O irmão da minha melhor amiga — e o verão que a gente não sabia como nomear
Estava namorando fazia dois anos quando o irmão dela voltou de fora. Era o tipo de coisa que eu nunca imaginaria — até o jantar de aniversário dela, onde a gente ficou na varanda por duas horas e o assunto mudou sem que nenhum de nós percebesse.
Era o verão mais quente que eu podia lembrar. O sol estava sempre brilhando e a temperatura parecia não cair nem à noite. Eu estava namorando a Maria há dois anos e nossa rotina era sempre a mesma: trabalho, casa, jantar juntos e filmes na cama antes de dormir. Mas tudo mudou quando o irmão dela voltou para a cidade depois de passar anos fora.
O Lucas tinha ido embora ainda novo, em busca de aventuras além-mar. Ele era alguns anos mais velho que a Maria e eu nunca tive muito contato com ele, mas sempre soube que ele era um cara Legal. Quando ele voltou, trazendo uma tatuagem nova e uma história para cada dia, foi como se o verão tivesse ficado ainda mais quente.
Eu conheci o Lucas na festa de aniversário da Maria. Ele chegou tarde, depois que todos já estavam bêbados e animados. Mas não demorou muito para ele se entrosar com a galera e começar a contar suas histórias de viagem. Eu fiquei ouvindo, impressionado com os lugares que ele tinha visto e as coisas incríveis que tinha feito.
A festa continuou até tarde da noite e eu acabei ficando bêbado demais para dirigir. A Maria me deixou dormir no sofá da casa dela e eu acordo com o sol batendo na minha cara. Foi então que eu conheci a varanda dela, um lugar meio escondido, cheio de plantas e flores coloridas.
Eu fiquei lá por algumas horas, curtindo o sol quente do verão e aproveitando a tranquilidade do lugar. Até que eu ouvi uma voz conhecida atrás de mim.
— Ei, você é o novo namorado da Maria, né? — Era o Lucas, com um sorriso divertido no rosto.
— Sou sim, prazer — respondi, meio sem jeito.
Ele se sentou ao meu lado e começou a me fazer perguntas sobre mim, sobre a Maria e sobre como estavam as coisas entre nós. Eu fiquei surpreso com a sua curiosidade, mas também gostei de ter alguém novo para conversar.
Nós começamos a nos ver mais vezes depois da festa. Ele sempre aparecia na casa da Maria sem avisar e acabávamos passando horas na varanda, conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Eu estava gostando daquele novo amigo, mas não percebi que o verão estava ficando cada vez mais quente entre nós três.
Até que chegou o dia em que eu percebi que o Lucas tinha mudado. Ele começou a me encarar de um jeito diferente, com os olhos brilhando mais do que o normal. E eu comecei a sentir coisas estranhas também. Coisas que eu nunca havia sentido antes, nem mesmo com a Maria.
Eu não sei exatamente quando isso aconteceu, mas em algum momento do verão, eu percebi que estava me sentindo atraído pelo Lucas. Era algo novo e assustador para mim, já que eu sempre fui completamente hétero. Mas eu não podia negar o que eu estava sentindo.
O ponto de virada veio numa noite quente de verão, quando eu estava novamente na varanda da casa da Maria. O Lucas apareceu sem avisar, como sempre, mas dessa vez ele tinha uma garrafa de vinho na mão. Ele sugeriu que a gente bebesse um pouco enquanto conversava e eu aceitei, meio hesitante.
Depois de algumas taças de vinho, eu estava me sentindo mais à vontade com o Lucas. Nós começamos a conversar sobre coisas mais íntimas e eu percebi que estava gostando demais da sua companhia. Foi então que ele se aproximou de mim e colocou a mão no meu joelho.
Eu fiquei paralisado, sem saber como reagir. Mas quando eu olhei para o Lucas, vi que ele estava me encarando com aqueles olhos brilhantes e cheios de desejo. E eu percebi que eu queria aquilo tanto quanto ele.
Nós começamos a nos beijar ali mesmo, na varanda da casa da Maria.
Nós continuamos nos beijando por alguns minutos, até que ouvimos um barulho vindo da casa. Era a Maria chegando em casa. Nós nos separamos rapidamente e tentamos nos recompor, mas eu tinha certeza de que ela tinha percebido algo diferente entre nós dois.
— Oi, gente — disse ela ao entrar na varanda. — Estou vendo que já começaram a festa sem mim.
— É, estamos só aproveitando o verão — respondeu Lucas, com um sorriso meio sem graça.
Eu não sabia o que dizer ou fazer. Meu coração estava batendo muito rápido e eu ainda estava tentando processar o que tinha acabado de acontecer entre mim e o Lucas.
Maria percebeu meu desconforto e me perguntou:
— Tudo bem, você está meio quieto hoje. Não vai me contar o que estão aprontando aqui?
Eu não queria mentir para ela, mas também não estava pronto para contar a verdade ainda. Então eu só dei de ombros e disse:
— Estamos só conversando, como sempre.
Ela deu uma olhada para mim e depois para o Lucas, como se estivesse desconfiada de alguma coisa, mas não insistiu no assunto. Em vez disso, ela pegou uma taça e começou a beber vinho conosco.
Conversamos por mais um tempo, até que eu percebi que estava ficando tarde. Eu me levantei para ir embora e disse:
— Obrigado pela noite, gente. Foi bom ver vocês dois de novo.
— Quando quiser — respondeu Maria. — A gente se vê em breve, certo?
— Sim, com certeza — respondi, olhando também para o Lucas.
Ele sorriu para mim e eu senti uma onda de desejo me atravessar novamente. Eu não queria ir embora, mas sabia que precisava colocar alguma distância entre nós dois pelo menos por enquanto.
Ao sair da casa da Maria, eu comecei a caminhar pela rua, ainda meio tonto com o vinho e com tudo o que tinha acontecido naquela noite. Mas eu sabia que precisava tomar uma decisão: ou eu deixava isso para lá e continuava minha vida como se nada tivesse acontecido, ou eu enfrentava meus medos e me permitia explorar esses sentimentos novos que estavam surgindo dentro de mim.
Eu não sabia ainda o que iria acontecer entre mim e o Lucas, mas eu estava certo de uma coisa: o verão tinha apenas começado e ele já estava ficando cada vez mais quente.
Eu caminhei pela rua até meu carro, sentindo ainda o gosto dos beijos de Lucas na minha boca e seu cheiro impregnado em minhas roupas. Liguei o motor e saí dirigindo sem destino certo, só queria colocar alguma distância entre mim e a casa da Maria. Mas não importa quanto eu tentasse me afastar, não conseguia esquecer o que tinha acontecido entre nós dois.
Parei o carro num lugar tranquilo, desliguei o som e fiquei ali, em silêncio, olhando para frente e revivendo cada detalhe daquela noite na minha mente. Não demorou muito até meu celular tocar. Era uma mensagem do Lucas: "Não consegui ficar longe depois de tudo o que aconteceu hoje. Quer vir aqui em casa? Preciso te ver de novo."
Fiquei surpreso com a mensagem dele, mas ao mesmo tempo senti uma onda de excitação me atravessar novamente. Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo entre nós dois, mas sabia que não podia resistir à tentação de estar perto dele outra vez.
Encontrei o endereço da casa do Lucas no GPS e saí dirigindo em direção a ela. Quando cheguei, ele já me esperava na porta com um sorriso safado no rosto. Entrei na casa e percebi que estava completamente vazia. Não havia ninguém mais lá além de nós dois.
"Onde estão seus pais?" perguntei enquanto ele fechava a porta atrás de mim.
"Eles saíram para passar o fim de semana fora. Estamos sozinhos aqui", respondeu ele enquanto me puxava para dentro da casa.
Senti meu coração acelerar com a resposta dele e percebi que não havia mais como negar o que estava acontecendo entre nós dois. Não havia mais ninguém para nos interromper, então deixei que ele me levasse até o quarto dele.
Assim que entramos no quarto, ele começou a me beijar novamente, ainda mais intensamente do que antes. Senti sua mão passeando pelo meu corpo enquanto eu fazia o mesmo com o dele. Estávamos completamente entregues ao desejo um pelo outro, como se não houvesse amanhã.
Começamos a nos despir mutuamente, deixando cair nossas roupas no chão enquanto continuávamos a explorar cada centímetro do corpo um do outro. Eu podia sentir o quão duro ele estava e isso só me deixou ainda mais excitado.
Ele começou a me beijar e me tocar em lugares que eu nunca imaginei ser possível sentir tanto prazer. E quando finalmente entrou em mim, eu achei que ia explodir de tão gostoso que era. Nós nos movimentamos juntos, cada vez mais rápido e intenso, até que ambos alcançássemos o clímax juntos.
Depois disso, ficamos abraçados na cama dele por alguns minutos, ainda tentando recuperar o fôlego. Mas logo percebi que não queria ir embora dali tão cedo. Queria aproveitar cada segundo do pouco tempo que tínhamos juntos antes que a realidade nos alcançasse novamente.
Assim, passamos a noite toda acordados, conversando e fazendo amor novamente. Não sabíamos exatamente o que isso significava para nosso futuro ou como iríamos contar para a Maria sobre tudo o que tinha acontecido entre nós dois. Mas naquele momento, nada mais importava além do fato de estarmos juntos e aproveitando cada segundo dessa aventura proibida.
Quando chegou a manhã, eu sabia que precisava ir embora antes que os pais do Lucas voltassem para casa. Relutante, me levantei da cama e comecei a me vestir enquanto ele ainda dormia profundamente. Antes de sair do quarto, dei uma última olhada nele e percebi como tudo isso era surreal.
Saí da casa do Lucas sem fazer barulho e voltei para meu carro, sentindo uma mistura de alegria e tristeza dentro de mim. Tinha sido a noite mais incrível da minha vida, mas também sabia que não seria fácil enfrentar as consequências do que tínhamos feito.