O encanador que a síndica chamou era do meu colégio

Ele apareceu na porta com o uniforme da empresa e eu demorei uns três segundos para lembrar do nome. Quinze anos depois, o mesmo sorriso, o mesmo silêncio cheio de coisa.

A porta do meu apartamento estava aberta, assim como a janela da cozinha, que dava para o quintal interno do prédio. Eu estava no meu quarto, olhando para o teto e me perguntando por que diabos eu tinha chamado o encanador. A pia da cozinha estava entupida, sim, mas eu poderia ter tentado resolver sozinha. Não, eu tinha ligado para a empresa que o síndico recomendou e agora estava sentada na cama, ouvindo os passos do homem que estava chegando cada vez mais perto do meu quarto.

Eu estava vestindo uma camiseta antiga e uma calcinha preta, sem sutiã, e não estava com a menor intenção de me trocar. Afinal, ele era apenas um encanador. Mas quando ele apareceu na porta do meu quarto, com o uniforme azul da empresa e o cabelo meio bagunçado, demorei uns três segundos para lembrar do nome. Quinze anos depois, o mesmo sorriso, o mesmo silêncio cheio de coisas não ditas.

— Lúcio — eu disse, por fim, e ele assentiu, como se já soubesse que eu teria demorado para lembrar. — O que você vai fazer com a pia? — perguntei, porque não queria ficar ali, olhando para ele, lembrando do passado.

Ele entrou no quarto, passou por mim sem me tocar, e foi até a cozinha. Eu o segui, sentindo o cheiro dele, uma mistura de sabão em pó e alguma coisa que eu não conseguia identificar. Ele abriu a pia, começou a mexer nos canos, e eu fiquei ali, parada, olhando para as costas dele, para os braços musculosos que eu não tinha percebido antes, tão concentrada que nem percebi que ele tinha começado a falar.

— O que você disse? — perguntei, quando percebi que ele tinha feito uma pergunta.

— Eu disse que você mudou — ele repetiu, sem me olhar. — Mas não tanto quanto eu pensei que você fosse mudar.

— O que você queria que eu fosse? — perguntei, sentindo uma pontada de curiosidade e alguma outra coisa que eu não queria identificar.

Ele deu de ombros, e eu percebi que ainda tinha uma cicatriz no seu ombro direito, uma lembrança da vez em que tinha caído do pé de goiaba na casa da avó dele. Eu lembrava disso porque tinha estado lá, porque tínhamos passado horas juntos naquela tarde, rindo e conversando enquanto os outros estavam ocupados com os adultos.

— Não sei — ele disse, por fim. — Alguém mais... sofisticado, talvez. Você sempre foi a menina mais bonita da escola, então imaginei que você teria se tornado alguma coisa importante.

— Eu sou importante — eu disse, sentindo uma pontada de irritação. — Só não do jeito que você imagina.

Ele não disse nada, e eu percebi que estava olhando para a minha cintura, para a curva dos meus quadris, e eu percebi que estava gostando da maneira como ele me olhava, como se eu fosse uma coisa preciosa e gostosa de se ver.

— Você se lembra do dia em que a gente se conheceu? — perguntei, porque não queria mais falar sobre o passado, sobre o que tínhamos sido ou o que tínhamos deixado de ser.

Ele assentiu, e eu percebi que ele tinha começado a se mexer mais devagar, como se estivesse gostando da conversa, como se estivesse gostando de estar ali, comigo.

— Você estava encostada na parede, com os braços cruzados, e estava olhando para mim como se eu fosse uma coisa nojenta — ele disse, com um sorriso. — Eu não entendi por que você estava sendo tão grossa comigo, até que um dos meus amigos explicou que você tinha uma queda por outro cara.

Eu ri, lembrando da época, lembrando do quanto eu tinha gostado dele, mesmo sem querer, mesmo sem saber que ele também gostava de mim.

— Eu não tinha uma queda por ele — eu disse, porque era verdade, eu nunca tinha gostado dele, não do jeito que tinha gostado de Lúcio. — Eu só não gostava de você porque você era novo e eu achava que você estava tentando roubar o lugar do meu melhor amigo.

— E agora? — ele perguntou, e eu percebi que ele tinha se aproximado de mim, que eu podia sentir a respiração dele no meu pescoço, que eu podia sentir o cheiro dele, mais forte agora, mais quente.

— Agora eu acho que você é gostoso demais para estar mexendo na pia da minha cozinha — eu disse, porque não queria admitir que ainda gostava dele, que ainda sentia alguma coisa por ele, alguma coisa que eu não conseguia definir.

Ele riu, e eu percebi que ele tinha começado a me tocar, com cuidado, como se estivesse com medo de que eu fosse embora, como se estivesse com medo de que eu fosse desaparecer.

— Eu sempre achei que você fosse gostosa — ele disse, e eu percebi que ele tinha começado a beijar o meu pescoço, a explorar a minha pele com a boca, com a língua, como se estivesse querendo provar cada pedacinho de mim.

Eu me entreguei aos beijos dele, aos toques dele, e percebi que ele estava me levando para o quarto, que ele estava me deitando na cama e começando a me beijar com ainda mais intensidade, como se estivesse querendo me consumir, como se estivesse querendo me fazer sentir tudo o que ele estava sentindo.

Eu deixei que ele fizesse o que quisesse, deixei que ele me tirasse a camiseta, deixei que ele me tocasse, me beijasse, me provasse, e percebi que eu estava gostando disso, que eu estava gostando dele, que eu ainda gostava dele, depois de todos esses anos.

Ele se afastou de mim por alguns segundos, apenas o tempo suficiente para se livrar do uniforme azul da empresa, e eu percebi que ele ainda era gostoso, ainda era forte, ainda era tudo o que eu lembrava dele e mais ainda.

Ele voltou para mim, e eu percebi que ele tinha começado a beijar os meus seios, a explorar os meus mamilos com a língua, como se estivesse querendo me fazer perder a cabeça, como se estivesse querendo me fazer esquecer de tudo, menos dele.

Eu deixei que ele fizesse o que quisesse, deixei que ele me beijasse, me provasse, me tocasse, e percebi que eu estava gostando disso, que eu estava gostando dele, que eu ainda gostava dele, depois de todos esses anos.

Ele começou a descer pela minha barriga, com beijos quentes e úmidos, e eu percebi que ele estava indo para a minha calcinha, que ele estava prestes a provar o que eu tinha para ele, e eu não conseguia acreditar que estava acontecendo, que ele estava ali, comigo, depois de todos esses anos.

Ele começou a me beijar por cima da calcinha, e eu percebi que eu estava gostando disso, que eu estava gostando da maneira como ele me beijava, como se estivesse gostando de cada pedacinho de mim, como se estivesse gostando de me fazer sentir gostosa, gostosa demais.

Eu comecei a gemer, e ele percebeu que eu estava gostando disso, que eu estava gostando dele, e começou a me beijar com ainda mais intensidade, como se estivesse querendo me fazer explodir, como se estivesse querendo me fazer esquecer de tudo, menos dele.

Ele começou a puxar a minha calcinha, e eu percebi que ele estava prestes a provar o que eu tinha para ele, e eu não conseguia acreditar que estava acontecendo, que ele estava ali, comigo, depois de todos esses anos.

Ele começou a me beijar onde eu mais queria, e eu percebi que eu estava gostando disso, que eu estava gostando da maneira como ele me beijava, como se estivesse gostando de cada pedacinho de mim, como se estivesse gostando de me fazer sentir gostosa, gostosa demais.

Eu comecei a gemer ainda mais alto, e ele percebeu que eu estava gostando disso, que eu estava gostando dele, e começou a mexer a língua, a explorar cada centímetro de mim, como se estivesse querendo provar tudo o que eu tinha para ele, como se estivesse querendo me fazer gozar, como se estivesse querendo me fazer esquecer de tudo, menos dele.

Eu comecei a sentir um calor gostoso, e percebi que eu estava prestes a gozar, que eu estava prestes a explodir, que eu estava prestes a me entregar a ele, e eu não conseguia acreditar que estava acontecendo, que ele estava ali, comigo, depois de todos esses anos.

Eu gozei, e percebi que ele estava sorrindo, que ele estava gostando de ter me feito gozar, que ele estava gostando de ter me feito sentir gostosa, gostosa demais.

Ele voltou para mim, e eu percebi que ele estava pronto para mim, que ele estava pronto para me fazer sentir ainda mais gostosa, ainda mais gostosa demais.

Eu deixei que ele fizesse o que quisesse, deixei que ele me penetrasse, me beijasse, me tocasse, e percebi que eu estava gostando disso, que eu estava gostando dele, que eu ainda gostava dele, depois de todos esses anos.

Ele começou a se mexer dentro de mim, e eu percebi que eu estava gostando disso, que eu estava gostando da maneira como ele se mexia, como se estivesse gostando de cada movimento meu, como se estivesse gostando de me fazer sentir gostosa, gostosa demais.

Eu comecei a gemer ainda mais alto, e percebi que eu estava prestes a gozar novamente, que eu estava prestes a explodir, que eu estava prestes a me entregar a ele, e eu não conseguia acreditar que estava acontecendo, que ele estava ali, comigo, depois de todos esses anos.

Eu gozei novamente, e percebi que ele tinha gozado também, que ele tinha gozado dentro de mim, que ele tinha gozado comigo, e percebi que eu estava gostando disso, que eu estava gostando dele, que eu ainda gostava dele, depois de todos esses anos.

Ele ficou ali, deitado comigo, por alguns minutos, e percebi que eu não queria que ele fosse embora, que eu queria que ele ficasse ali, comigo, para sempre.

— Isso foi... — eu comecei a dizer, mas não consegui encontrar as palavras.

— Gostoso demais? — ele terminou a frase para mim, com um sorriso.

— Sim, gostoso demais — eu admiti, sorrindo também.

Ele me beijou novamente, e percebi que eu estava gostando disso, que eu estava gostando dele, que eu ainda gostava dele, depois de todos esses anos.

— Acho que eu ainda não acabei de consertar a pia — ele disse, depois de alguns minutos.

— Eu não me importo — eu disse, porque não queria que ele fosse embora, porque queria que ele ficasse ali, comigo, para sempre.

Ele sorriu, e percebi que ele também não queria ir embora, que ele também queria ficar ali, comigo, para sempre.

— Eu posso voltar amanhã, se você quiser — ele disse, e eu percebi que ele estava me convidando para mais, para muito mais do que apenas uma transa.

— Eu quero — eu disse, porque eu não conseguia acreditar que estava acontecendo, que ele estava ali, comigo, depois de todos esses anos.

E foi assim que eu acabei me reaproximando do meu antigo colega de escola, do encanador que apareceu na porta do meu apartamento com o uniforme azul da empresa e um sorriso que eu não conseguia esquecer. Depois de todos esses anos, depois de todo esse tempo, eu finalmente tinha encontrado alguém que me fazia sentir gostosa, gostosa demais, alguém que eu ainda gostava, depois de todos esses anos.