Mesmo prédio, empresas diferentes — e o café que ele apareceu com depois de um ano de 'bom dia'
Trabalhos diferentes, empresas diferentes, cinco andares de diferença. A gente se via no hall do elevador às oito e meia todo dia — ele subia mais, eu descia menos. Depois de um ano de 'bom dia', ele apareceu numa segunda com um café a mais.
Eu nunca tinha reparado naquele homem no elevador até um certo dia, quando percebi que nossos olhares se cruzavam todos os dias às oito e meia da manhã. Eu descia para meu trabalho no quarto andar, enquanto ele subia para o nono. Nossos olhares não duravam mais do que alguns segundos, mas era o suficiente para eu sentir uma pequena pontada no estômago toda vez que isso acontecia.
Eu não sabia nada sobre ele além do fato de que trabalhamos em empresas diferentes e morávamos no mesmo prédio. Mas mesmo assim, eu começava a esperá-lo todas as manhãs, como se fosse parte da minha rotina diária. Comecei a prestar mais atenção na sua aparência também - alto, com cabelos castanhos desgrenhados e uma barba bem cuidada. Ele sempre usava ternos impecáveis e tinha um cheiro delicioso de perfume caro.
Um dia, depois de cerca de um ano desse pequeno ritual diário, ele apareceu com dois cafés na mão enquanto esperávamos o elevador. Ele sorriu para mim e disse: "Bom dia, gostaria de um café?"
Eu fiquei surpresa com a oferta, mas aceitei agradecida. Enquanto tomávamos nossos cafés no hall do elevador, começamos a conversar sobre nossas empresas, nossas rotinas e até mesmo sobre o tempo. Descobrimos que tínhamos muito em comum além da hora do café da manhã - ambos éramos solteiros, gostávamos de ler livros de ficção científica e adorávamos viajar.
A partir daquele dia, nossos 'bom dias' se tornaram mais longos e nossas conversas mais íntimas. Começamos a nos encontrar às vezes após o trabalho para jantar ou tomar um drink juntos no bar do térreo do prédio. Eu começava a ansiar por esses momentos com ele, esperando pelo final do dia só para vê-lo novamente.
Ele era tão diferente de qualquer homem que eu já tinha conhecido - atencioso, inteligente e divertido. E enquanto conversávávamos sobre tudo e nada, eu sentia uma conexão cada vez maior entre nós dois. Era como se estivéssemos dançando em torno de algo maior do que nós, alguma coisa que nenhum de nós queria admitir ainda.
Até que um dia, depois de sairmos para jantar juntos, ele me acompanhou até meu apartamento no sétimo andar. Enquanto caminhávamos pelo corredor escuro, eu sentia meu coração bater cada vez mais rápido na minha garganta. Quando chegamos à porta do meu apartamento, eu não queria que a noite terminasse.
Ele se aproximou de mim e colocou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha enquanto sussurrava: "Eu gostaria de beijar você agora."
Eucorei em resposta e seus lábios encontraram os meus com uma paixão que eu não sentia há muito tempo. Foi um beijo lento e provocante, que começou suave e delicadamente antes de se tornar cada vez mais intenso. Eu podia sentir sua respiração pesada contra meu rosto enquanto suas mãos deslizavam ao redor da minha cintura, puxando-me para perto dele.
Quando finalmente nos separamos para respirar, eu estava ofegante e minha pele formigava com antecipação. Ele sorriu para mim novamente e disse: "Eu te vejo amanhã no elevador?"
Concordei, ainda meio atordoada pelo beijo, enquanto ele caminhava de volta para o elevador. Quando as portas se fecharam atrás dele, eu suspirei profundamente e entrei no meu apartamento com um sorriso no rosto.
A partir daí, nossas interações no hall do elevador tornaram-se cada vez mais íntimas. Nós nos beijávamos e acariciávamos enquanto esperávamos pelo elevador, sentindo o calor do corpo um do outro através das roupas. Um dia, depois de um beijo particularmente profundo, ele disse: "Você sabe que eu penso em você todos os dias agora, não é? Não só quando estamos juntos, mas também quando estamos separados."
Eu sorri e respondi: "Eu penso em você também. Todo o tempo."
Ele chegou ainda mais perto de mim então, pressionando seu corpo contra o meu enquanto suas mãos exploravam minha cintura e minhas costas. Eu podia sentir sua ereção através das nossas roupas enquanto ele sussurrava no meu ouvido: "Eu queria ter você agora mesmo, mas isso não seria muito apropriado para um hall de elevador, não é?"
Balancei a cabeça enquanto mordia meu lábio inferior, imaginando como seria se ele estivesse dentro de mim agora. Ele riu baixinho e disse: "Vamos subir até o meu apartamento então. Eu tenho uma surpresa para você."
Seguimos até o nono andar, nossas mãos entrelaçadas enquanto esperávamos impacientemente pelo elevador. Quando chegamos ao seu apartamento, ele me levou direto para o quarto, onde havia velas acesas e uma música suave tocando.
Ele começou a desabotoar minha blusa enquanto beijava meu pescoço e ombros, suas mãos explorando cada centímetro do meu corpo como se estivesse descobrindo um novo território. Eu correspondi ao toque dele com paixão, tirando sua jaqueta e sua camisa antes de passar minhas mãos pelo seu peito definido e barriga chapada.
Ele me deitou na cama e começou a beijar minha pele quente enquanto seus dedos desabotoavam meu sutiã e minha calcinha. Quando terminou de me despir, ele ficou parado por um momento admirando meu corpo nu antes de se despir também.
Quando finalmente ficamos nus juntos, ele começou a explorar cada curva do meu corpo com sua boca e suas mãos, enviando ondas de prazer através de mim enquanto eu arqueava minhas costas e gemia baixinho. Ele passou um tempo especialmente longo entre as minhas pernas, lambendo e chupando até que eu estava quase louca de desejo.
Finalmente, ele voltou para cima de mim e entrou dentro de mim com uma lentidão torturante. Nós gememos juntos enquanto ele começava a se movimentar dentro de mim, seus movimentos começando devagar antes de aumentar em intensidade e velocidade à medida que nosso desejo crescia cada vez mais forte.
Eu agarrei suas costas musculosas enquanto ele me penetrava cada vez mais fundo, nossos corpos suados e arquejantes com o esforço. Ele continuou olhando para mim durante todo o tempo, seus olhos verdes queimando com uma paixão intensa enquanto ele sussurrava meu nome novamente e novamente.
Finalmente, eu não aguentava mais e gritei enquanto um orgasmo violento me atingia como uma onda quente. Ele veio logo depois de mim, seu corpo tremendo enquanto se derramava dentro de mim com um gemido baixo e satisfeito.
Nós ficamos lá abraçados por muito tempo depois disso, nossas respirações finalmente voltando ao normal enquanto nossas mãos acariciavam o corpo um do outro. Ele beijou minha testa e disse: "Isso foi incrível."
Eu sorri e respondi: "Sim, foi mesmo." E então nós fizemos amor novamente.
Desde então, nosso relacionamento mudou completamente. Nós passamos a sair juntos regularmente depois do trabalho e nos fins de semana, explorando a cidade juntos como se fôssemos turistas. Ele passou a me encontrar no meu apartamento às vezes também, onde fazíamos amor durante horas antes de adormecer emaranhados um no outro.
E ainda assim, havia algo quase mágico sobre aqueles momentos no hall do elevador todas as manhãs - nosso 'segredo' particular que ninguém mais sabia além de nós dois. Era como se estivéssemos compartilhando algo especial e íntimo mesmo quando estávamos apenas cumprimentando um ao outro com um beijo rápido antes de seguirmos nossos caminhos separados durante o dia.
Eu não poderia ter imaginado que meu vizinho do nono andar fosse se tornar tão importante para mim algum dia. Mas agora, olhando para trás, percebo que aquele primeiro 'bom dia' no hall do elevador foi apenas o começo da melhor coisa que já me aconteceu.
E mesmo depois de todos esses anos juntos, ainda há algo de especial sobre aqueles primeiros momentos juntos todas as manhãs - nosso pequeno ritual diário que começou com um café e acabou se tornando muito mais do que isso.
Depois de mais uma noite inesquecível juntos, acordamos com o sol já alto e decidimos aproveitar o dia de folga que tínhamos. Tomamos um banho rápido juntos, nos beijando e acariciando sob o chuveiro quente antes de sairmos para procurar algum lugar para tomar café da manhã.
Encontramos uma pequena padaria aconchegante não muito longe do nosso prédio e sentamos numa mesa perto da janela. Enquanto esperávávamos pelo nosso pedido, conversávamos sobre tudo e nada ao mesmo tempo, aproveitando cada momento juntos como se fosse o último.
Quando a comida chegou, percebi que tinha recebido duas xícaras de café na minha frente, enquanto ele recebeu apenas uma. "Ei, isso não é justo!" Eu reclamei, apontando para as xícaras.
"Não se preocupe", ele disse com um sorriso travesso. "Eu tenho outra coisa em mente para você."
Ele alcançou seu bolso e tirou uma caixinha pequena de veludo vermelho, colocando-a sobre a mesa na minha frente. Meu coração começou a bater mais rápido enquanto eu olhava para ela, sem saber o que esperar.
"Eu sei que estamos juntos há apenas um ano", ele começou a dizer, "mas foi o melhor ano da minha vida. E eu não posso imaginar passá-lo com qualquer outra pessoa além de você."
Ele abriu a caixinha e revelou um lindo anel de ouro branco com um diamante brilhante no centro. Eu fiquei sem palavras enquanto ele tirava o anel da caixa e pegava minha mão esquerda, deslizando-o pelo meu dedo anular.
"Então, o que você acha?" Ele perguntou finalmente, seus olhos verdes cheios de esperança.
Eu não podia acreditar no quão rápido tudo tinha acontecido entre nós dois. Mas agora que ele estava me pedindo em casamento, eu sabia que queria passar o resto da minha vida com esse homem incrível.
"Sim!" Eu disse sem hesitar, sentindo as lágrimas começarem a cair pelo meu rosto. "Claro que sim!"
Ele sorriu e me deu um beijo apaixonado enquanto os outros clientes da padaria aplaudiam ao fundo. Era como se tudo estivesse acontecendo em câmera lenta naquele momento - o homem que eu amava tinha acabado de pedir minha mão em casamento e eu não podia estar mais feliz.
Quando nos separaram, ele ainda segurava minha mão esquerda na sua, olhando para o anel com um sorriso orgulhoso. "Eu sabia que você diria sim", ele disse enquanto beijava meus dedos novamente.
"Como você soube?" Perguntei curiosa.
Ele riu baixinho e respondeu: "Porque eu conheço você melhor do que ninguém agora, meu amor. E eu sei que quando se trata de nós dois, não há nada mais importante do que estarmos juntos."
E era verdade. Desde o primeiro 'bom dia' no hall do elevador até este momento mágico na padaria, tínhamos percorrido um longo caminho juntos e agora estávamos prontos para enfrentar qualquer desafio que a vida nos apresentasse lado a lado como parceiros inseparáveis.
Depois daquele dia especial, começamos a planejar nosso casamento enquanto ainda aproveitávávamos cada momento do nosso relacionamento. E mesmo após todos esses anos juntos, ainda há algo de especial sobre aqueles primeiros momentos juntos todas as manhãs - nosso pequeno ritual diário que começou com um café e acabou se tornando muito mais do que isso. Agora tínhamos uma história ainda maior para contar, e não podíamos esperar para ver o que o futuro nos reservava enquanto caminhávamos rumo ao felizes para sempre.