A gerente nova levou seis meses pra aprender meu nome

Ela entrou liderando dezessete pessoas sem perguntar o nome de ninguém. Seis meses depois, numa tarde de segunda-feira, me chamou pelo nome na frente de todos — e depois quis falar em particular.

Eu trabalho como assistente administrativo em uma empresa de médio porte. Meu cargo não é dos mais glamourosos, mas me permite ter certa estabilidade financeira e, o que é mais importante, uma rotina tranquila. Até o dia em que a nova gerente chegou.

Ela entrou como um furacão, liderando dezessete pessoas sem ao menos perguntar o nome de ninguém. Era uma mulher alta e elegante, com curvas que pareciam ter sido esculpidas por um escultor grego. Seus cabelos eram uma cascata de ouro e seus olhos, dois icebergs azuis que pareciam capazes de atravessar a alma de qualquer um. Ela tinha um ar de autoridade que a fazia parecer ainda mais intimidante. Eu não podia deixar de admirá-la, ainda que ela não soubesse meu nome.

Nos primeiros seis meses, a gerente foi implacável. Ela chegou cedo e saiu tarde, sempre com a mesma expressão séria no rosto. Ela não tolerava erros e esperava que todos fizéssemos nosso trabalho com a mesma eficácia que ela mesma demonstrava. Não era fácil trabalhar sob pressão, mas eu não podia negar que havia algo de excitante em ser comandado por alguém tão confiante e determinado.

Um dia, depois de seis longos meses, a gerente me chamou pelo nome na frente de todos. Eu quase não believei quando ouvi meu nome saindo de seus lábios. Foi como se o sol tivesse saído depois de uma tempestade interminável.

- Carlos, pode vir ao meu escritório, por favor? - ela disse, com um tom de voz que não deixava espaço para negativas.

Eu fui até lá, meio nervoso, me perguntando o que ela podia querer comigo. Ela fechou a porta atrás de mim e se sentou em sua cadeira, me encarando com aqueles olhos de gelo.

- Carlos, eu preciso admitir que você tem sido uma surpresa agradável - ela começou, com um pequeno sorriso nos lábios. - Você é eficiente, discreto e nunca reclama, mesmo quando o trabalho fica pesado. Eu admiro isso em você.

Eu não soube o que dizer. A gerente estava me elogiando? Era a primeira vez que ela dizia alguma coisa positiva sobre meu trabalho.

- Eu não queria que você pensasse que eu não valorizo seu trabalho, Carlos - ela continuou. - Eu sei que pode ser difícil trabalhar para alguém que parece tão rígido. Mas eu só quero o melhor para esta empresa e para as pessoas que trabalham aqui. E eu acho que você é uma delas.

Eu senti um calor subir pelo meu corpo, começando nas pontas dos meus pés e subindo até o meu rosto. A gerente estava me elogiando, me tratando como um igual. Era mais do que eu poderia ter pedido.

- Eu gostaria de lhe fazer uma proposta, Carlos - ela continuou, com um brilho nos olhos. - Eu gostaria que você fosse meu assistente pessoal. Você seria meu braço direito, minha mão direita, meu apoio em tudo o que eu fizer. O que me diz?

Eu não precisei pensar duas vezes. Aceitei a proposta na hora, sentindo uma emoção que eu não sentia há muito tempo.

Nos dias que se seguiram, a gerente e eu passamos muito tempo juntos. Ela me ensinou tudo o que sabia sobre a empresa, me deixou participar de reuniões importantes e até me deixou tomar algumas decisões sozinho. Eu me sentia vivo, como se tivesse finalmente encontrado meu lugar no mundo.

Mas não demorou muito para que a tensão entre nós começasse a crescer. Eu sentia seus olhos em mim o tempo todo, mesmo quando ela não estava olhando. Eu sentia seu cheiro, uma mistura de perfume caro e mulher, que me deixava louco. Eu sentia seu calor, mesmo quando não estávamos tocando. Era como se houvesse uma força invisível nos atraindo um para o outro.

Um dia, depois de uma reunião especialmente estressante, a gerente me chamou para seu escritório. Ela fechou a porta atrás de nós e se sentou em sua cadeira, me encarando com aquele olhar intenso que eu já conhecia tão bem.

- Carlos, eu preciso confessar uma coisa - ela começou, com a voz baixa e rouca. - Eu não consigo parar de pensar em você. Eu sonho com você todas as noites, com seu corpo forte e suas mãos gentis. Eu acordo todas as manhãs com o desejo de te ver, de te tocar, de te ter.

Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. A gerente estava me confessando seus sentimentos? Ela estava me dizendo que me desejava tanto quanto eu a desejava?

Eu não resisti. Levantei-me da cadeira e fui até ela, sentando-me em seu colo e passando os braços ao redor de seu pescoço. Ela não hesitou nem por um segundo. Ela passou os braços ao redor da minha cintura e me puxou para mais perto, seus lábios encontrando os meus em um beijo apaixonado.

Nós nos beijamos por longos minutos, como se fôssemos dois adolescentes apaixonados. Foi só quando nos separamos para respirar que percebi que ainda estávamos no escritório, com a porta fechada, mas não trancada. Olhei para ela com preocupação, mas ela apenas sorriu e passou a mão pelos meus cabelos.

- Não se preocupe com isso agora - ela disse, com a voz ainda rouca de desejo. - O que importa é que estamos juntos agora.

Eu não podia discordar dela. Voltei a beijá-la, dessa vez com mais intensidade, enquanto minhas mãos exploravam seu corpo. Ela gemeu baixinho em minha boca, o que me deixou ainda mais excitado. Comecei a desabotoar sua blusa, enquanto ela fazia o mesmo com minha camisa. Quando ficamos apenas de calcinha e cueca, ela me olhou com um sorriso sedutor.

- Quer ir para o meu apartamento? - ela perguntou, enquanto passeava os dedos pelo meu peito.

- Não - respondi, sem hesitar. - Aqui está perfeito.

Ela sorriu ainda mais, enquanto eu a deitava sobre a mesa do escritório e começava a beijar cada centímetro de seu corpo. Ela arqueava as costas a cada toque meu, enquanto eu descia cada vez mais, até encontrar o ponto mais sensível de seu corpo. Ela gemeu alto, enquanto eu começava a movimentos ritmados com a língua, sentindo-a se contorcer de prazer embaixo de mim.

- Carlos, isso é demais - ela disse, ofegante. - Eu preciso te sentir dentro de mim agora.

Eu não precisava que ela repetisse. Me levantei e tirei minha cueca, enquanto ela se livrava da calcinha. Quando nos encontramos novamente, foi como se tudo doesse. Estávamos tão excitados que não demorou muito para que alcançássemos o clímax juntos, com ela gritando meu nome e eu murmurando o dela.

Ficamos ali por alguns minutos, deitados sobre a mesa, enquanto nossas respirações voltavam ao normal. Ela então se virou para mim e sorriu, com um brilho nos olhos.

- Isso foi incrível - ela disse. - Mas agora, acho que precisamos começar a trabalhar de verdade.

Eu não pude evitar uma gargalhada, enquanto me levantava e começava a me vestir. Ela tinha razão. Tínhamos muito trabalho pela frente, mas agora, com ela ao meu lado, eu estava pronto para enfrentar qualquer desafio.

Comecei a recolher minhas roupas espalhadas pelo escritório, enquanto ela fazia o mesmo. Olhei para ela e sorri, ainda incrédulo com o que tínhamos acabado de fazer. Ela sorriu de volta, mas havia uma certa tensão no ar.

- Precisamos ser cuidadosos - ela disse, enquanto abotoava a blusa. - Não quero que a empresa inteira fique sabendo do que aconteceu aqui.

- Não se preocupe - respondi, tentando tranquilizá-la. - Soube guardar segredo desde sempre.

Ela assentiu, parecendo aliviada. Começamos a organizar o escritório, colocando tudo no lugar como se nada tivesse acontecido. Quando terminamos, ela olhou para mim com um sorriso sedutor.

- E agora? - ela perguntou.

- Agora, acho que devemos seguir com nosso trabalho - respondi, tentando parecer sério. - Afinal, não queremos dar aos outros funcionários motivos para fofocas.

Ela riu e concordou. Começamos a trabalhar, mas era difícil me concentrar com ela tão perto de mim. Sua presença era enlouquecedora, e eu não conseguia parar de pensar em tudo o que tínhamos feito apenas alguns minutos antes.

De repente, ela olhou para mim com uma expressão séria.

- Carlos, preciso confessar uma coisa - ela disse, fazendo uma pausa. - Quando comecei a trabalhar aqui, fiquei impressionada com você. Não apenas pela sua aparência, mas também pelo jeito como você se porta no trabalho. Você é profissional e dedicado, além de ser muito atraente. Fiquei atraída por você desde o primeiro dia.

Fiquei surpreso com sua confissão, mas também lisonjeado. Não imaginava que ela tinha sentido algo por mim desde o início.

- E eu pensei que era só eu - eu disse, sorrindo. - Quando você começou a trabalhar aqui, achei você muito atraente também. Mas não quis complicar as coisas no trabalho, então mantive distância.

- Eu também não quis complicar as coisas - ela disse. - Mas agora, depois do que aconteceu, não posso mais negar o que sinto por você. E espero que você não se importe com isso.

- Não me importo nem um pouco - respondi, aproximando-me dela. - Na verdade, eu também não posso mais negar o que sinto por você. E espero que possamos continuar explorando isso, mesmo que tenha que ser às escondidas da empresa inteira.

Ela sorriu e se aproximou de mim, colocando sua mão em meu rosto.

- Eu também espero isso - ela disse. - E quem sabe, com o tempo, quem sabe a gente possa fazer isso officialmente?

- Eu gostaria muito disso - respondi, beijando-a novamente. - Mas por enquanto, vamos continuar guardando nosso segredo e aproveitando cada momento juntos.

Ela sorriu e me beijou de volta, enquanto eu começava a me perder em seus lábios novamente. Sabia que teria que ser cuidadoso com meu coração agora, mas também sabia que valia a pena arriscar tudo por ela.