A irmã da ex sempre foi a mais gentil

Continuou indo às festas de família mesmo depois que terminaram, por hábito. A irmã dela sempre estava por ali — discreta, gentil, sem fazer comentários sobre o que tinha acontecido. Três anos depois, foi ela quem perguntou se ia tomar um café.

Eu sempre gostei de festas, especialmente as da família da minha ex-namorada. Não porque sentisse falta dela - tínhamos terminado três anos atrás e eu tinha seguido em frente - mas porque havia algo de reconfortante naquela sensação de comunidade, de unidade. A irmã mais nova dela, Ana, sempre estava lá, com seu sorriso doce e seus olhares gentis. Ela nunca mencionava o que tinha acontecido entre mim e sua irmã, e eu lhe era grata por isso. A tensão entre nós era quase palpável, mas era uma tensão boa, como o ar antes de uma tempestade.

Ana era diferente de sua irmã em todos os aspectos. Enquanto a irmã mais velha era alta e magra, Ana era baixa e roliça. Envolta em seus longos cabelos castanhos e sua pele macia, ela possuía um certo ar de inocência que me atraía. Seus olhos escuros eram como dois poços profundos nos quais eu poderia mergulhar e nunca mais sair.

Eu não entendia o que estava acontecendo comigo. Ana era a irmã da minha ex, e eu sabia que deveria mantê-la a uma distância segura. Mas havia algo nela que me deixava intrigada, algo que me fazia querer conhecê-la melhor. Quando ela sugeriu que fôssemos tomar um café depois da festa, eu aceitei sem hesitar.

Fomos a uma pequena cafeteria em uma esquina tranquila da cidade. O lugar estava quase vazio, o que nos deu uma certa privacidade. Pedimos nossos cafés e ficamos em silêncio por um momento, até que Ana começou a falar sobre a última leitura que tinha feito. Ela era uma grande fã de literatura e seu entusiasmo era contagiante. Eu a ouvi enquanto ela falava sobre personagens e enredo, suas palavras fluindo como uma melodia suave.

Enquanto ouvia, eu não podia evitar admirar sua boca carnuda e seus lábios úmidos. Eu queria sentirthose lábios contra os meus, queria provar seu gosto doce. Eu não entendia onde esses pensamentos estavam vindo, mas eles eram cada vez mais insistentes.

Ana deve ter notado meu olhar, porque ela parou de falar e ficou em silêncio por um momento. Então, ela sorriu e disse: "Eu sempre gostei de você, você sabe. Mesmo quando você estava com a minha irmã, eu sempre achei você incrível."

Suas palavras me surpreenderam. "Você sempre foi muito gentil comigo, Ana", eu respondi. "Mesmo depois do que aconteceu."

"Eu não vejo por que o passado deve nos impedir de sermos amigas", ela disse simplesmente.

Eu não respondi, apenas tomei um gole do meu café e deixei suas palavras pairarem no ar. Eu não tinha certeza do que ela queria dizer com "amigas", mas eu estava começando a suspeitar que ela queria algo mais do que apenas uma amizade platônica.

Ana pediu mais café e continuamos conversando. Ela me contou sobre sua vida, seus sonhos e suas esperanças. Ela ouvia enquanto eu falava sobre meu trabalho e minha vida em geral. Era como se estivéssemos conhecendo uma à outra pela primeira vez, e eu gostava disso.

Quando nos levantamos para ir embora, Ana me abraçou. Foi um abraço longo e apertado, e eu pude sentir seu corpo macio contra o meu. Quando ela se afastou, seus lábios estavam a apenas alguns centímetros dos meus. Eu não podia mais resistir ao desejo que sentia por ela. Eu me inclinei e a beijei, sentindo seus lábios macios e quentes contra os meus.

Ana retribuiu o beijo com paixão, envolvendo seus braços ao redor do meu pescoço e me puxando para mais perto. Eu podia sentir seu coração batendo forte contra o meu, e isso me deixou ainda mais excitada. Quando nos separamos, ela tinha um sorriso no rosto e eu não pude evitar sorrir de volta.

"Eu não esperava isso", ela disse, rindo.

"Eu também não", respondi. "Mas eu não me arrependo. Foi gostoso."

Ela concordou com a cabeça e pegamos nossas coisas para irmos embora. Enquanto saíamos da cafeteria, ela segurou minha mão e eu não a soltei. Havia algo de certo nisso, algo que se sentia certo e natural.

Enquanto caminhávamos pela rua, Ana ainda segurando minha mão, ela de repente parou e se virou para mim. "Você quer vir para minha casa?", ela perguntou com um sorriso sedutor. Eu hesitei por um momento, surpresa com o convite inesperado, mas logo respondi: "Sim, eu gostaria disso". Ela sorriu ainda mais e começou a me guiar até seu carro. Enquanto dirigíamos para sua casa, eu não podia deixar de pensar no que estava prestes a acontecer. Eu estava nervosa, mas também ansiosa e excitada. Quando chegamos à sua casa, ela abriu a porta e eu entrei atrás dela. A casa estava quieta e escura, com apenas a luz da lua entrando pelas janelas. Ana me levou até o quarto e começou a acender velas ao redor do quarto. Eu observei enquanto ela se movia com graça e confiança, sentindo meu desejo aumentar a cada segundo. Quando ela terminou de acender as velas, ela se virou para mim e começou a se aproximar. Eu podia sentir meu coração batendo cada vez mais rápido enquanto ela se aproximava, e quando ela finalmente chegou até mim, ela me beijouagain, mais profundamente desta vez. Eu podia sentir seu corpo pressionado contra o meu, e eu envolvida meus braços ao redor dela, puxando-a para mais perto. Ela começou a me beijar pelo pescoço e ombros, enquanto suas mãos exploravam meu corpo. Eu podia sentir meu desejo aumentando cada vez mais, e eu queria sentir mais dela. Comecei a desabotoar sua blusa, expondo seu sutiã de renda preta. Ela sorriu e começou a fazer o mesmo comigo, tirando minha blusa e meu sutiã. Nós nos beijamos e acariciamos por longos minutos, explorando cada centímetro do corpo uma da outra. Logo, estávamos ambas nuas, deitadas na cama, e ela começou a beijar meu corpo inteiro, parando em meus seios e minha barriga antes de descer ainda mais. Eu podia sentir sua respiração quente em minha pele, e eu estava ansiosa para sentir sua boca em mim. Ela começou a me beijar e lamber, e eu não pude evitar gemer de prazer. Ela continuou assim por longos minutos, até que eu não aguentava mais. "Eu preciso de você agora", eu disse, ofegante. Ela sorriu e subiu até mim, posicionando-se entre minhas pernas. Ela começou a se mover lentamente, e eu podia sentir cada centímetro dela em mim. Nós nos movemos juntas, nos beijando e acariciando enquanto fazíamos amor. Foi incrível, e eu não queria que aquilo acabasse nunca. Mas eventualmente, depois de muito tempo, nós atingimos o clímax juntas, nossos corpos tremendo e se contraindo enquanto o prazer nos dominava. Nós deitamos juntas, ofegantes e suadas, enquanto nossas respirações voltavam ao normal. Ana sorriu para mim e eu sorri de volta, sabendo que aquela noite tinha sido incrível e inesquecível.

Após alguns minutos de silêncio, Ana se levantou e começou a apagar as velas ao redor do quarto. Eu observei enquanto ela se movia pela sala, ainda nua e linda. Quando ela terminou, ela voltou para a cama e deitou ao meu lado, apoiando a cabeça em meu ombro. Ficamos em silêncio por alguns momentos, apenas aproveitando a companhia uma da outra.

"Isso foi incrível", eu finalmente disse, quebrando o silêncio.

Ana sorriu e beijou meu ombro. "Eu estou tão feliz que você gostou", ela disse. "Eu não queria que nossa primeira vez fosse a última".

Eu sorri de volta e a envolvi em meus braços. "Não se preocupe, não vai ser", eu disse. "Eu não sei o que o futuro nos reserva, mas eu sei que eu quero você nele".

Ana ficou quieta por alguns instantes, então ela se apoiou em um cotovelo e olhou para mim. "Eu também", ela disse. "Eu não queria me envolver com você, afinal, você é a ex-namorada da minha irmã. Mas eu não pude evitar. Eu sou atraída por você, e eu não posso negar isso".

Eu sorri e a beijei novamente. "Eu também sou atraída por você", eu disse. "Eu não posso acreditar que isso está acontecendo, mas eu não posso negar que eu gosto muito de você".

Ana sorriu de volta e se deitou novamente em meus braços. Ficamos ali por alguns momentos, apenas aproveitando a companhia uma da outra. Mas então, eu lembrei de algo.

"Você sabe", eu disse, "a sua irmã vai perceber que você não voltou para casa esta noite".

Ana ficou quieta por alguns segundos, então ela riu. "Não se preocupe com ela", ela disse. "Eu já conversei com ela sobre você e eu, e ela está tudo bem com isso. Na verdade, ela até disse que torce por nós".

Eu fiquei surpresa com essa informação, mas também aliviada. "Isso é ótimo", eu disse. "Eu não queria que ela ficasse brava conosco".

"Não se preocupe", Ana disse novamente. "Ela nos apoia. E agora, podemos aproveitar o resto da noite juntas".

Eu sorri e a beijei novamente. "Eu não poderia concordar mais", eu disse. E assim, nós nos aconchegamos juntas novamente, aproveitando o resto da noite juntas, sem preocupações ou medos.