Ela entrou no grupo de corrida para esquecer — e encontrou outra coisa
Separação recente, tênis novo, horário das seis da manhã. A organizadora do grupo esperava todo mundo com o celular e um sorriso difícil de ignorar. Na quarta semana, as duas foram as últimas a voltar.
Eu sempre gostei de correr. Era a minha válvula de escape, a forma que encontrei para lidar com o estresse do trabalho e a rotina do dia a dia. Mas depois que o Pedro me deixou, a corrida passou a ser a minha terapia diária. Eu precisava de algo novo. Os tênis eram novos, e o horário era cedo, seis da manhã. A organizadora esperava todo mundo com o celular na mão e um sorriso difícil de ignorar. Na quarta semana, nós duas fomos as últimas a voltar.
A apresentação dos personagens: Eu me chamo Laura, tenho 32 anos, sou advogada e moro sozinha em um apartamento no centro da cidade. Desde que o meu namoro de cinco anos acabou, eu passei a acordar cedo todos os dias para correr no parque perto da minha casa. Foi lá que eu encontrei o grupo de corrida. Eles se reuniam todas as manhãs às seis, e eu acabei me juntando a eles na terceira semana.
A tensão crescente entre eles: No começo, eu não reparava muito nas outras pessoas do grupo. Estava apenas concentrada em colocar meu corpo para funcionar novamente, em me manter ocupada para não pensar no vazio que o Pedro deixou. Mas com o tempo, comecei a perceber que uma das corredoras sempre estava por perto, me incentivando e me ajudando a manter o ritmo. Ela se chamava Maria, era alguns anos mais nova do que eu, com um sorriso largo e olhos brilhantes. Ela era linda, e eu não conseguia deixar de reparar nela.
O ponto de virada: Na quarta semana, eu estava cansada e desanimada. A dor no meu peito não era só física, era também emocional. Eu estava tendo dificuldade para me adaptar à minha nova vida de solteira, e estava me sentindo sozinha e perdida. Quando chegamos ao ponto de encontro, eu não tinha forças para continuar. Maria percebeu meu cansaço e se aproximou de mim, oferecendo seu apoio.
O encontro íntimo detalhado com descrições físicas e emocionais: "Ei, você está bem?", ela perguntou, com uma preocupação genuína em sua voz. Eu balancei a cabeça, tentando afastar as lágrimas que estavam prestes a cair. Ela colocou a mão em meu ombro e deu um aperto reconfortante. "Vamos sentar um pouco", ela disse, guiando-me até um banco próximo. "Respire fundo, está tudo bem", ela continuou, enquanto eu tentava me controlar.
Eu olhei para ela, com os olhos cheios de lágrimas. Ela estava tão próxima, seu perfume doce me envolvia, e eu podia sentir sua respiração suave em meu rosto. Eu não pude evitar, eu me inclinei e a beijei. Foi um beijo suave e hesitante no começo, mas logo se tornou mais profundo e apaixonado. Ela correspondeu, envolvendo seus braços ao meu redor e me puxando para mais perto. Eu podia sentir seu corpo quente contra o meu, sua pele macia e seus músculos definidos. Era uma sensação incrível, e eu me peguei desejando mais.
O desfecho: Quando nos separamos, ela sorriu para mim e passou a mão em meu cabelo. "Eu não esperava por isso", ela disse, com uma risada suave. "Eu também não", eu admiti, ainda um pouco surpresa com meu próprio comportamento. "Mas eu não me arrependo", eu acrescentei, olhando em seus olhos. Ela sorriu novamente e me deu outro beijo, desta vez mais doce e mais suave.
Eu não sei o que vai acontecer agora. Eu não sei se esse beijo vai mudar alguma coisa entre nós duas, ou se vai apenas ser uma memória agradável que podemos guardar para nós mesmas. Mas eu sei que naquele momento, com o sol ainda não completamente erguido e o parque ainda acordando, eu me senti viva novamente. E isso já é mais do que suficiente para mim.
Maria e eu passamos mais algum tempo sentadas no banco, aproveitando o silêncio do parque antes que o dia começasse a esquentar e as pessoas começassem a chegar. Conversamos sobre nossas vidas, sobre como tínhamos chegado ao grupo de corrida, e sobre como isso estava mudando nossas vidas de maneiras que não esperávamos.
Ela me contou sobre seu trabalho como designer gráfico e sobre como ela sempre sonhara em ter seu próprio negócio. Eu lhe falei sobre meu emprego como redatora publicitária e sobre como eu tinha me sentido perdida desde meu divórcio. Conversamos também sobre o grupo de corrida, sobre como tínhamos começado a nos sentir mais confiantes e mais fortes com cada treino.
Enquanto falávamos, eu podia sentir uma conexão cada vez maior entre nós duas. Não era apenas uma atração física, embora ainda estivéssemos sentindo o calor do nosso beijo. Era uma conexão mais profunda, uma sensação de que tínhamos encontrado alguém que nos entendia e que nos aceitava do jeito que éramos.
Quando finalmente nos levantamos para continuar nosso treino, percebemos que tínhamos perdido um pouco do nosso grupo. Mas não nos importávamos. Corremos juntas, lado a lado, conversando e rindo enquanto o sol começava a subir no céu. Era uma sensação libertadora, como se estivéssemos deixando para trás não apenas o cansaço físico, mas também as preocupações e os medos que carregávamos dentro de nós.
No final do treino, quando todos se reuniram para se despedir, percebemos que alguns dos membros do grupo tinham notado o que tinha acontecido entre nós duas. Eles sorriam para nós, com um ar de aprovação e cumplicidade. Não dissemos nada, apenas sorrimos de volta e agradecemos pelo apoio.
Enquanto caminhávamos para casa, Maria e eu decidimos que gostaríamos de nos ver novamente, fora do grupo de corrida. Ela me convidou para jantar em sua casa no fim de semana e eu aceitei, ansiosa para conhecê-la melhor.
No sábado à noite, eu fui até a casa dela, carregando uma garrafa de vinho e um buquê de flores. Ela abriu a porta com um sorriso largo e me convidou para entrar. Enquanto ela estava ocupada na cozinha, preparando o jantar, eu aproveitei para explorar sua casa. Era claro que ela tinha um talento para a decoração, assim como para o design gráfico. A casa estava cheia de cores e padrões interessantes, e havia quadros e obras de arte por toda parte.
Jantamos juntos, conversando sobre nossas vidas e compartilhando nossas histórias. Conversamos sobre tudo, desde nossas paixões até nossas frustrações, e descobrimos que tínhamos muito em comum. Ela era uma ouvinte atenta e uma conversadora fascinante, e eu podia sentir que estávamos nos aproximando cada vez mais uma da outra.
Depois do jantar, sentamos no sofá para assistir um filme. Mas, enquanto o filme passava, percebemos que não estávamos interessados em assistir. Em vez disso, começamos a conversar sobre nossos beijos no parque, sobre como eles tinham nos deixado com desejo de mais.
Começamos a nos beijar no sofá, a paixão que tínhamos sentido no parque voltando com tudo. Enquanto nossas línguas dançavam, meus dedos começaram a explorar seu corpo, sentindo a textura de sua pele sob a blusa. Ela suspirou e abriu os olhos para me olhar, então sorriu e começou a me beijar ainda mais intensamente. Nossas mãos se aventuravam por toda parte, explorando cada curva e cada músculo. Não demorou muito para que começássemos a nos despir um ao outro, ansiosos para sentir nossas peles se tocando. Quando finalmente ficamos nus, ela passou suas mãos por meu corpo, parando para acariciar meus seios e minha barriga. Senti um arrepio percorrer meu corpo e um calor crescer entre minhas pernas. Ela percebeu minha excitação e começou a beijar meu pescoço, descendo até meus seios, onde passou um tempo saboreando cada um deles. Continuei a beijá-la e a acariciar, até que ela começou a se movimentar para baixo, beijando minha barriga e chegando cada vez mais perto de meu ponto mais sensível. Quando finalmente chegou lá, ela começou a me beijar e me lamber, fazendo com que eu me contorcesse de prazer. Foi então que percebi que ela estava ansiosa para que eu fizesse o mesmo com ela. Trocamos de lugar e comecei a beijar e a lamber seu corpo, sentindo seu gosto e sua textura. Continuamos assim por um tempo, nos explorando e nos agradando uma à outra, até que finalmente chegamos ao clímax juntas. Deitamos lado a lado, ofegantes e sorridentes, saboreando o momento e aproveitando a sensação de estarmos juntas. Conversamos mais um pouco e depois fomos para o quarto, onde fizemos amor novamente, dessa vez de uma forma mais lenta e mais intensa. Quando acordamos no dia seguinte, percebemos que tínhamos encontrado algo especial uma na outra. Algo que ia além do sexo e da atração física. Algo que nos fazia sentir vivas e realizadas. E sabíamos que queríamos explorar esse sentimento juntas, fora do grupo de corrida e do mundo que conhecíamos.
Acordamos abraçadas, com o sol já alto lá fora. Olhei para ela e percebi que ainda estava dormindo profundamente. Decidi então preparar o café da manhã enquanto ela dormia. Quando voltei para o quarto com uma bandeja cheia de café, pão fresco e frutas, ela acordou e abriu um lindo sorriso para mim.
- Bom dia, dorminhoca - falei, colocando a bandeja na cama e sentando ao seu lado.
- Bom dia - ela respondeu, ainda sonolenta. - Obrigada pelo café da manhã. Foi muito atencioso da sua parte.
- Fiquei com fome enquanto você estava dormindo - brinquei. - E não tinha como eu comer sozinha, então tive que preparar algo para nós duas.
Ela riu e começou a comer, enquanto conversávamos sobre tudo e nada. Foi então que percebi que estava me apaixonando por ela. Não era apenas atração física, era algo muito mais profundo e intenso. Algo que eu nunca tinha sentido antes.
Depois do café da manhã, decidimos sair para uma caminhada. Não havia nada melhor do que passear de mãos dadas com a pessoa que você ama, em um lindo dia de sol.
Enquanto caminhávamos, ela começou a me contar sobre seu passado. Sobre como ela tinha seapaixonado por alguém que não a valorizava e a fez sofrer muito. Fiquei com o coração partido ao ouvir sua história, mas ao mesmo tempo, fiquei grata por ela ter confiado em mim para compartilhar seu sofrimento.
- Eu não vou te fazer sofrer - falei, parando de caminhar e olhando em seus olhos. - Eu vou te amar e te respeitar, sempre.
Ela sorriu e me beijou, e percebi que tínhamos encontrado algo muito especial entre nós. Algo que ia além do sexo e da atração física. Algo que nos fazia sentir vivas e realizadas.
Ao voltarmos para casa, percebi que havia algumas mensagens no meu celular. Era o grupo de corrida, me lembrando que havíamos combinado de nos encontrar para uma corrida naquele dia. Olhei para ela e percebi que ela também havia recebido a mensagem.
- O que vamos fazer? - ela perguntou, com um olhar de dúvida no rosto.
- Nós vamos - falei, determinada. - Não vamos deixar que o medo ou a vergonha nos impeçam de fazer o que gostamos. E além disso, eu não quero esconder o que estamos vivendo. Eles vão acabar descobrindo, então podemos muito bem contar para eles agora mesmo.
Ela concordou e juntos fomos para o ponto de encontro do grupo de corrida. Quando chegamos lá, todos já estavam reunidos. Olhamos um para o outro e resolvemos contar a verdade.
- Olá, pessoal - falei, com um sorriso no rosto. - Nós temos uma coisa para contar para vocês.