A gente já tinha ficado antes — mas nunca a manhã
A regra não escrita era sempre essa: cada um ia pro seu lado antes de amanhecer. Naquele sábado, por alguma razão que nenhum dos dois nomeou, ninguém mencionou ir embora — e a manhã revelou tudo que a noite ainda escondia.
A primeira vez que a vi, foi naquelas luzes fracas do bar, enquanto eu tomava meu uísque sem gelo. Ela estava lá, sentada numa mesa com suas amigas, rindo alto demais e parecendo um pouco fora de lugar. Eu a observei por alguns minutos, sua risada ecoando pelo ambiente lotado e me fazendo sorrir involuntariamente.
Eu não costumava me aproximar facilmente das mulheres, mas havia algo nela que me atraía. Talvez fosse o jeito como ela jogava o cabelo para trás, ou a forma como mordia o lábio inferior enquanto ouvia as amigas falarem. Ou talvez fosse apenas a maneira como ela sorria, com os olhos brilhando de alegria.
Eu não sabia ao certo o que era, mas algo me fazia querer conhecê-la melhor. Então, quando ela se levantou para ir ao banheiro e passou por mim, eu aproveitei a oportunidade para tocar seu braço levemente.
— Ei, você está com uma cara muito feliz hoje — falei, sorrindo.
Ela virou-se para mim surpresa e abriu um sorriso ainda mais amplo. Foi quando percebi que seus olhos eram verdes e brilhantes como esmeraldas.
— Eu sou assim mesmo — ela respondeu, encolhendo os ombros. — Sou a única pessoa que conheço que fica feliz mesmo num dia chuvoso.
Eu ri, gostando da sua sinceridade e espontaneidade. Ela disse que se chamava Ana e eu me apresentei como João. Conversamos por alguns minutos até ela retornar à mesa com suas amigas, mas o suficiente para saber que queria vê-la novamente.
A sorte estava do meu lado naquela noite, pois ao sair do bar, percebi que Ana e suas amigas também estavam de saída. Convidamo-las para tomar uma última bebida na minha casa, já que morava próximo dali. Elas aceitaram, e assim começou a nossa noite juntos.
O apartamento estava em silêncio quando elas chegaram. As luzes baixas e a música suave criavam um ambiente aconchegante e convidativo. Enquanto eu preparava as bebidas, notei que Ana havia se aproximado de mim. Ela colocou uma mão no meu ombro e sussurrou ao meu ouvido:
— Obrigada por ter nos convidado. Estamos nos divertindo muito.
Senti seu hálito quente na minha orelha e não pude evitar um arrepio. Virando-me para encará-la, percebi que ela tinha se aproximado ainda mais, e nossos rostos estavam a poucos centímetros um do outro. Podia sentir o cheiro doce do seu perfume misturado com o aroma de sua pele.
Sem hesitar, segurei-a pela nuca e a beijei intensamente. Ela correspondeu ao meu beijo com desejo, envolvendo seus braços em torno do meu pescoço enquanto eu a puxava para mais perto. Foi então que percebi que estávamos sendo observados pelas outras duas meninas, que sorriam discretamente enquanto conversavam entre si.
Não me importei com isso naquele momento. Tudo o que eu queria era estar com Ana, explorar cada centímetro do seu corpo e sentir sua pele macia contra a minha. E pelo jeito como ela estava retribuindo meu beijo, ela também sentia o mesmo.
A noite passou rápida demais enquanto nos beijávamos e acariciávamos um ao outro, aproveitando cada segundo juntos. Mas, antes que percebêssemos, já era madrugada alta e minhas amigas tinham ido embora havia algum tempo. Ana estava deitada no meu peito, suas mãos traçando círculos preguiçosos na minha pele enquanto ouvíamos o som da chuva batendo contra a janela.
— Você sabe que isso não é comum para mim — ela murmurou baixinho.
— O quê? Beijar estranhos em bares? — perguntei com um sorriso divertido.
Ana deu uma gargalhada gostosa antes de responder:
— Não, ficar depois da manhã chegar. A regra não escrita é sempre essa: cada um vai pro seu lado antes de amanhecer. Mas hoje... hoje eu não queria ir embora. E você?
Eu não respondi imediatamente, apenas a apertei mais forte contra mim enquanto acariciava seus cabelos longos e macios. Na verdade, eu também não tinha vontade alguma de me separar dela tão cedo. Mas ainda assim, algo dentro de mim estava apreensivo com o que isso podia significar.
— Não sei ao certo o que isso significa — admiti finalmente. — Só sei que não estou pronto para te deixar ir embora ainda.
Ana levantou a cabeça e me encarou com aqueles olhos verdes brilhantes. Ela sorriu docemente antes de dizer:
— Nem eu, João. Nem eu.
E assim, nos beijamos novamente, dessa vez com mais carinho e emoção do que antes. Era como se tivéssemos encontrado algo novo e precioso entre nós, alguma conexão íntima que não podíamos simplesmente ignorar ou descartar depois de uma noite só.
Enquanto seus lábios macios encontravam os meus, sinto sua mão descendo pelo meu corpo até alcançar meu membro já duro. Começa a acariciá-lo lentamente enquanto nossas línguas dançam um com a outra, explorando cada canto da boca do outro. Eu gemo baixinho em resposta à sua carícia e a aperto ainda mais contra mim, sentindo seu corpo quente e macio se moldar ao meu.
Ana interrompe o beijo para começar a descer pelo meu pescoço, depositando beijos suaves na minha pele enquanto suas mãos continuam a acariciar meu membro cada vez com mais força. Sinto-me perdendo o controle enquanto ela continua seu caminho rumo ao sul, lambendo e beijando cada centímetro do meu peito até chegar à minha barriga.
Quando sua boca finalmente alcança meu membro, eu não aguento mais e gemo alto enquanto ela o envolve com seus lábios macios. Começa a me chupar devagar, passando a língua ao longo da minha extensão antes de me engolir completamente. Eu seguro firme em seus cabelos enquanto ela aumenta o ritmo das suas chupadas, sentindo meu corpo inteiro queimar de desejo.
Mas eu não quero gozar sozinho dessa vez. Quero fazer Ana sentir prazer também, então a faço parar e a puxo para cima novamente. Beijo-a com paixão enquanto meus dedos encontram sua buceta molhada e quente, massageando-a devagar até ela começar a gemer alto na minha boca.
Eu não suporto esperar mais, então a viro de costas e Monto nela, sentindo seu calor envolvendo meu membro enquanto começo a me movimentar dentro dela. Ana arqueia as costas e geme ainda mais alto enquanto eu aumento o ritmo das minhas estocadas, sentindo meu prazer crescer cada vez mais a cada movimento.
Sinto que vou gozar em breve, então seguro firme os quadris de Ana enquanto acelero meus movimentos para chegarmos juntos ao clímax. Ela grita meu nome enquanto seu corpo treme de prazer e eu enfim me liberto dentro dela, sentindo uma onda gostosa de calor me percorrer da cabeça aos pés.
Depois disso, ficamos ali deitados em silêncio por alguns minutos, nossos corpos ainda unidos enquanto recuperávamos o fôlego. Ana finalmente se virou para mim com um sorriso satisfeito no rosto e disse:
— Acho que precisamos fazer isso novamente algum dia. Sem as outras pessoas desta vez, só nós dois.
Eu sorri de volta e a apertei contra mim, sabendo que ela estava certa. Havia algo especial entre nós, alguma conexão que tínhamos encontrado na noite anterior e que merecia ser explorada mais a fundo.
— Eu adoraria isso — respondi baixinho enquanto beijava sua testa. — Mas agora, podemos só ficar aqui abraçados por um pouco mais? Não quero te deixar ir embora tão cedo ainda.
Ana sorriu docemente e aninhou-se em meu peito novamente enquanto eu acariciava seus cabelos longos e macios. Sabia que não havíamos resolvido nada ainda, mas pelo menos tínhamos concordado em nos ver novamente em breve. E isso era o suficiente por enquanto.
Enquanto adormecíamos abraçados ali mesmo no sofá, não pude evitar pensar em quanto minha vida havia mudado em apenas uma noite. E como ela poderia mudar ainda mais depois da manhã chegar e revelar tudo que a noite ainda escondia entre nós dois. Mas, por enquanto, tudo o que eu queria era aproveitar aquele momento perfeito ao lado dela, sentindo seu corpo quente e macio contra o meu enquanto o mundo lá fora continuava sua rotina normal.
E assim, acordamos juntos pela primeira vez na manhã seguinte, descoberta que nos fez perceber que havia algo mais entre nós do que apenas uma noite de sexo gostoso. Havia uma conexão real, profunda e significativa que estava só começando a ser explorada entre nós dois.
Quando acordamos, ainda estávamos abraçados no sofá, nossos corpos entrelaçados como se fôssemos um só. Ana abriu os olhos primeiro e sorriu para mim enquanto acariciava meu rosto com a mão.
— Bom dia — ela disse baixinho, ainda sonolenta.
— Bom dia — respondi, beijando sua mão antes de apertá-la contra meu peito novamente.
Ficamos assim por alguns minutos, apenas aproveitando a presença um do outro enquanto o sol entrava pela janela e iluminava nosso corpo nu. Mas logo começou a fazer frio, então sugeri:
— Que tal irmos para o quarto e nos enrolarmos sob as cobertas? Lá podemos continuar onde paramos ontem à noite.
Ana sorriu maliciosamente e concordou, então levantamos do sofá e caminhamos de mãos dadas até meu quarto. Quando chegamos lá, ela começou a acariciar meu corpo enquanto beijava meu pescoço e minha garganta, fazendo com que eu sentisse meu membro começar a endurecer novamente.
— Você é insaciável — provoquei enquanto a segurava pelos quadris e a puxava para mais perto de mim.
— Só quando estou com você — ela respondeu antes de me empurrar suavemente até a cama e subir em cima de mim. Começou então a se mover devagar, montando-me enquanto eu acariciava seus seios e seu corpo gostoso. Ela gemeu alto enquanto aumentava o ritmo das estocadas, esfregando-se contra mim até que não aguentamos mais esperar para gozar juntos novamente.
Depois disso, ficamos deitados na cama por um bom tempo, conversando sobre nossas vidas enquanto aproveitávamos a presença um do outro. Conheci melhor seus sonhos e suas esperanças, assim como ela conheceu os meus. E percebi que havia algo especial entre nós além da atração física - havia uma conexão real, profunda e significativa que estava só começando a ser explorada entre nós dois.
Ana finalmente teve que ir embora algumas horas depois, mas antes disso nós combinamos de nos encontrar novamente em breve para continuar descobrindo o que havíamos encontrado naquela noite e na manhã seguinte. E enquanto ela saía pela porta, não pude evitar sentir uma pontada de tristeza por vê-la partir - pois sabia que ainda havia muito mais para explorarmos juntos.
Mas, pelo menos por enquanto, tínhamos nosso novo encontro marcado e isso era o suficiente para me fazer sorrir enquanto voltava para meu quarto e começava a planejar como fazer daquele nosso segundo encontro algo ainda melhor do que o primeiro tinha sido.