Aniversário do amigo em comum — e a ex de alguém que ninguém quis nomear
Todos sabiam quem ela era. Ninguém ia dizer nada. Ela chegou sozinha, conhecia metade da sala e eu era a outra metade. Quando a música baixou, foi ela que pediu a carona.
Eu conhecia todos eles, menos ela. Era aniversário do Carlos, meu amigo de longa data, e a festa estava rolando na melhor balada da cidade. O som alto, as luzes piscando e a aglomeração de pessoas já me deixavam meio tonto quando avistei o grupo ao fundo do balcão. Sorri, abri caminho até eles e fui logo cumprimentando um por um.
— Onde estão as bebidas? — perguntei, enquanto olhava ao redor.
— Lá na mesa, atrás daquele pessoal — respondeu o Carlos, apontando para o canto mais afastado da pista.
Eu me espremi entre os corpos suados e pegajosos, alcancei nossas bebidas e voltei para o grupo. Quando me aproximei, percebi que havia uma desconhecida no meio deles. Ela tinha cabelos longos e escuros, pele morena e olhos penetrantes. Estava vestida com uma minissaia preta e uma blusa vermelha justa que realçava suas curvas.
— E aí, quem é a gata? — perguntei ao Carlos, baixando a voz para que ela não ouvisse.
— É a ex do Lucas — respondeu ele, também em voz baixa. — Ninguém sabe muito bem por que ela veio, mas ela conhece todo mundo e estava muito animada para vir hoje.
Eu olhei para a mulher e notei que ela estava sorrindo enquanto conversava com os outros. Ela tinha um jeito meio selvagem, como se não ligasse muito para o que os outros pensavam. E, sinceramente, isso me deixou ainda mais interessado nela.
Durante a festa, eu a observei de longe, vendo-a dançar e rir com os outros convidados. A cada movimento dela, a tensão dentro de mim aumentava. Eu queria conhecê-la, conversar com ela, descobrir quem era aquela mulher que ninguém queria nomear.
E então, quando a música ficou mais lenta, ela se aproximou de mim e pediu uma dança. Eu senti um frio na barriga, mas aceitei prontamente. Ela passou os braços ao redor do meu pescoço e eu a puxei para perto, sentindo seu corpo macio se encaixar no meu.
— Eu sou a... — começou ela, mas eu a interrompi.
— Não precisa dizer o seu nome — falei, olhando nos seus olhos. — Eu já sei quem você é.
Ela sorriu e se aproximou ainda mais, roçando os lábios no meu pescoço. Eu pude sentir o cheiro do seu perfume e o calor da sua pele. Meu corpo começou a responder ao toque dela e eu soube que não havia mais volta.
A dança se transformou em uma troca de olhares intensos, em roçares de mãos suadas e corpos ansiosos. A tensão entre nós era palpável e eu sabia que não ia aguentar muito mais tempo. E então, quando a música acabou e as luzes se acenderam, ela me segurou pela mão e disse:
— Vem comigo.
Eu a segui até o banheiro, onde ela abriu a porta e entrou primeiro. Quando entrei atrás dela, fechei a porta e tranquei-a. Ela começou a se despir, jogando longe a blusa e a saia, e eu fiz o mesmo, tirando a camisa e a calça com pressa.
Quando ficamos nus um para o outro, ela veio até mim e passou as mãos pelo meu corpo, explorando cada curva e cada músculo. Eu fiz o mesmo, sentindo a maciez da sua pele e o formato dos seus seios. Ela estava tão gostosa, tão perfeita, que eu não conseguia mais esperar.
Abaixei-a até o chão e me posicionei entre suas pernas, sentindo-a já úmida e pronta para mim. Ela gemeu baixinho quando comecei a mover os quadris, entrando e saindo dela com força e ritmo. Ela arqueava as costas a cada entrada e eu sentia suas unhas cravadas nas minhas costas, me incentivando a continuar.
E continuei, até que ela começou a gritar meu nome e eu senti seus músculos se contraindo ao redor do meu pau. Eu gozei logo em seguida, sentindo uma onda de prazer me percorrer todo. Quando acabou, ficamos ali deitados no chão do banheiro, ofegantes e suados.
— Foi incrível — disse ela, sorrindo para mim.
— Foi mesmo — concordei, passando a mão nos seus cabelos.
Saímos do banheiro alguns minutos depois, cada um por um lado, e voltamos para a festa como se nada tivesse acontecido. Mas a tensão entre nós tinha mudado, tinha ficado mais intensa, mais quente. E eu sabia que não ia ser a última vez que eu ficava com ela.
E assim foi a festa de aniversário do Carlos. Uma noite cheia de tensão, de sexo e de surpresas. E a melhor surpresa de todas foi a ex do Lucas, a mulher que ninguém quis nomear, mas que eu nunca mais ia esquecer.
Quando voltamos para a festa, percebi que a ex do Lucas estava me olhando com um sorriso malicioso. Ela se aproximou de mim e passou a mão no meu braço.
— Quer dançar de novo? — ela perguntou, com uma voz sedutora.
Eu não consegui resistir e aceitei o convite. Ela começou a dançar de um jeito provocante, se esfregando em mim e fazendo com que eu sentisse a sua excitação. Eu sabia que não ia aguentar muito mais tempo sem possuí-la de novo. Enquanto dançávamos, ela começou a sussurrar no meu ouvido todas as coisas que ela queria fazer comigo, e eu podia sentir meu pau ficando cada vez mais duro.
De repente, ela parou de dançar e segurou a minha mão.
— Vem comigo — ela disse, me puxando para longe da pista de dança. Nós fomos até um canto mais escuro da festa, onde ela começou a me beijar com intensidade. Eu podia sentir o gosto da cerveja na sua boca e o cheiro do seu perfume, que me deixou ainda mais excitado. Ela começou a desabotoar a minha camisa, enquanto eu acariciava os seus seios por cima do sutiã. Ela gemeu baixinho e eu senti que estava pronto para mais uma aventura com ela.
— Aqui não, vamos para outro lugar — ela disse, olhando em volta para ter certeza de que ninguém estava nos vendo. Nós saímos da festa e fomos para a casa dela, onde continuamos a noite de paixão e desejo. Foi uma noite inesquecível, com muito sexo e carinho. E quando amanheceu, eu soube que tinha encontrado algo especial com ela, algo que eu não queria perder tão cedo.
Quando amanheceu, eu não queria sair da cama. A noite havia sido incrível e eu não queria que acabasse. Mas eu sabia que tinha que ir embora, então me levantei e comecei a me vestir. Ela estava deitada na cama, ainda adormecida, e eu não quis acordá-la. Saí da casa em silêncio e caminhei até o ponto de ônibus mais próximo.
Enquanto esperava o ônibus, comecei a pensar na noite anterior. Tinha sido incrível, melhor do que eu poderia ter imaginado. Ela havia sido incrível, melhor do que qualquer mulher que eu já tinha conhecido. Eu não queria que isso acabasse, mas não tinha certeza se ela sentia o mesmo.
Quando cheguei em casa, tomei um banho e me deitei na cama, mas não consegui dormir. Minha cabeça estava cheia de pensamentos sobre ela. Eu queria vê-la de novo, falar com ela, beijá-la novamente. Mas não tinha como entrar em contato com ela, já que não sabia nem o seu nome completo.
Decidi então ligar para o Carlos e agradecer pela festa. Ele atendeu depois de alguns toques e conversamos sobre a festa e sobre como ela havia sido boa. Depois de alguns minutos, decidi perguntar sobre ela. — Ei, Carlos, você se lembra da ex do Lucas que estava lá na festa? — perguntei, tentando parecer casual. — Claro que sim, por quê? — ele perguntou, com uma risada. — É que eu gostei dela e gostaria de vê-la de novo, mas não sei como entrar em contato com ela. Não sei nem o nome dela completo — expliquei. — Ah, entendi — disse ele, parecendo entender a situação. — Bem, eu não posso te dar o número dela, mas posso dar um recado para ela. Se você quiser, é claro — ofereceu ele. — Sim, por favor — agradeci, ansioso para ter notícias dela novamente. — Ok, então eu vou dizer que você gostaria de vê-la de novo. Mas não sei se ela vai querer — advertiu ele. — Tudo bem, eu entendo — disse eu, agradecendo novamente antes de desligar.
Eu passei o resto do dia ansioso, esperando que ela entrasse em contato comigo. Mas as horas passavam e eu não ouvia nada dela. Comecei a pensar que ela não estava interessada em mim e isso me deixou triste.
Mas então, tarde da noite, meu celular começou a tocar. Era ela. — Oi — disse ela, com uma voz suave. — Oi — respondi, feliz por finalmente ter notícias dela. — O Carlos me deu o seu número — ela explicou. — Sim, eu pedi para ele dar um recado para você — admiti. — Eu pensei muito sobre ontem à noite e eu gostaria de ver você de novo — continuou ela. — Eu também — disse eu, sorrindo ao telefone. — Que tal a gente se encontrar amanhã à noite? — ela sugeriu. — Parece perfeito — concordei, ansioso para vê-la novamente.
E assim, começamos um novo capítulo na nossa história. Uma história de paixão, desejo e amor, que começou em uma festa de aniversário e que prometia ser ainda mais intensa e incrível do que a primeira vez.