O elevador que a gente sempre pegava juntos até virar o único motivo do meu dia
Começou com um 'bom dia' educado no elevador, todos os dias às sete da manhã. Meses depois, eu já cronometrava minha saída de casa só para garantir aqueles trinta segundos com ele.
Todos os dias, às sete da manhã, eu pegava o elevador do meu prédio para descer até a garagem onde estava estacionado o meu carro. Eu morava no décimo andar e, embora odiasse acordar cedo, havia algo de reconfortante naquela rotina matinal.
Um dia, quando as portas do elevador se abriram no nono andar, um homem entrou. Era alto, com os cabelos castanhos bagunçados como se tivesse acabado de sair da cama e olhos azuis que pareciam ter sido tirados direto de um filme hollywoodiano. Ele vestia uma roupa social, mas ainda assim parecia desarrumado, como se não conseguisse encontrar o equilíbrio entre a formalidade exigida pelo trabalho e a sua própria personalidade mais relaxada.
- Bom dia - disse ele, enquanto apertava o botão do térreo.
- Bom dia - respondi automaticamente, antes de perceber que estava corando.
Ele sorriu para mim e eu senti um frio na barriga. A partir daquele dia, começamos a nos encontrar todos os dias no mesmo horário. Trocávamos algumas palavras educadas enquanto descíamos juntos, até que as portas se abrissem e ele saísse primeiro, sempre me deixando passar antes dele com um gesto galante.
Meses se passaram e eu já não só aceitava como até mesmo esperava aqueles poucos minutos com ele. Comecei a cronometrar minha saída de casa para garantir que chegaria no momento exato em que o elevador estaria subindo do térreo. Às vezes, quando ele ainda não tinha saído do trabalho, ficávamos presos lá dentro por mais tempo do que o habitual e eu sentia uma tensão sexual crescendo entre nós a cada segundo que passava.
Um dia, quando estávamos sozinhos no elevador, eu percebi que algo havia mudado. Ele estava diferente, mais quieto do que de costume. Quando chegamos ao térreo e as portas se abriram, ele hesitou antes de sair. Virou-se para mim e disse:
- Você quer... tomar um café algum dia?
Fiquei surpresa com o convite repentino. Tínhamos conversado sobre vários assuntos durante aqueles meses, mas nunca nada que pudesse nos aproximar além do nosso encontro diário no elevador.
- Sim - respondi depois de alguns segundos em que pareceu que meu coração ia explodir dentro do peito. - Eu gostaria muito.
Ele sorriu e saiu do elevador, deixando-me lá parada com um sorriso bobo no rosto e um aperto no estômago que não tinha nada a ver com medo ou ansiedade. Era algo mais quente, mais intenso... algo que eu não conseguia explicar nem mesmo para mim mesma.
Nos dias seguintes, começamos a nos encontrar fora do prédio também. Ele passou a me buscar depois do trabalho e fomos ao cinema, ao parque, ao restaurante preferido dele. Em cada um desses lugares, percebi como éramos diferentes um do outro: enquanto eu era mais quieta, mais introspectiva, ele era extrovertido e divertido, sempre pronto para fazer uma piada ou um comentário engraçado.
Mas não importa quão diferentes fôssemos, havia algo que nos unia além de qualquer dúvida. E esse algo ficou ainda mais claro quando, depois de algumas semanas, comecei a sentir um desejo crescente por ele. Era como se todas as vezes em que tínhamos ficado presos juntos no elevador tivessem criado uma tensão sexual entre nós que agora estava prestes a explodir.
Foi numa tarde quente de verão que finalmente happened. Estávamos no meu apartamento, depois de termos saído para almoçar, e eu percebi que ele não parava de me fitar com aqueles olhos azuis intensos. Antes mesmo que eu pudesse entender o que estava acontecendo, ele se aproximou de mim e passou os braços em volta da minha cintura.
- Você é linda - sussurrou ele enquanto colocava uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.
Eu não consegui responder nada além de um "obrigada" meio ofegante antes de seus lábios encontrarem os meus num beijo quente e voraz. Senti como se todo o meu corpo estivesse pegando fogo, especialmente quando suas mãos começaram a explorar cada curva do meu corpo através da roupa.
Ele começou a desabotoar minha blusa devagar, enquanto eu fazia o mesmo com sua camisa social. Quando finalmente ficamos pele com pele, percebi que ele tinha razão: éramos diferentes em quase tudo, mas nossos corpos se encaixavam perfeitamente um no outro, como duas peças de um quebra-cabeça.
Ele continuou me beijando enquanto nos levava até o quarto, onde começou a despir meu corpo peça por peça, como se estivesse desembrulhando um presente que havia muito tempo queria abrir. Quando finalmente ficamos nus sobre a cama, percebi que não havia mais nada além de desejo em seus olhos azuis.
Ele começou a me tocar com delicadeza, explorando cada centímetro do meu corpo como se quisesse conhecê-lo melhor do que qualquer outra pessoa no mundo. E enquanto isso fazia, também ia descobrindo os pontos mais sensíveis do meu corpo, aqueles que me faziam gemer baixinho e arquear as costas de prazer.
Quando finalmente entrou em mim, foi como se todas as tensões acumuladas durante meses estivessem sendo liberadas de uma só vez. Fechei os olhos e deixei que o momento me levasse embora, enquanto ele começava a se mover dentro de mim num ritmo cadenciado que logo se transformou em algo mais frenético e intenso.
Senti meu corpo inteiro se contraindo enquanto atingia um orgasmo tão forte que pensei que fosse desmaiar ali mesmo na cama. Ele também chegou ao seu ponto máximo alguns segundos depois, antes de cair sobre mim, ofegante e suado.
Ficamos assim por algum tempo, em silêncio, apenas aproveitando a sensação de estarmos juntos depois de tanto tempo nos encontrando apenas no elevador. E quando finalmente ele se levantou para ir embora, percebi que algo havia mudado entre nós para sempre.
Nos dias seguintes, continuamos a nos encontrar todos os dias no elevador, como sempre fizemos. Mas agora havia algo mais do que apenas um "bom dia" educado entre nós: havia também uma promessa de algo maior, algo que estava acontecendo além das portas daquele pequeno espaço metálico.
E embora ainda não soubéssemos ao certo onde aquilo iria nos levar, uma coisa era certa: havíamos encontrado algo especial naquele elevador e nenhum de nós jamais queria deixá-lo para trás.