Trinta e seis anos — e a primeira vez que entrei sozinha numa sex shop sem saber o que procurar

Ela passou na frente dezenas de vezes. Naquele sábado de tarde, entrou. A atendente perguntou o que estava procurando — e ela se deu conta, pela primeira vez, de que nunca tinha pensado nisso pra si mesma.

Eu tinha 36 anos e nunca tinha entrado numa sex shop sozinha. Na verdade, eu nem sequer sabia direito o que era uma sex shop, sempre achei que fosse algo meio proibido, para homens solitários em busca de algum tipo de perversão. Mas estava enganada, pelo menos na maioria das vezes.

Era um sábado de tarde e eu caminhava pela rua principal do centro da cidade onde morava. A loja ficava lá no fim, perto da pracinha com os pássaros cantando. Eu passava por ela quase todos os dias, mas nunca tinha parado para ver o que havia dentro. A vitrine estava sempre meio coberta por uma espécie de cortina preta e não dava para ver nada do lado de fora.

Ainda assim, alguma coisa me atraía para aquele lugar misterioso. Era como se a loja tivesse uma aura de mistério em torno dela, algo que me deixava curiosa e ao mesmo tempo um pouco assustada.

Naquele dia, porém, eu tinha decidido entrar. Não sei bem por quê, mas depois de tantos anos passando na frente da loja, finalmente tomei coragem e abri a porta. Era uma porta meio antiga, de madeira escura, e quando entrei ouvi o sino tocar alto demais para meu gosto.

A loja era pequena, tinha apenas uma mesa no centro com alguns brinquedos em cima e um balcão na parede oposta, onde uma mulher estava sentada olhando para mim. Ela não parecia nada do que eu esperava, era jovem e sorridente, com o cabelo pintado de rosa claro e piercings nas orelhas.

— Olá — ela disse quando me aproximei do balcão. — Em que posso te ajudar hoje?

Fiquei meio sem saber o que responder, pois não tinha ideia do que estava procurando. A verdade é que eu nem sequer sabia direito o que eles vendiam lá dentro. Olhei ao redor, mas só vi brinquedos e mais brinquedos.

— Na ver... — comecei a dizer, meio sem graça.

A moça sorriu ainda mais, como se ela já soubesse que eu não tinha ideia do que estava fazendo ali.

— Calma — ela disse. — Estamos sempre aqui para ajudar. O que você está procurando hoje?

Eu não sabia o que responder. Eu nem sequer sabia direito o que estava procurando pra mim mesma. Era meio engraçado, porque eu passava tanto tempo cuidando dos outros e me esquecia de pensar em mim mesma.

— Eu não sei — confessei, sentindo meu rosto ficar vermelho. — Na verdade, nunca entrei numa sex shop sozinha antes. Não tenho ideia do que fazer aqui dentro.

A moça continuou sorrindo e apontou para uma cadeira ao lado do balcão.

— Senta aí — ela disse. — Conversamos um pouco primeiro. Meu nome é Ana, aliás.

Eu me sentei e a ouvi enquanto ela começava a me explicar como as coisas funcionavam lá dentro. Ela falou sobre os brinquedos mais populares, sobre o que cada um fazia e para quem era indicado. Não tinha nada do que eu esperava, não havia nada de vulgar ou mesmo sujo ali dentro.

Eu percebi que estava sentindo uma vontade enorme de conhecer tudo aquilo de perto, de experimentar todos aqueles brinquedinhos e ver onde isso me levava. Era como se finalmente estivesse abrindo os olhos para algo que sempre esteve lá, bem na minha frente, mas que eu nunca tinha visto antes.

Ana deve ter percebido a mudança em meu semblante, porque começou a sorrir ainda mais enquanto falava sobre alguns dos brinquedos mais populares da loja. Ela abriu uma gaveta e começou a puxar alguns deles, colocando-os na mesa à minha frente.

— Esse é um vibrador clássico — ela disse, mostrando um modelo simples e discreto. — Muito bom para quem está começando a explorar o mundo dos brinquedos sexuais. É fácil de limpar também, então não precisa se preocupar com isso.

Eu toquei nele, sentindo sua textura macia e lisa. Era meio engraçado segurar algo assim na mão, mas ao mesmo tempo era muito excitante. Eu nunca tinha feito nada parecido antes, sempre achei que sexo era algo meio sujo e proibido. Mas agora, ali naquela loja com Ana me explicando tudo com tanto carinho e cuidado, eu começava a ver as coisas de uma forma diferente.

— E esse aqui é um pouco mais ousado — ela continuou, puxando outro brinquedo da gaveta. Era maior e tinha algumas protuberâncias na ponta. — É chamado de G-spot vibrador porque foi projetado especificamente para estimular o ponto G das mulheres. É muito gostoso, você vai ver.

Eu senti meu rosto ficar vermelho enquanto ela falava sobre o brinquedo e como ele poderia me fazer sentir coisas que eu nem sequer imaginava ser possível. Eu nunca tinha ouvido falar em nada disso antes, sempre achei que sexo era apenas um assunto proibido que não se devia mencionar em público.

Mas agora, enquanto Ana me mostrava todos aqueles brinquedos e explicava como eles funcionavam, eu começava a perceber o quão errada eu estava. Sexo podia ser algo gostoso e divertido, algo que nos fazia sentir bem conosco mesmas e com os outros também. E não havia nada de errado em explorar tudo isso, desde que fizéssemos isso com cuidado e respeito por nós mesmas.

— Quer experimentar algum deles? — Ana perguntou depois que ela terminou de me mostrar todos os brinquedos. Eucorei que sim, mas estava meio nervosa também. Não sabia como fazer nada daquilo, não tinha ideia do que esperar.

— Calma — Ana disse, percebendo minha tensão. — Vou te ensinar tudo o que você precisa saber. Primeiro, é importante encontrar um lugar tranquilo onde possa relaxar e se concentrar apenas no seu corpo e nas sensações que ele está sentindo. Pode ser seu quarto, sua sala ou até mesmo o banheiro, desde que seja um lugar onde você se sinta à vontade e segura.

Eu a escutei enquanto ela me explicava como usar cada brinquedo, como deixá-los limpos depois de usar e como encontrar meu próprio ritmo quando começasse a explorar meus próprios desejos e fantasias. Ela falou sobre como o sexo podia ser algo muito gostoso e divertido se fizéssemos isso com cuidado e respeito por nós mesmas e pelos outros também.

Eu estava sentindo um calor crescente dentro de mim enquanto ela falava, algo que eu nunca tinha sentido antes. Era como se finalmente estivesse descobrindo uma parte minha que sempre esteve lá, mas que eu nunca tinha me dado ao trabalho de explorar antes.

Depois de algum tempo, Ana abriu outra gaveta e pegou um vibrador ainda maior do que os outros dois que ela já tinha me mostrado. Ele era vermelho vivo e tinha uma forma meio estranha, mas ela disse que era muito gostoso quando usado da maneira certa.

— Esse é o Hitachi Magic Wand — ela explicou enquanto o colocava na minha mão. — É um dos melhores vibradores do mercado porque tem uma potência incrível e pode ser usado em qualquer parte do corpo onde você quiser sentir aquela sensação gostosa de vibração. Mas lembre-se sempre de usar lubrificante à base de água para não danificar a cabeça do brinquedo.

Eu fiquei olhando para o Hitachi Magic Wand por algum tempo, sem saber muito bem o que fazer com ele. Era meio assustador ter algo assim nas minhas mãos, algo que podia me fazer sentir coisas tão intensas e poderosas. Mas ao mesmo tempo era muito excitante também, porque finalmente estava descobrindo uma parte minha que sempre esteve lá, mas que eu nunca tinha me dado ao trabalho de explorar antes.

— Quer experimentá-lo agora? — Ana perguntou enquanto me entregava um tubinho de lubrificante à base de água. Eucorei que sim e ela começou a me ensinar como usar o Hitachi Magic Wand corretamente, colocando-o no modo mais fraco primeiro para que eu pudesse me acostumar com a sensação antes de aumentar a intensidade.

Eu segui suas instruções enquanto ela observava minha expressão facial para saber se estava tudo bem comigo ou não. Quando finalmente achei que estava pronta, liguei o brinquedo e o coloquei na parte interna das minhas coxas, sentindo aquela vibração gostosa se espalhar por todo meu corpo.

Era uma sensação incrível, algo que eu nunca tinha sentido antes em toda a minha vida. Era como se cada músculo do meu corpo estivesse relaxando enquanto eu me deixava levar pelo prazer intenso que o Hitachi Magic Wand estava me proporcionando.

Eu fiquei lá por algum tempo, apenas sentindo tudo aquilo e aproveitando cada segundo daquele momento especial só para mim mesma. Quando finalmente pareceu certo demais, desliguei o brinquedo e agradeci a Ana por toda sua ajuda e paciência comigo durante todo aquele tempo.

— Não precisa agradecer — ela disse enquanto colocava os brinquedos de volta na gaveta e fechava a loja atrás de mim. — Foi um prazer te ajudar a conhecer melhor seu próprio corpo e seus próprios desejos sexuais. Lembre-se sempre disso quando você estiver em casa sozinha, procurando por algum novo brinquedo para experimentar ou apenas querendo aproveitar aquele momento especial só para você mesma.

Eu saí da loja me sentindo diferente de antes, como se finalmente tivesse descoberto uma parte minha que sempre esteve lá, mas que eu nunca tinha me dado ao trabalho de explorar antes. Era uma sensação gostosa e excitante, algo que eu não trocaria por nada neste mundo.

Enquanto caminhava de volta para casa, percebi que estava sorrindo sozinha sem nenhum motivo aparente. Mas então lembrei do que havia acontecido naquela tarde e comecei a rir alto enquanto pensava em tudo o que tinha aprendido na sex shop com Ana.

Quando cheguei em casa, fui direto para meu quarto e peguei todos os brinquedos sexuais que eu tinha comprado lá dentro. Eu queria experimentá-los novamente, agora que estava sozinha e poderia fazer isso à vontade sem ter que me preocupar com mais ninguém além de mim mesma.

Comecei com o vibrador clássico, colocando-o em minha boceta e sentindo aquela sensação gostosa se espalhar por todo meu corpo enquanto eu ligava o brinquedo no modo mais fraco. Eu fiquei lá por algum tempo, apenas aproveitando tudo aquilo enquanto imaginava todas as coisas gostosas que ainda estava por vir.

Depois de alguns minutos, decidi aumentar a intensidade do vibrador e logo comecei a sentir aquela sensação gostosa se tornar ainda mais intensa e poderosa. Era como se cada músculo do meu corpo estivesse relaxando enquanto eu me deixava levar pelo prazer intenso que o brinquedo estava me proporcionando.

Quando não aguentava mais, tirei o vibrador da minha boceta e comecei a massagear meus mamilos com as pontas dos dedos enquanto imaginava um homem lindo e musculoso fazendo isso comigo na cama. Eu gemi alto enquanto sentia meu corpo todo formigar de tanto tesão, então liguei novamente o Hitachi Magic Wand e coloquei-o em minha boceta para sentir ainda mais daquele prazer gostoso que estava me consumindo por completo.

Eu fiquei lá por algum tempo, apenas aproveitando tudo aquilo enquanto imaginava todas as coisas gostosas que ainda estavam por vir. Logo percebi que estava chegando ao meu ponto de maior excitação e comecei a gemer cada vez mais alto enquanto sentia meu corpo todo tremer de tanto prazer.

Quando finalmente não aguentava mais, tirei o Hitachi Magic Wand da minha boceta e me deixei levar pelo orgasmo mais gostoso que já tinha sentido em toda a minha vida. Foi como se todas as minhas células tivessem explodido ao mesmo tempo enquanto eu gritava alto de tanto prazer e satisfação.

Depois de algum tempo, finalmente percebi o quão cansada estava depois de tudo aquilo e fui para o banheiro tomar um banho gelado antes de dormir. Enquanto me olhava no espelho, não pude evitar sentir uma pontada de vergonha por ter me deixado levar tanto assim pela minha própria excitação.

Mas então lembrei do que Ana tinha me dito naquela tarde na sex shop: não havia nada de errado em explorar nossos próprios desejos sexuais desde que fizéssemos isso com cuidado e respeito por nós mesmas. E eu tinha feito exatamente isso, então não precisava me sentir envergonhada ou enciumada com nada do que havia acontecido entre quatro paredes.

Com esse pensamento em mente, fui para a cama e adormeci logo depois, sonhando com todas as coisas gostosas que ainda estavam por vir na minha vida sexual.