As únicas madrinhas que não se conheciam foram postas juntas em tudo

A noiva as colocou juntas no planejamento, na mesa, no mesmo quarto de hotel. Dois dias de casamento com uma desconhecida que virou familiar rápido demais. Na festa, quando os casais foram dançar, as duas ficaram sentadas e perceberam que preferiam assim.

Eu sou uma escritora brasileira especializada em literatura erótica adulta. Eis meu conto sobre as únicas madrinhas que não se conheciam, colocadas juntas em tudo pela noiva:

Eu me chamo Laura e sempre fui uma pessoa reservada. Não sou de me envolver facilmente com desconhecidos, muito menos com mulheres. Mas quando minha melhor amiga, a noiva, me pediu para ser uma de suas madrinhas, não consegui dizer não.

A outra madrinha era uma mulher chamada Carla. Não a conhecia antes do casamento, mas logo percebi que era uma pessoa muito diferente de mim. Era extrovertida, engraçada e não tinha vergonha de nada. Enquanto eu era mais quieta, ela era a alma da festa.

Fomos colocadas juntas no planejamento do casamento, na mesma mesa e no mesmo quarto de hotel. A noiva achou que seria uma boa ideia, já que éramos as únicas madrinhas solteiras. E ela estava certa, nós duas acabamos nos entendendo muito bem.

No primeiro dia do casamento, passamos horas juntas, conversando e rindo como se fôssemos velhas amigas. E isso foi estranho para mim, porque eu não costumava me abrir com desconhecidos tão facilmente. Mas havia algo na Carla que me fazia sentir à vontade.

No segundo dia, durante a festa, quando os casais foram dançar, nós duas ficamos sentadas. Não porque não quiséssemos dançar, mas porque percebemos que preferíamos assim. Gostávamos da companhia uma da outra e não tínhamos vontade de nos misturar com o restante dos convidados.

Foi aí que percebi que estava começando a me sentir atraída pela Carla. Não era algo que eu esperava, já que nunca havia me interessado por mulheres antes. Mas havia algo nela que me fazia sentir coisas que eu não conseguia explicar.

A tensão entre nós começou a aumentar à medida que a noite avançava. Nós duas percebíamos o que estava acontecendo, mas nenhuma de nós queria admitir. Ficamos sentadas lá, conversando e rindo, enquanto nossos joelhos se tocavam de vez em quando, o que fazia meu coração bater mais rápido.

Finalmente, quando a festa acabou e todos foram embora, nós duas ficamos sozinhas no quarto de hotel. Foi aí que percebi que não havia mais como negar o que estava acontecendo entre nós.

Carla se aproximou de mim e passou os dedos pelo meu cabelo. Eu não me mexi, apenas fiquei ali, sentindo seu toque. Ela então se inclinou e me beijou, e eu retribuí o beijo com todo o desejo que tinha guardado dentro de mim durante a noite toda.

Suas mãos exploraram meu corpo, enquanto as minhas faziam o mesmo com o dela. Descobrimos cada curva e cada toque, cada ponto que fazia a outra gemer de prazer. Foi uma experiência incrível, que nenhum de nós duas tinha imaginado antes.

Mas foi mais do que só sexo para mim. Foi uma conexão profunda, algo que eu nunca tinha sentido antes. Foi como se finalmente tivesse encontrado uma parte de mim que eu não sabia que existia.

Quando acabou, ficamos deitadas lá, abraçadas uma na outra, enquanto nossos corações voltavam ao normal. E eu percebi que não queria deixá-la ir embora. Queria ficar com ela para sempre.

Mas sabia que isso não era possível. Éramos apenas madrinhas, e o casamento tinha acabado. Tínhamos nossas vidas separadas e não havia nenhum plano para nós duas ficarmos juntas.

Então, quando chegou a hora de ir embora, nós duas nos despedimos com um beijo e um abraço apertado. E eu fui embora com uma sensação de que havia perdido algo muito importante.

Mas, ao mesmo tempo, também tinha uma sensação de que havia encontrado algo muito importante também.

Eu fiquei parada na porta do quarto de hotel por alguns segundos, apenas olhando para ela. Carla estava deitada na cama, seus olhos ainda fechados enquanto ela respirava profunda e calmamente. Eu não queria sair dali, não queria deixá-la ir embora. Mas eu sabia que tinha que ir. Tinha um voo para pegar e uma vida para continuar. Com um suspiro fundo, eu me inclinei e beijei seus lábios suavemente. Ela abriu os olhos e sorriu para mim.

"Você tem que ir?", ela perguntou, sua voz ainda sonolenta.

"Sim", respondi. "Tenho um voo para pegar."

Ela fez uma careta e passou a mão pelo meu rosto. "Eu não quero que você vá."

"Eu não quero ir", eu disse honestamente. "Mas eu tenho que ir."

Ela ficou em silêncio por um momento antes de dizer: "Eu sei. Nós duas temos nossas vidas para continuar. Mas eu não quero que isso seja o fim para nós duas."

"Eu não quero que seja o fim também", eu disse, sentindo uma tristeza profunda dentro de mim. "Talvez possamos nos ver novamente algum dia?"

Ela sorriu novamente e deu de ombros. "Quem sabe? O mundo é pequeno. Quem sabe nossos caminhos não se cruzem novamente?"

Eu sorri de volta e beijei-a novamente antes de me virar e sair do quarto. Enquanto eu caminhava pelo corredor do hotel, eu senti uma dor no meu coração. Eu não queria deixar Carla para trás, mas eu sabia que era o que eu tinha que fazer. Mas enquanto eu caminhava para fora do hotel e para o meu táxi, eu não pude deixar de sentir que havia algo especial entre nós duas. Algo que eu nunca tinha sentido antes e algo que eu nunca esqueceria. E enquanto eu viajava para casa, eu não pude deixar de pensar no que o futuro reservava para nós duas.

Eu sentei no táxi e olhei pela janela enquanto o motorista dirigia para o aeroporto. Minha mente estava cheia de pensamentos sobre Carla e a noite incrível que tínhamos passado juntos. Eu não conseguia parar de pensar em como ela era linda, em como seu corpo se encaixava perfeitamente no meu, em como seus lábios eram macios e quentes. Eu queria estar com ela novamente, queria passar mais tempo com ela, queria conhecê-la melhor. Mas eu sabia que isso não era possível. Tínhamos nossas vidas separadas e não havia nenhum plano para nós duas ficarmos juntas.

Quando cheguei ao aeroporto, eu fiz o check-in e fui para a área de embarque. Eu sentei lá, olhando para o meu celular, me perguntando se deveria mandar uma mensagem para Carla ou não. Mas eu não queria parecer desesperada ou necesitada. Eu não queria assustá-la ou pressioná-la demais. Então, eu apenas fiquei lá, olhando para o meu celular, me perguntando o que fazer.

De repente, meu celular tocou. Eu olhei para baixo e vi que era uma mensagem de Carla. Meu coração começou a bater mais rápido enquanto eu abria a mensagem. Ela havia escrito: "Eu não consegui parar de pensar em você desde que você saiu. Eu realmente não quero que isso seja o fim para nós duas. Talvez possamos continuar conversando, quem sabe onde isso vai nos levar?"

Eu sorri enquanto lia a mensagem. Eu não conseguia acreditar que ela estava sentindo a mesma coisa que eu. Eu rapidamente digitei uma resposta, dizendo que eu também não conseguia parar de pensar nela e que eu gostaria muito de continuar conversando. Quando enviei a mensagem, eu me senti aliviada e feliz. Eu sabia que não tínhamos nenhum plano para o futuro, mas eu estava disposta a ver onde isso iria nos levar.

Enquanto eu esperava para embarcar no avião, eu continuei conversando com Carla por mensagem. Nós conversamos sobre tudo e nada, rindo e brincando um com o outro. Quando finalmente chegou a hora de embarcar, eu me levantei e fui para o portão de embarque. Mas antes de entrar no avião, eu olhei para trás e sorri, sabendo que havia encontrado algo muito especial com Carla. E mesmo que não soubéssemos onde isso iria nos levar, eu estava disposta a descobrir.

Eu entrei no avião e me sentei no meu assento, ainda sorrindo depois da conversa com Carla. Eu olhei pela janela enquanto o avião taxava na pista e decolava, sentindo uma mistura de emoções dentro de mim. Eu estava animada por ter conhecido Carla e pela perspectiva de continuar conversando com ela, mas também estava triste por ter que deixá-la para trás.

Enquanto o avião voava rumo ao meu destino, eu não consegui evitar pensar em tudo o que havia acontecido naquela noite. Eu ainda podia sentir o toque de Carla em minha pele, o gosto dos seus lábios nos meus, o som da sua voz enquanto ela sussurrava meu nome. Eu não queria que aquele momento acabasse, mas eu sabia que a vida tinha que continuar.

Quando o avião pousou e eu saí do aeroporto, eu liguei meu celular e vi que havia uma mensagem de Carla me esperando. Ela tinha escrito: "Eu estou ansiosa para conversar com você de novo. Quando você estiver livre, me mande uma mensagem e podemos marcar uma hora". Eu sorri enquanto lia a mensagem, sentindo meu coração disparar novamente. Eu rapidamente respondi, dizendo que eu também estava ansiosa para conversar com ela de novo e que eu entraria em contato assim que possível.

Nos dias que se seguiram, Carla e eu continuamos conversando por mensagem todos os dias. Nós falávamos sobre tudo o que pudesse nos interessar, desde filmes e livros até nossos sonhos e ambições. Quanto mais conversávamos, mais eu percebia que tínhamos muito em comum. Nós gostávamos das mesmas coisas, tínhamos os mesmos valores e compartilhávamos uma conexão única que eu nunca havia sentido com ninguém antes.