Seis meses nadando na raia ao lado dela sem trocar uma palavra — até a raia ficar ocupada
Raias opostas, mesmo condomínio, às seis da manhã, todo dia útil, por seis meses. Pela primeira vez, a raia dela estava ocupada quando eu cheguei. Ela fez sinal pra eu entrar na mesma.
Eu acordava todos os dias às cinco e meia da manhã. Me vestia rapidamente e descia até a piscina do condomínio, onde nadava minhas voltas como um relógio, sempre na mesma raia. Era minha rotina há seis meses, desde que me mudei para aquele lugar.
Até então, nunca tinha visto ninguém tão cedo pela manhã na piscina. Mas isso mudou quando ela chegou. A partir daquele momento, havia outra pessoa nadando na raia oposta à minha todas as manhãs. Ela não falava comigo e eu não falava com ela. Apenas nadávamos em silêncio, como se fôssemos dois peixes numa espécie de dança aquática.
Ela era alguns anos mais nova do que eu, com um corpo esguio e musculoso, resultado dos muitos exercícios na água. Seus cabelos longos e escuros estavam sempre presos em um rabo de cavalo alto, e ela usava óculos de natação que escondiam seus olhos, mas não a beleza de seu rosto. Havia algo de misterioso nela, alguma coisa que me deixava curioso para saber mais sobre ela.
Certo dia, quando cheguei à piscina, vi que a raia dela estava ocupada por outra pessoa. Ela fez sinal para eu entrar na mesma raia onde ela nadava. Hesitei por um momento, mas acabei entrando. Começamos a nadar juntos, nossas braçadas sincronizadas com uma precisão surpreendente. Era estranho estar tão perto dela depois de tanto tempo nadando emparallelismo silencioso.
Comecei a perceber que ela não era apenas bonita, mas também muito boa nadadora. Seus movimentos eram fluidos e eficientes, como se ela estivesse realmente mergulhada no elemento água. Eu sentia uma espécie de tensão entre nós, algo elétrico e poderoso que fazia meu coração bater mais rápido do que o normal.
Os dias foram passando e continuamos nadando juntos todas as manhãs. Começamos a conversar enquanto fazíamos nossadeira, primeiro sobre coisas sem importância, como o tempo ou os outros moradores do condomínio.
Eu olhei para ela surpreso enquanto continuávamos nadando em direção ao fundo da piscina. Ela sorriu timidamente e disse:
"Desculpe, eu não deveria ter pedido isso. Foi meio impulsivo da minha parte."
Não respondi de imediato, apenas continuei nadando ao seu lado. Quando chegamos ao fim da raia, viramos juntos para voltarmos.
"Eu aceito", falei finalmente, olhando em seus olhos através dos óculos dela. Ela abriu um sorriso ainda mais amplo e meu coração deu um pequeno salto dentro do peito.
Na manhã seguinte, depois de terminarmos nossas braçadas matinais, saímos da piscina juntos e fomos para o apartamento dela. Enquanto subíamos as escadas em direção ao seu andar, percebi que minha mão estava roçando na dela a cada degrau. Era como se estivéssemos conectados por uma energia invisível que nos atraía um para o outro.
Chegamos ao seu pequeno balcão de café da manhã, onde havia duas xícaras de café e alguns doces já dispostos sobre uma pequena mesa. Ela me fez sentar enquanto ela mesma servia o café e oferecia os docinhos.
"Eu não sei muito sobre você", disse ela depois que nos sentamos para tomar nosso café.
Comecei a rir e respondi: "Bom, eu sou o Caio, tenho 32 anos e trabalho como designer gráfico em uma agência de publicidade aqui na cidade. E você? O que faz além de nadar todos os dias como se não houvesse amanhã?"
"Eu sou a Luana", disse ela sorrindo. "Tenho 27 anos e trabalho como fotógrafa freelancer. Adoro meu trabalho, mas às vezes fica meio solitário quando tenho que passar horas sozinha em sessões de fotos ou editando imagens no computador."
Conversamos sobre nossas vidas profissionais enquanto terminávamos nosso café e comíamos alguns doces. Eu percebi que havia algo mais ali além da atração física - tínhamos uma conexão real, como se já nos conhecêssemos há muito tempo.
Quando terminamos de comer, Luana começou a recolher as coisas da mesa. Enquanto ela estava virada para o balcão, fui até ela e toquei suavemente em seu ombro.
"Eu gostaria de beijar você agora", sussurrei no ouvido dela.
Ela virou-se devagar e nossos olhos se encontraram novamente. Ela sorriu e disse:
"Eu também queria isso."
Nossas bocas se juntaram em um beijo apaixonado enquanto nossas línguas dançavam uma com a outra, explorando cada centímetro de nossas bocas. Eu podia sentir o coração dela batendo rapidamente contra meu peito enquanto nos abraçávamos com força.
Quando finalmente nos separamos para respirar, ela sorriu novamente e disse:
"Eu acho que isso foi muito melhor do que só nadar juntos."
Concordei completamente com ela e respondi: "Sim, foi mesmo. E eu gostaria de fazer mais coisas além de nadar com você, Luana."
Depois daquele beijo apaixonado, Luana e eu ficamos abraçados por alguns instantes, aproveitando o momento e sentindo o calor do corpo um do outro. Logo em seguida, ela tomou minha mão e começou a me guiar pelo pequeno apartamento dela, mostrando-me onde estava cada coisa enquanto conversávamos sobre nossas vidas.
"Eu amo fotografar pessoas", ela disse enquanto abríamos uma porta que dava para um quarto com várias fotos penduradas nas paredes. "Cada rosto é uma história esperando para ser contada e eu adoro poder capturar isso em minhas imagens."
Fiquei impressionado com a quantidade de trabalho que ela tinha ali, desde retratos de pessoas comuns até fotografias de modelos profissionais. Luana me explicou que fazia ambos os tipos de trabalho, dependendo do que estivesse sendo oferecido ou pedido por seus clientes.
Enquanto observávamos suas fotos, não pude deixar de notar como ela ficava animada ao falar sobre seu trabalho. Era óbvio que tinha paixão pelo que fazia e isso a deixava ainda mais atraente para mim.
Depois de sairmos do quarto dela, fomos até a cozinha e começamos a preparar algo para almoçarmos juntos. Enquanto trabalhamos lado a lado, cortando legumes e temperando a carne, não conseguimos deixar nossas mãos paradas. Elas tinham vida própria e se tocavam cada vez que podiam, enviando pequenas correntezas de eletricidade pelo meu corpo.
Quando finalmente terminamos o almoço, nos sentamos à mesa e começamos a comer enquanto conversávávamos sobre nossos planos para o futuro. Descobrimos que ambos tínhamos vontade de viajar mais, conhecer novos lugares e experiências diferentes. Luana tinha uma lista de destinos que gostaria de fotografar algum dia, enquanto eu tinha uma lista de cidades onde gostaria de expôr meu trabalho como designer gráfico.
A conversa fluiu tão facilmente quanto o vinho que bebíamos com nosso almoço. Não havia tensão ou desconforto entre nós, apenas uma sensação gostosa de pertencimento e companheirismo. Depois do almoço, decidimos ir para a sala de estar e assistir a um filme juntos. Encolhemos no sofá um ao lado do outro, com nossas pernas se tocando de vez em quando e fazendo meu coração bater mais rápido.
No meio do filme, percebi que Luana estava dormindo peacefulmente com sua cabeça apoiada em meu ombro. Sorri para mim mesmo e aproveitei aquele momento para observá-la melhor. Ela era ainda mais linda quando estava dormindo, com seu rosto tranquilo e livre de preocupações.
Quando o filme acabou, eu gentilmente acordei Luana e perguntei se ela gostaria que eu fosse embora ou ficasse um pouco mais. Ela sorriu sonolenta e disse: "Eu adoraria que você ficasse, Caio". Então, tomei sua mão novamente e a segui até seu quarto, onde passamos o restante do dia juntos, explorando nossos corpos e descobrindo novas sensações com cada toque e beijo.
No final daquele dia perfeito, enquanto deitávamos lado a lado olhando para o teto, não pude deixar de sentir que tinha encontrado algo especial em Luana. Algo que ia muito além do desejo físico que sentíamos um pelo outro. Havia uma conexão real entre nós, uma conexão que eu esperava poder explorar mais a fundo nos meses seguintes.
E assim começou nossa história juntos, com seis meses nadando na raia ao lado dela sem trocar uma palavra e depois de tantos outros momentos maravilhosos juntos, percebemos que nosso amor tinha se tornado algo tão natural quanto nossas braçadas diárias na piscina.
Os meses passaram rapidamente enquanto Caio e Luana continuavam a se conhecer cada vez mais fundo. Eles passaram longos fins de semana juntos, explorando novos lugares e experimentando novas coisas. Caio levou Luana para um passeio de balão de ar quente sobre as montanhas, enquanto Luana levou Caio para uma sessão de fotos em um parque nacional, onde ela o ensinou a fotografar com sua câmera analógica.
Eles também passaram muito tempo juntos em casa, cozinhando juntos, assistindo filmes e conversando até altas horas da noite. Cada vez mais, Caio percebia que estava se apaixonando profundamente por Luana. Ele amava tudo nela, desde seu senso de humor até sua paixão pela vida e sua habilidade incrível de fotografar.
Um dia, enquanto estavam sentados na varanda da casa dela, tomando vinho e observando o sol se pôr, Caio decidiu que era hora de fazer algo mais romântico. Ele pegou a mão dela e disse: "Eu tenho uma surpresa para você. Feche os olhos".
Luana fechou os olhos e deixou Caio levá-la até seu quarto. Quando ela abriu os olhos novamente, ficou boquiaberta com o que viu. O quarto estava cheio de velas acesas e pétalas de rosa espalhadas pelo chão. No meio do quarto, havia uma mesa com dois lugares postos, completa com talheres de prata e copos de cristal.
"Caio, isso é lindo!", disse Luana, emocionada.
"Eu só queria fazer algo especial para você", respondeu Caio, sorrindo. "Vamos sentar?"
Eles se sentaram à mesa e começaram a jantar enquanto conversavam sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Depois do jantar, eles se abraçaram no meio do quarto e começaram a dançar lentamente ao som de uma música suave que tocava ao fundo.
Enquanto dançavam, Caio começou a beijar o pescoço de Luana, fazendo-a estremecer de prazer. Ela então levou as mãos dele até seus seios e começou a acariciá-los enquanto ele continuava a beijá-la.