Dez meses respondendo e-mails do mesmo projeto sem nunca se ver ao vivo
A comunicação era perfeita: assertiva, rápida, direta. Quando finalmente se viram na única reunião presencial do ano, nenhum dos dois sabia o que fazer com tanta familiaridade num corpo estranho.
Era início de tarde quando entrei na sala de reuniões da empresa, um ambiente frio e pouco convidativo, mas que naquele momento estava cheio de vida. Havia seis pessoas sentadas ao redor de uma mesa comprida, quatro homens e duas mulheres, todos com expressões sérias e olhares tensos. Eu era a última a chegar, e o silêncio pairava no ar enquanto eu me aproximava e tomava meu lugar na única cadeira vazia, ao lado de um homem que nunca tinha visto antes.
Ele tinha os cabelos castanhos desgrenhados e uma barba por fazer que lhe dava um ar de desleixo charmoso. Seus olhos, atrás de óculos redondos, eram verdes e brilhantes, e havia uma energia quase palpable em seu corpo, como se estivesse prestes a pular da cadeira a qualquer momento.
Era o homem com quem eu havia trocado centenas de e-mails nos últimos dez meses, o responsável pelo projeto que eu estava ajudando a coordenar. Apesar de já conhecer sua voz através das ligações de vídeo e seu humor através das mensagens engraçadas que às vezes enviávamos, nunca tínhamos nos visto ao vivo.
A reunião começou com o diretor da empresa falando sobre os objetivos do projeto e os resultados que esperávamos alcançar. Eu ouvia atentamente, tomando notas em meu bloco e lançando olhares de esguelha para o homem ao meu lado. Ele estava concentrado, com os lábios ligeiramente franzidos enquanto ouvia as palavras do diretor. Havia algo de intenso em sua expressão, como se estivesse absorvendo cada palavra como se fosse uma informação vital.
Enquanto a reunião prosseguia, eu sentia uma tensão crescente entre nós dois. Era como se houvesse uma corrente elétrica passando entre nossos corpos, fazendo minha pele formigar e meu coração bater mais rápido. Ele percebia meu olhar e às vezes me lançava um sorriso rápido e tímido, como se estivesse constrangido por ter sido pego em flagrante.
Depois de algumas horas, a reunião finalmente chegou ao fim. Todos se levantaram e começaram a sair da sala, conversando animadamente entre si. Eu me levantei devagar, ainda sentindo a presença do homem ao meu lado. Ele estava recolhendo seus papéis e eu aproveitei a oportunidade para lhe dizer alguma coisa.
"Foi bom finalmente ver você pessoalmente", disse eu, sorrindo.
Ele virou-se para mim e seu sorriso se abriu ainda mais. "Eu estava pensando a mesma coisa", respondeu ele. "Acho que depois de tanto tempo trocando e-mails, é bom saber que você é real."
Eu ri. "Sim, eu sei o que você quer dizer. Acho que somos como duas pessoas que namoram à distância, mas nunca se viram ao vivo."
Ele riu também, e havia algo de musical em seu riso, como se fosse uma música que eu já conhecia e amava. "Sim, acho que somos. Mas agora que nos conhecemos, acho que poderíamos fazer algo a respeito."
Eu senti meu coração bater mais rápido ainda. "O que você quer dizer?"
"Bem, eu estou ficando em um hotel aqui perto. E eu acho que tenho uma garrafa de vinho em meu quarto. Talvez você queira se juntar a mim para uma taça, para comemorar nosso primeiro encontro ao vivo."
Eu senti uma onda de desejo me percorrer, e antes que pudesse pensar melhor, eu disse: "Sim, eu adoraria."
Saímos da sala de reuniões juntos e fomos em direção ao elevador. Enquanto esperávamos, eu sentia o olhar dele em mim, e percebi que estava começando a sentir uma ansiedade gostosa crescendo dentro de mim. Eu estava nervosa, sim, mas também estava excitada pela perspectiva do que poderia acontecer entre nós.
Quando chegamos ao quarto dele, ele abriu a porta e me deixou entrar primeiro. O quarto era grande e bem decorado, com uma cama king size no meio do ambiente. Havia uma garrafa de vinho e duas taças sobre a mesa ao lado da janela, e eu fui até lá enquanto ele fechava a porta atrás de nós.
Ele abriu o vinho e nos serviu, então me entregou uma taça e brindamos. "A nós", disse ele, sorrindo. "E a nosso primeiro encontro ao vivo."
Eu sorri de volta e tomei um gole do vinho, sentindo o líquido fresco e frutado deslizar pela minha garganta. Ele veio até mim e passou um braço em volta da minha cintura, me puxando para perto dele. Eu podia sentir seu corpo quente através da roupa, e meu coração começou a bater ainda mais rápido.
"Eu não sei o que há em você", disse ele, baixinho. "Mas desde que entrei naquela sala de reuniões hoje, eu não consigo parar de pensar em beijar você."
Eu sorri e coloquei minha taça de vinho sobre a mesa, então fiz o mesmo com a dele. "Eu também não consigo parar de pensar nisso", respondi, colocando minhas mãos em seus ombros e puxando-o para mais perto de mim.
Nossos lábios se encontraram em um beijo suave e explorador, como se estivéssemos descobrindo um novo território. Ele tinha gosto de vinho e de algo mais, algo que era apenas dele. Eu aprofundei o beijo, sentindo sua língua explorar minha boca e suas mãos apertarem minha cintura.
Ele começou a beijar meu pescoço, enviando arrepios por minha espinha e fazendo-me gemer baixinho. Suas mãos começaram a explorar meu corpo, passando por meus seios e minha barriga, até chegarem à bainha da minha saia. Ele passou as mãos por baixo da saia e começou a acariciar minhas coxas, subindo cada vez mais até encontrar minha calcinha.
Eu ofeguei quando ele começou a acariciar meu sexo através da calcinha, sentindo a umidade crescendo entre minhas pernas. Ele começou a beijar meu pescoço novamente, enquanto continuava a acariciar meu sexo, enviando ondas de prazer por meu corpo todo.
Eu não aguentei mais e comecei a tirar sua roupa, primeiro a jaqueta, depois a camisa, revelando um corpo forte e definido. Ele me ajudou a tirá-las, então fez o mesmo com minha blusa e meu sutiã, deixando-me apenas de saia e calcinha.
Ele começou a beijar meus seios, passando a língua em meus mamilos e me fazendo gemer cada vez mais alto. Eu não aguentei mais e comecei a tirá-lo do restante de suas roupas, até que ficamos ambos completamente nus.
Ele me deitou na cama e começou a beijar meu corpo todo, desde meu pescoço até meus pés, demorando-se especialmente em meus seios e meu sexo. Eu podia sentir a umidade crescendo entre minhas pernas enquanto ele me beijava e acariciava, e eu comecei a me contorcer de desejo.
Quando não aguentava mais, eu o puxei para cima de mim e envolvi minhas pernas em volta de sua cintura. Ele começou a penetrar-me devagar, sentindo cada centímetro do meu corpo enquanto se afundava dentro de mim. Eu ofegava enquanto ele começava a se mover, sentindo-o preencher-me completamente e enviando ondas de prazer por meu corpo todo.
Ele começou a se mover cada vez mais rápido, enquanto eu envolvia minhas pernas ainda mais em volta de sua cintura, puxando-o para mais perto de mim. Eu podia sentir meu orgasmo se aproximando cada vez mais, e quando ele finalmente chegou, foi como uma explosão de luz e cor em minha mente.
Eu gritei enquanto meu corpo todo tremia com o orgasmo, e ele continuou a se movimentar dentro de mim até que seu próprio orgasmo chegou. Ele gemeu enquanto se derramava dentro de mim, então caiu ao meu lado na cama, ofegante.
Ficamos ali deitados por algum tempo, enquanto nossas respirações voltavam ao normal e nossos corpos começavam a se acalmar. Ele passou um braço em volta de mim e me puxou para perto dele, e eu percebi que nunca tinha me sentido tão à vontade com alguém antes.
"Eu não sei o que vai acontecer agora", disse ele, baixinho. "Mas eu sei que quero vê-la de novo. E não só por causa dos e-mails do projeto."
Eu sorri e beijei seu ombro. "Eu também quero vê-lo de novo", disse eu. "E não só por causa dos e-mails do projeto."
E assim, depois de dez meses trocando e-mails sobre trabalho, finalmente tínhamos encontrado algo muito mais gostoso para fazer juntos.
Eu acordo com o sol brilhando através das janelas do quarto de hotel. Olho para o lado e vejo meu parceiro ainda adormecido, seu peito subindo e descendo com cada respiração. Sinto uma pontada de felicidade enquanto lembro da noite anterior e tudo o que aconteceu entre nós.
Decido não acordá-lo e saio cuidadosamente da cama, vestindo meu robe e caminhando até a janela para admirar a vista. O sol está começando a se erguer, banhando a cidade com uma luz dourada e fazendo os edifícios brilharem como ouro.
Depois de alguns minutos admirando a vista, ouço o som de movimento atrás de mim e viro-me para ver meu parceiro acordando. Ele boceja e esfrega os olhos antes de me ver parada ali, olhando para fora.
"Bom dia", diz ele com um sorriso sonolento.
"Bom dia", respondo com um sorriso próprio. "Acabei de acordar e estava admirando a vista."
Ele se levanta da cama e caminha até mim, passando os braços em volta da minha cintura. "É uma vista linda", diz ele, olhando para fora. "Mas não tão linda quanto você."
Eu sorrio e me aconchego em seus braços, sentindo seu corpo quente contra o meu. "Obrigado", digo baixinho. "Eu não sei o que vai acontecer agora, mas eu gostaria de ver você de novo depois disso."
Ele me aperta mais forte e beija minha testa. "Eu também", diz ele. "Na verdade, eu estava pensando que poderíamos fazer disso uma tradição. Todo mês, em algum lugar diferente, nós podemos nos encontrar e passar um fim de semana juntos. Sem trabalho, sem e-mails, só nós dois."
Eu sorrio com a ideia. "Eu adoraria isso", digo. "Podemos começar a planejar onde vamos nos encontrar em seguida enquanto tomamos café da manhã."
Ele beija minha testa novamente e depois me solta, caminhando até o telefone para pedir café na cama. Enquanto ele faz isso, eu caminho até meu laptop e começo a checar meus e-mails, sorrindo enquanto vejo que temos alguns novos do trabalho.
Mas enquanto leio as novas mensagens, meu sorriso desaparece. Há uma nova mensagem do nosso chefe, informando que eles estão mudando a direção do projeto e que agora precisamos enviar um relatório completo dentro de uma semana.
Eu olho para meu parceiro, que ainda está ao telefone pedindo café. "Nós temos um problema", digo enquanto ele desliga o telefone. "O trabalho acabou de mandar uma nova mensagem, dizendo que precisamos enviar um relatório completo dentro de uma semana."
Ele franze a testa e caminha até mim para ler a mensagem. "Merda", diz ele enquanto lê. "Isso significa que teremos que passar o fim de semana trabalhando, em vez de aproveitando nosso tempo juntos."
Eu concordo, sentindo-me desapontada. "Eu sei. Mas não podemos evitar isso. Teremos que trabalhar duro esse fim de semana para ter certeza de que terminamos a tempo."
Ele suspira e passa uma mão pelo cabelo. "Eu sei. Mas isso não significa que não podemos aproveitar um pouco do tempo juntos também. Afinal, ainda temos hoje de manhã e noite para nós mesmos."
Eu sorrio para ele, grata por sua compreensão. "Você tem razão", digo. "Podemos trabalhar duro durante o dia e aproveitar o tempo juntos à noite."
Ele sorri de volta e se aproxima para me beijar. "Isso é meu plano", diz ele enquanto se afasta. "Agora, vamos tomar café da manhã e começar a trabalhar."
Eu concordo e começamos a trabalhar, aproveitando cada momento juntos enquanto podemos. Afinal, nós temos um projeto para terminar e, mais importante ainda, uma tradição para começar.