos novamente, enquanto ela se apoiava em meu peito e eu acariciava seus seios, sentindo-os em minhas mãos.

Continuamos a fazer amor durante a noite toda, até que finalmente, exaustos e satisfeitos, caímos no sono abraçados um ao outro. A noite tinha sido muito além do que qualquer um de nós esperava, e eu não podia deixar de pensar que tinha sido a melhor noite da minha vida.

Acordamos com o sol entrando pela janela do quarto de hotel. Carolina ainda estava aconchegada em meus braços, com a cabeça apoiada em meu peito. Ela abriu os olhos e sorriu para mim, antes de beijar meu peço e sussurrar "Bom dia".

- Bom dia - respondi, passando a mão em seus cabelos.

- Não acredito que nós realmente fizemos isso - ela disse, rindo baixinho.

- Fez o quê? - perguntei, fazendo pouco caso.

- Subi um andar errado e acabei ficando - ela disse, com um tom de provocação na voz.

- E eu não me arrependo nem um pouco - respondi, sorrindo.

Carolina começou a beijar meu peito novamente, enquanto eu sentia meu desejo crescendo outra vez. Ela percebeu e sorriu, subindo em cima de mim e começando a se movimentar devagar, enquanto eu a segurava pela cintura. Começamos a fazer amor novamente, desta vez com mais calma e mais carinho, como se quiséssemos aproveitar cada segundo juntos.

Depois de um longo banho juntos, nos vestimos e fomos tomar café na varanda do quarto. Conversamos sobre tudo e nada, enquanto aproveitávamos a vista da cidade. Carolina disse que tinha uma reunião marcado para a tarde e que teria que ir embora mais cedo do que gostaria.

- Eu também tenho algumas coisas para resolver hoje - disse, enquanto a ajudava a colocar a jaqueta.

- Mas podemos nos ver de novo? - ela perguntou, com um olhar esperançoso.

- Claro que sim - respondi, sorrindo. - Quando você quiser.

Nos despedimos com um beijo longo e apaixonado, antes de ela sair do quarto. Fiquei olhando para a porta fechada por alguns segundos, com um sorriso no rosto. A noite anterior tinha sido incrível e eu já estava ansioso para o nosso próximo encontro.

Enquanto me vestia para sair, percebi que havia algo no chão, ao lado da cama. Era o cartão de visita de Carolina, que devia ter caído de sua bolsa durante a noite. Guardei-o no bolso da minha jaqueta, com um sorriso no rosto.

Eu saí do quarto do hotel com uma sensação de felicidade e satisfação que não sentia há muito tempo. A noite com Carolina tinha sido incrível e eu não conseguia parar de pensar nela. Olhei para o cartão de visita que estava em meu bolso e decidi que iria ligar para ela assim que chegasse em casa.

Depois de passar o dia resolvendo alguns assuntos pendentes, voltei para meu apartamento e fui direto para o meu quarto. Sentei-me na cama e peguei meu celular para ligar para Carolina. Enquanto esperava ela atender, senti uma certa ansiedade, como se fosse um adolescente nervoso fazendo seu primeiro telefonema para uma garota.

- Alô? - a voz de Carolina atendeu depois de alguns toques.

- Oi, Carolina, é o... - comecei a dizer, mas ela me interrompeu com uma risada gostosa.

- Eu sei quem é, seu número apareceu na tela do meu celular - ela disse, com um tom brincalhão na voz.

- Ah, certo - ri também, sentindo-me um pouco idiota por ter pensado que ela não saberia quem era.

-thenquei em você o dia todo hoje - ela continuou, mudando o tom de voz para algo mais sério. - Foi uma noite incrível, obrigada por ter feito isso comigo.

- Não precisa me agradecer, foi incrível para mim também - respondi, sentindo meu coração acelerar com a lembrança da noite anterior. - Eu estava me perguntando se você gostaria de fazer alguma coisa juntos essa semana. Talvez uma janta ou um filme?

- Eu adoraria - ela respondeu prontamente. - Mas eu só tenho essa semana livre, depois tenho uma viagem de trabalho agendada para o mês que vem. Talvez possamos marcar para quinta-feira?

- Perfeito - concordei, anotando a data e o horário em meu celular. - Eu passo para buscar você em sua casa, se você quiser.

- Não precisa, eu posso ir até você - ela ofereceu. - Me mande seu endereço por mensagem e eu encontro você lá.

- Feito - respondi, sentindo-me cada vez mais ansioso para quinta-feira chegar. - Mal posso esperar para ver você de novo.

- Eu também - ela disse, com uma voz suave. - Até quinta-feira, então.

- Até lá - respondi, desligando o telefone com um sorriso no rosto.