Duas temporadas no mesmo time — e o chuveiro depois da última partida da temporada
Dois anos de treinos, viagens de competição e conversas no banco de reservas. Ela sempre foi a capitã, eu sempre fui quem olhava pra ela mais do que precisava. No chuveiro depois da última partida, ficou claro que eu não era a única.
Eu sempre fui uma garota de esportes. Cresci entre gritos de gols e batidas de bola no chão de terra batida do meu bairro. Quando chegou a hora de escolher um esporte para jogar na escola, não precisei pensar duas vezes: futebol feminino. E foi aí que conheci ela.
Ela era a capitã do time, uma líder natural com um talento incrível. Desde o primeiro dia em que a vi, eu soube que estava perdida. Não pelo seu jeito de jogar, embora fosse impressionante, mas pela maneira como sorria enquanto corria atrás da bola, como se fosse a coisa mais gostosa do mundo.
Os dois anos seguintes foram uma mistura de suor e risadas, treinos exaustivos e viagens intermináveis para competições. E eu? Eu passava cada dia olhando para ela mais do que deveria. Os olhos dela brilhavam quando falava sobre futebol, o cabelo molhado depois dos banhos no chuveiro coletivo me deixava sem fôlego, mesmo depois de uma partida inteira.
A tensão entre a gente era palpável, e eu não era a única a senti-la. Algumas das nossas companheiras de time até comentavam sobre o jeito como eu olhava para ela, mas eu não ligava. Não ia mudar nada mesmo se quisesse. Eu estava me afogando em algo que não entendia bem, e tudo o que podia fazer era deixar a água entrar nos meus pulmões.
A última partida da temporada chegou, e com ela a tensão atingiu seu ponto máximo. A gente jogava contra um time forte, e a vitória não estava nada garantida. Mas lá estávamos nós, de pé no campo, esperando o apito do juiz para começar o jogo. E enquanto olhava para ela, percebi que tinha sido uma idiota em não ter dado um passo à frente antes.
O jogo começou, e eu estava determinada a fazer daquela partida a melhor da minha vida. E fui bem, mas nada se comparava ao show que ela fez. Ela marcou dois gols incríveis, deixou o campo de cabeça erguida e o time inteiro atrás dela gritando seu nome.
No chuveiro depois do jogo, eu ainda estava tremendo com a adrenalina do jogo e a emoção da vitória. Mas então ela entrou, e tudo mudou. O barulho da água caindo no chão de cerâmica ecoou alto demais no silêncio entre nós duas. Eu olhei para ela, e ela olhou para mim, e percebi que não estávamos mais sozinhas naquela sala.
Eu não sei quem deu o primeiro passo, se fui eu ou ela. Acho que nem importa agora. Tudo o que lembro é da sensação da pele dela contra a minha, quente e molhada sob minhas mãos enquanto eu puxava ela para perto de mim. Ela cheirava a suor e xampu de clube, uma mistura que se tornou minha favorita naquele momento.
Ela me beijou primeiro, seus lábios macios contra os meus em um beijo que foi suave no começo, mas logo ficou mais urgente. Eu podia sentir seu coração batendo forte sob minhas mãos enquanto eu explorava seu corpo, cada toque meu fazendo ela tremer de desejo. Ela tinha gosto de vitória e promessas não ditas, e eu queria mais.
Nós duas sabíamos que não tínhamos muito tempo antes que as outras começassem a sair do campo e vieram para os chuveiros também. Mas naquele momento, não importava nada além dela e eu e o desejo que nos consumia.
Ela me pressionou contra a parede do chuveiro enquanto sua mão descia pelo meu corpo até encontrar meu ponto mais sensível. Eu arfava em seus lábios enquanto ela me acariciava, sentindo minha respiração ficar cada vez mais curta e rápida com suas carícias experientes. E então, antes que eu pudesse controlar meu próprio desejo, gozei nas suas mãos, meu corpo inteiro tremendo com a força do orgasmo.
Mas não paramos aí. Não depois de tudo o que tínhamos passado juntas. Ela se abaixou até estar de joelhos na frente de mim, seus lábios encontrando meu ponto mais sensível enquanto eu me segurava na parede para não cair. E quando ela começou a se movimentar, foi como se todo o mundo ao redor tivesse sumido.
Eu podia sentir sua língua explorando cada centímetro de mim, sua boca quente e molhada fazendo coisas que eu nem imaginava ser possível. Minha respiração estava rápida e ofegante agora, enquanto eu me entregava às sensações que ela estava causando em mim. E quando gozei pela segunda vez, meu corpo inteiro convulsionou com uma intensidade que quase me fez perder os sentidos.
Quando finalmente saímos do chuveiro, estava escuro lá fora e o vestiário estava silencioso. Nós duas sabíamos que tínhamos cruzado uma linha que não podia ser desfeita. E enquanto caminhávamos juntas para o estacionamento, de mãos dadas como se fôssemos duas garotas normais, eu sabia que nosso relacionamento nunca mais seria o mesmo.
Mas isso não importava agora. Porque naquele momento, tudo o que importava era o fato de que tínhamos nos encontrado depois de tanto tempo olhando uma para a outra do outro lado do campo. E mesmo que não soubéssemos o que o futuro nos reservava, eu sabia que nunca esqueceria aquela primeira noite juntas no chuveiro depois da última partida da temporada.
Fim
Enquanto caminhávamos juntas para o estacionamento, eu podia sentir seu aperto de mão ficando cada vez mais forte. E quando chegamos ao meu carro, ela se virou para mim com uma expressão séria no rosto.
"Eu não quero que isso seja apenas uma noite," ela disse, seus olhos procurando os meus na escuridão.
Eu sorri para ela e passei minha mão livre pelo seu cabelo molhado. "Eu também não," eu respondi. "Mas o que vamos fazer? Nós duas sabemos que as coisas vão ser diferentes agora."
Ela assentiu, mas não parecia preocupada com isso. "Eu sei," ela disse. "Mas eu não posso simplesmente fingir que nada aconteceu entre nós. Não depois do que acabamos de compartilhar."
Eu concordei com ela, sentindo uma onda de emoção me atingindo. "Eu também não quero fazer isso," eu disse. "Mas isso significa que teremos que lidar com as consequências. E pode ser difícil no começo."
Ela sorriu para mim, seus olhos brilhando na escuridão. "Eu sei que vai ser difícil," ela disse. "Mas eu sei que podemos lidar com isso juntas. Nós já passamos por coisas piores em campo, não é mesmo?"
Eu ri, lembrando todas as vezes em que tínhamos saído defeatingadas e machucadas depois de uma partida difícil. Mas mesmo assim, sempre nos levantávamos e continuávamos a lutar.
"Você está certa," eu disse. "Nós podemos lidar com isso juntas. E quem sabe? Talvez isso seja até uma coisa boa para nós duas no final das contas."
Ela sorriu ainda mais amplamente agora, sua mão ainda na minha. "Eu espero que sim," ela disse. "E eu não posso esperar para ver onde tudo isso nos levará."
Eu também não podia esperar para ver o que o futuro nos reservava. Mas enquanto estávamos ali paradas no estacionamento escuro, de mãos dadas e com nossos corações batendo juntos, eu sabia que não importa o que acontecesse, nós duas estaríamos juntas para enfrentar qualquer desafio que viesse pela frente.
Nós duas sabíamos que tínhamos um longo caminho pela frente, mas também sabíamos que éramos capazes de enfrentar qualquer obstáculo juntas. Assim, com um último aperto de mão e um beijo rápido nos lábios, entramos no carro e saímos do estacionamento.
Durante o percurso até minha casa, conversamos sobre a temporada de futebol que havíamos acabado de concluir. Falar sobre isso nos fez recordar de todos os momentos bons e ruins que tínhamos vivido juntas como companheiras de time. E embora soubéssemos que as coisas não seriam mais as mesmas entre nós, também sabíamos que tínhamos uma conexão especial que nenhum outro time ou situação poderia romper.
Ao chegarmos à minha casa, entramos em silêncio e fomos direto para meu quarto. Lá, nos deitamos na cama juntas, ainda de toalha, e conversamos sobre nossas expectativas para o futuro. Estávamos animadas com a possibilidade de construirmos uma relação mais profunda, mas também tínhamos medo do que isso poderia significar para nossas carreiras no time.
Depois de algum tempo, porém, começamos a nos sentir cansadas depois da partida e do banho quente no vestiário. E enquanto conversávávamos sobre nossos sonhos e medos, percebemos que nossos corpos estavam cada vez mais próximos um do outro. E então, não resistimos ao desejo de nos beijarmosagain.
O beijo começou suave e delicado, mas logo se tornou mais intenso e apaixonado. Nossas mãos começaram a explorar o corpo uma da outra, e pudemos sentir a excitação aumentando em nós duas. Era difícil acreditar que estávamos mesmo ali, juntas, depois de tanto tempo olhando uma para a outra do outro lado do campo.
Mas não havia dúvida de que queríamos aquilo. E assim, deixamos nossos corpos falarem por nós enquanto nos entregávamos à paixão que sentíamos uma pela outra. Foi uma noite inesquecível, cheia de carinho e desejo, em que nossas almas se conectaram ainda mais do que antes.