O vizinho de cima que eu conhecia só pelo ritmo dos passos — até ele bater na minha porta
Seis meses aprendendo a rotina de alguém pelo teto: que horas acorda, quando chega, se fica até tarde. Quando ele bateu na porta pra avisar sobre um vazamento, percebi que já o conhecia melhor do que imaginava.
Eu morava sozinha no meu apartamento no terceiro andar de um prédio antigo, mas bem conservado. O meu vizinho do andar acima era um mistério para mim. Eu ouvia seus passos todas as manhãs, cedo demais para o meu gosto, e todas as noites, tarde demais para a minha tranquilidade. Mas eu nunca tinha visto seu rosto, nem sabia seu nome.
Ele era apenas o vizinho de cima, conhecido apenas pelo ritmo dos seus passos. Às vezes, quando estava acordada tarde da noite, eu ouvia sons abafados vindos do seu apartamento, mas não conseguia identificá-los com certeza. Isso só aumentava a minha curiosidade sobre ele.
Até que um dia, quando eu estava tomando café da manhã, ouvi uma batida forte na porta. Levantei-me para atender e encontrei o meu vizinho de cima parado ali, com uma expressão preocupada no rosto. Ele era alto e musculoso, com cabelo castanho claro bagunçado e olhos azuis penetrantes.
"Desculpe incomodar você", disse ele com uma voz profunda e rouca. "Mas eu vim avisar que tem um vazamento no meu apartamento e pode estar atingindo o seu também."
Eu fiquei surpresa ao ouvir sua voz, pois era muito diferente do que eu tinha imaginado. Era mais grave e mais intensa do que eu esperava, e fez algo dentro de mim vibrar.
Convidamos ele para entrar enquanto verificávamos se havia algum dano no meu apartamento. Ao fazer isso, percebi que já conhecia seu cheiro, pois era o mesmo que eu sentia todas as manhãs quando seus passos começavam acima de mim. Era um cheiro fresco e limpo, misturado com uma leve fragrância de sabonete.
Enquanto verificávamos os cômodos, fiquei impressionada com a maneira como ele se movia pelo meu apartamento, como se já conhecesse o lugar. Quando percebi que estava admirando sua forma de caminhar, sacudi a cabeça para me concentrar no problema em questão.
Não havia nenhum vazamento no meu apartamento, mas agradeci ao meu vizinho por ter vindo me avisar. Ele disse que seu nome era Lucas e que tinha se mudado para o andar acima há cerca de seis meses. Fiquei surpresa com o fato de não ter percebido sua presença antes, já que ouvia seus passos todos os dias.
"Bem, agora que sei quem você é", eu disse com um sorriso, "talvez possamos ser amigos."
Lucas sorriu de volta e eu senti uma onda de calor percorrer meu corpo. Ele tinha um sorriso lindo, com dentes brancos e perfeitos, e isso fez meu coração acelerar.
Nos dias seguintes, Lucas começou a me visitar com mais frequência, sempre com alguma desculpa para bater na minha porta. Às vezes era para me mostrar algo que tinha visto no noticiário, outras vezes era só porque estava com fome e queria saber se eu teria interesse em fazer companhia enquanto ele pedia uma pizza.
Eu adorava suas visitas inesperadas e o jeito como ele fazia meu coração bater mais rápido sempre que aparecia na minha porta. Ele me fazia sentir viva e cheia de energia, algo que não sentia havia muito tempo.
Um dia, depois de uma noite inteira assistindo filmes juntos no meu sofá, percebi que estava me sentindo atraída por ele de uma forma que eu nunca tinha experimentado antes. Era como se eu fosse uma adolescente novamente, com borboletas no estômago e um desejo intenso de estar perto dele.
Ele deve ter percebido minha mudança de atitude, pois começou a olhar para mim de uma maneira diferente também. Seus olhos pareciam mais intensos e suas mãos ficavam mais tempo em contato com as minhas quando estávamos sentados juntos no sofá.
Uma noite, enquanto estávamos assistindo um filme, eu senti sua mão roçar na minha perna e uma onda de eletricidade passou pelo meu corpo. Virei-me para encará-lo e vi que seus olhos estavam fixos nos meus, cheios de desejo.
Não precisei de mais nenhum convite.
Inclinei-me para beijá-lo, sentindo seus lábios macios e quentes contra os meus. Ele correspondeu ao beijo com paixão, envolvendo-me em um abraço apertado enquanto sua mão acariciava meu pescoço. Eu podia sentir o desejo crescendo dentro de mim, como uma chama que começava a se espalhar pelo meu corpo todo.
Lucas puxou-me para mais perto dele, sussurrando em meu ouvido:
— Quer ir para o quarto?
Eu concordei, sentindo minha respiração acelerar enquanto ele me levantava do sofá e me carregava até meu quarto. Ele me deitou na cama com cuidado, como se eu fosse alguma coisa preciosa, e começou a beijar meu pescoço e meus ombros, fazendo-me sentir arrepios por todo o corpo.
Eu comecei a desabotoar sua camisa, revelando seu peito definido e musculoso. Ele tirou minha blusa também, e logo estávamos nus um nos braços do outro, explorando cada centímetro do corpo do outro com nossas mãos e lábios.
Lucas começou a descer pelos meus seios, beijando e lambendo-os até me fazer gemer de desejo. Ele continuou descendo até chegar à minha barriga, onde parou por um momento para sorrir para mim antes de prosseguir seu caminho até meu ponto mais íntimo.
Ele começou a acariciar e lamber meu clitóris, fazendo-me sentir ondas de prazer pelo corpo todo. Eu agarrei os lençóis enquanto ele continuava explorando meu corpo com sua boca e suas mãos, levando-me cada vez mais perto do limite.
Finalmente, eu não pude aguentar mais e comecei a sussurrar seu nome entre gemidos:
— Lucas, por favor... quero você dentro de mim agora...
Ele sorriu e subiu até onde eu estava, posicionando-se entre minhas pernas. Eu podia sentir sua ereção pressionando contra minha entrada enquanto ele olhava nos meus olhos, cheios de desejo.
— Você tem certeza? — perguntou ele.
— Sim, tenho certeza — respondi com firmeza.
Ele entrou em mim devagar, preenchendo-me completamente e me fazendo gemer alto. Começamos a nos mover juntos, nos perdendo no ritmo dos nossos corpos se unindo enquanto o prazer aumentava cada vez mais dentro de nós.
Eu podia sentir meu orgasmo chegando cada vez mais perto, e Lucas começou a movimentar-se ainda mais rápido e com mais força até que eu não pude mais aguentar. Gemi alto enquanto o prazer me atingia, sentindo todo o meu corpo tremer enquanto Lucas alcançava seu próprio clímax dentro de mim.
Nos deitamos juntos na cama, nossas respirações ainda aceleradas enquanto recuperávamos o fôlego. Eu podia sentir meu coração batendo forte no peito enquanto olhava para Lucas, que sorria para mim com carinho.
— Isso foi incrível — disse ele, beijando minha testa.
— Sim, foi mesmo — concordei, sorrindo de volta.
Depois de alguns minutos de silêncio confortável, Lucas começou a acariciar meu braço suave e delicadamente. Eu olhei para ele e sorri enquanto ele perguntava: — Quer comer alguma coisa? Estou com fome depois... disso tudo. Rimos juntos enquanto eu concordava e sugeria: — Tem algumas sobras da lasanha que fiz ontem na geladeira, podemos esquentar se você quiser. — Perfeito! — disse Lucas enquanto se levantava da cama e começava a procurar suas roupas espalhadas pelo quarto.
Enquanto ele vestia sua calça jeans, eu aproveitei para colocar uma camiseta e uma calcinha limpas antes de sair do quarto atrás dele. Nós fomos até a cozinha juntos, com Lucas me seguindo de perto enquanto eu tirava as sobras da geladeira e colocava no micro-ondas.
Enquanto esperávamos a lasanha esquentar, Lucas começou a vasculhar meus armários em busca de talheres e pratos. Ele encontrou duas taças também e perguntou se eu tinha vinho para combinar com o jantar improvisado. Eu sorri enquanto lhe entregava uma garrafa de vinho tinto que estava guardada na prateleira de cima.
Nós nos sentamos à mesa da cozinha, com as luzes fracas iluminando o ambiente enquanto saboreávamos a lasanha e conversávamos sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Lucas me contou mais sobre seu trabalho como arquiteto e seus planos para viajar pelo mundo quando tivesse economizado dinheiro suficiente.
Eu falei sobre meu trabalho como designer gráfico e minha paixão por pintura aquarela, mostrando algumas das minhas obras que estavam espalhadas pela casa. Ele ficou impressionado com a habilidade que eu tinha e disse que gostaria de ver mais dos meus quadros algum dia.
Depois do jantar, nós levamos nossas taças de vinho até o sofá na sala e nos sentamos juntos, com nossas pernas entrelaçadas enquanto conversávávamos sobre nossos sonhos e medos. Eu nunca tinha me sentido tão à vontade com alguém antes, como se pudesse falar sobre qualquer assunto sem medo de julgamento.
Enquanto estávamos ali sentados, eu percebi que estava começando a gostar cada vez mais de Lucas além do desejo físico que nos unia. Ele era inteligente, engraçado e atencioso, além de ser extremamente atraente também. Eu não queria que essa noite acabasse nunca.
Como se tivesse lido meus pensamentos, Lucas me olhou nos olhos e perguntou: — Você quer que eu vá embora agora ou...? Eu sorri enquanto colocava minha taça vazia na mesa e respondia: — Ou você pode ficar aqui cette noite também. Se quiser, é claro. — Eu adoraria — disse ele, beijando-me suavemente nos lábios antes de me pegar no colo e carregar até o quarto novamente.
Passamos a noite toda explorando nossos corpos e descobrindo novos lugares que nos faziam gemer e tremer com prazer. Quando acordamos na manhã seguinte, ainda enlaçados um no outro, percebi que não apenas havia encontrado meu vizinho de cima como também alguém especial com quem eu gostaria de passar muito mais tempo.
— Bom dia — disse Lucas, sorrindo enquanto me beijava na testa. — Bom dia — respondi, sorrindo de volta enquanto nos aconchegávamos ainda mais juntos, saboreando o momento e o que esse novo começo poderia nos oferecer.