Fora de temporada, o único restaurante tinha quatro mesas

Janeiro passado, praia quase vazia. O único restaurante aberto era o de frente pro mar com quatro mesas de plástico. Os dois chegaram sozinhos, em horários diferentes. O garçom pôs os dois na mesma mesa sem perguntar. Nenhum dos dois reclamou.

Eu cheguei primeiro ao restaurante, o único aberto naqueles dias fora de temporada. A praia estava quase vazia, apenas alguns pássaros aproveitando o silêncio para se banhar no mar tranquilo. O sol ainda estava forte, mas a brisa do mar já anunciava a chegada do entardecer.

O restaurante não tinha nada de especial, quatro mesas de plástico brancas e uma pequena estrutura de madeira que funcionava como cozinha e balcão. O garçom, um homem mais velho com a pele queimada de sol, me cumprimentou com um aceno de cabeça e apontou para uma das mesas vazias.

Eu me sentei de frente para o mar, observando as ondas enquanto aguardava meu pedido. Não demorou muito para que outra pessoa chegasse ao restaurante. Era um homem, alto e Bronzeado, com cabelos castanhos e um sorriso aberto. Ele também foi indicado para uma mesa vazia, mas o garçom, sem nem perguntar, o sentou na mesma mesa que eu.

Eu não reclamei, afinal, estava sozinha e não via problema em dividir a mesa com alguém. O homem se apresentou como Lucas e eu como Isabel. Conversamos sobre o clima, sobre a praia vazia e sobre o fato de estarmos sozinhos fora de temporada. Eu percebi que havia uma tensão entre nós, uma química que se iniciou desde o primeiro olhar.

O garçom chegou com nossos pedidos e, enquanto comíamos, a conversa fluía naturalmente. Lucas era engraçado e inteligente, e eu percebi que estava me sentindo à vontade com ele. A cada sorriso, a cada olhar, a tensão entre nós aumentava.

Depois do jantar, nós decidimos dar uma caminhada na praia. A lua estava cheia e a areia ainda estava quente do sol do dia. Caminhamos em silêncio, apenas ouvindo o som das ondas e sentindo a brisa do mar em nossos rostos.

Eu não sei exatamente quando foi que aconteceu, mas em certo momento eu percebi que eu estava com as mãos de Lucas nas minhas, e que nós estávamos parados frente a frente. Ele se aproximou de mim e eu não fiz nada para impedi-lo. Seus lábios tocaram os meus e eu senti uma explosão de desejo dentro de mim.

Eu não resisti, eu não queria resistir. Eu queria aqueles lábios em mim, em todos os lugares. Nós começamos a caminhar de volta para o restaurante, mas parávamos a cada poucos passos para nos beijar novamente. Quando chegamos ao restaurante, já era tarde demais para qualquer outra pessoa ter chegado. Estávamos completamente sozinhos.

Lucas abriu a porta do restaurante e me levou para dentro. Ele me sentou em uma das mesas e começou a explorar meu corpo com suas mãos e boca. Eu podia sentir sua ereção através da calça, e eu queria tanto senti-lo dentro de mim.

Eu comecei a tirá-lo da roupa, e ele fez o mesmo comigo. Em breve estávamos nus, com nossas mãos e bocas explorando cada centímetro do corpo do outro. Eu podia sentir sua respiração quente em meu pescoço enquanto ele me beijava e acariciava meus seios.

Eu guiei ele para dentro de mim e nós começamos a nos movimentar em um ritmo perfeito. Eu podia sentir cada centímetro dele dentro de mim, e eu não queria que aquilo acabasse nunca. Nós estávamos completamente perdidos um no outro, e o mundo ao nosso redor não existia mais.

Depois de algum tempo, eu podia sentir que estávamos chegando ao limite. Eu podia sentir meu corpo se contraindo e Lucas começou a se movimentar cada vez mais rápido dentro de mim. Quando atingimos o clímax, foi como uma explosão de prazer que nos deixou completamente exaustos.

Nós nos deitamos na mesa de plástico, com nossos corpos entrelaçados, e ficamos assim por um longo tempo. Não havia necessidade de palavras, apenas o som de nossas respirações se misturando ao som das ondas do mar ao fundo.

Quando finalmente saímos do restaurante, já era quase madrugada. Nós nos despedimos com um beijo longo e intenso, e eu pude sentir que aquele seria um momento que eu levaria para sempre comigo. Um momento de paixão e desejo, fora de temporada, no único restaurante aberto na praia quase vazia.

Quando saímos do restaurante, percebemos que havia um homem velho sentado em uma espreguiçadeira próximo da praia, olhando para o mar. Ele estava muito quieto e não tinha se movido durante todo o tempo em que estivemos no restaurante. Lucas e eu nos olhamos, e eu pude sentir que havia algo de estranho naquele homem. Mas nós não nos aproximamos dele, apenas começamos a caminhar de volta para o hotel.

Enquanto caminhávamos, percebemos que a praia estava muito silenciosa, quase assustadora. Não havia nenhum som além do som das ondas do mar e do vento soprando através das árvores. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas eu podia sentir que algo estava errado.

Quando chegamos ao hotel, percebemos que a porta da frente estava aberta. Eu não lembrava de ter deixado a porta aberta, e eu comecei a me preocupar com o que poderia ter acontecido lá dentro.

Enquanto caminhávamos pelo corredor escuro do hotel, podíamos sentir uma presença estranha no ar. Lucas e eu trocamos um olhar preocupado e começamos a procurar por algum sinal de vida. Quando chegamos à porta do quarto, percebemos que havia algo escrito na parede com tinta vermelha. Era uma mensagem assustadora que dizia "Vão embora ou será pior para vocês". Eu podia sentir meu coração batendo cada vez mais rápido enquanto Lucas tentava acender a luz do quarto, mas nada acontecia. Estávamos completamente no escuro, com apenas o som de nossas respirações ecoando pelo quarto.

Lucas decidiu ligar para a recepção do hotel para ver se alguém poderia nos ajudar, mas o telefone estava mudo. Começamos a procurar por algum objeto que pudesse nos ajudar a nos defender, mas o quarto estava vazio. Era como se tivéssemos sido completamente isolados do mundo exterior.

De repente, ouvimos um barulho vindo do banheiro. Parecia que alguém estava mexendo nos canos. Lucas pegou uma cadeira e começou a se aproximar do banheiro enquanto eu ficava atrás dele, tremendo de medo. Quando abriu a porta, não havia ninguém lá, mas a janela estava aberta e dava para a praia. Era óbvio que alguém tinha entrado no quarto pelo banheiro.

Lucas decidiu sair para procurar pelo homem que tínhamos visto na praia enquanto eu ficava no quarto, trancando a porta atrás dele. Eu estava apavorada, mas não ia deixar que o medo me paralisasse. Comecei a procurar por alguma coisa que pudesse me ajudar a me defender, quando ouvi uma voz atrás de mim. Era o homem velho que tínhamos visto na praia. Ele estava de pé na porta do quarto, com uma faca na mão e um olhar selvagem no rosto.

"O que você está fazendo aqui?" eu perguntei, tentando disfarçar o medo em minha voz.

"Eu só quero conversar", ele disse, com um sorriso assustador. "Vocês não deviam ter vindo para cá. Esta praia não é segura para turistas como vocês."

"O que você quer dizer com isso?" eu perguntei, enquanto meu coração batia cada vez mais rápido.

"Esta praia é minha", ele disse, aproximando-se de mim. "Eu sou o guardião desta praia e não deixo ninguém perturbar minha paz. Vocês deviam ter ido embora quando puderam."

Eu não sabia o que fazer. Ele estava ficando cada vez mais perto de mim e eu não tinha nenhuma maneira de me defender. Foi então que ouvi uma voz familiar vindo da porta do banheiro. Era Lucas, com uma expressão determinada no rosto.

"Deixe-a em paz", ele disse, apontando uma cadeira para o homem. "Não vá embora, eu não vou deixar você machucá-la."

O homem começou a rir, mas eu podia ver que ele estava começando a se preocupar com a presença de Lucas. Ele começou a recuar enquanto eu pegava um abajur na mesa ao meu lado e o jogava nele. O homem gritou de dor e começou a correr para fora do quarto enquanto Lucas e eu começamos a correr atrás dele.

Corremos pela praia, perseguindo o homem enquanto ele tentava fugir de nós. Mas não havia para onde ele pudesse escapar. Logo ele estava cercado por nós dois e começou a gritar por ajuda. Foi então que percebemos que havia outras pessoas na praia, escondidas nas sombras. Eram outros guardiães da praia, armados com facas e paus. Eles começaram a se aproximar de nós enquanto o homem começava a correr para longe da praia.

Lucas e eu percebemos que não tínhamos chance contra eles e começamos a correr também, tentando nos distanciar deles enquanto eles nos perseguissam pela praia. Corremos o mais rápido que pudemos enquanto eles nos xingavam e ameaçavam nos machucar. Mas não íamos desistir tão fácil. Continuamos correndo até chegarmos ao estacionamento, onde pegamos nosso carro e começamos a dirigir para longe da praia o mais rápido possível.